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Dias Chuvosos, por Ezka

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Dias Chuvosos, por Ezka

Mensagem por Ezka em Ter Dez 11, 2018 5:46 pm




Prólogo


O meu rosto queimava sobre o asfalto num beco mal iluminado por um poste velho. Minhas roupas estavam surradas e imundas e meus joelhos completamente ralados. Ao olhar para o céu, podia ver alguns rastros de sol, mas pra mm era impossível distinguir se era o amanhecer ou o entardecer. Meu casaco preto era sem dúvidas a peça de roupas mais danificada. Ele era longo e ia até o cumprimento dos meus joelhos, mas não fora efetivo em cobrí-los em minha queda. Meu estômago também me matava. Uma queimação terrível subia por todo o meu trato digestório, provavelmente pela falta de comida. Quando esfreguei meu torso senti minhas costelas protuberantes. Sabe-se lá há quantos dias eu estava jogado ali, sem o que comer.

Contudo, não era nada disso que me preocupava. A dor dos machucados e a fome incomodavam, mas a sensação de completa amnésia era o que me matava. Eu não sabia meu nome. Não sabia nada sobre mim mesmo. Tudo me parecia estranho. Inclusive minhas roupas. Inclusive meu corpo. Só duas coisas me pareciam familiares. A presença de uma pequena Vulpix de Gelo e um pedaço de guardanapo rasgado no meu bolso. A Vulpix parecia tão desnutrida quando eu. Estava tão magra que podia ver sua coluna por cima. Eu também não tinha certeza sobre ela, mas aparentemente ela havia escolhido permanecer ali comigo. Um pingente em uma coleira me informou um possível nome: Lady. Quanto ao bilhete improvisado, também não me trazia nenhum pensamento em específico, mas a frase escrita ali me parecia familiar – “Dias Chuvosos nos aguardam”.




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Re: Dias Chuvosos, por Ezka

Mensagem por Ezka em Ter Dez 11, 2018 11:05 pm



Lista de Capítulos



Capítulo 1: Crisálida
Ezka acorda num beco escuro sem se lembrar nada sobre sua vida. Um encontro com uma Oficial Jenny muda os rumos de sua ação.


Capítulo 2: De volta
Após ter um flashback, Ezka decide que precisa voltar para sua cidade natal, mas antes disso tem uma despedida com sua nova amiga.


Capítulo 3: Lar
Ezka finalmente volta pra casa, onde descobre algumas coisas sobre si mesmo. Contudo, o número de perguntas aumenta ao invés de diminuir.


Capítulo 4: Hora do Show
Apesar de não conseguir acreditar plenamente em Troye, Ezka percebe que está mais atado à Nativity City do que ele imaginava.




Última edição por Ezka em Sab Dez 15, 2018 2:13 pm, editado 5 vez(es)
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Re: Dias Chuvosos, por Ezka

Mensagem por Ezka em Qua Dez 12, 2018 1:55 am




Capítulo 1: Crisálida

Dia 1 - 05:45 - Seaport City

"Quem sou eu?" - Pensava enquanto procurava forças pra me levantar. A sensação era terrível. O auto-anonimato estava me matando. Eu não sabia como havia vindo parar ali. Eu não sabia de nada na verdade. Se eu era um garoto ou uma garota. Uma criança ou um velho. Uma pessoa viva ou um fantasma. Aquele beco fedia a uma mistura de lixo e maresia que impregnava as minhas narinas e se recusava a sair. Só tinham sombras ali. Sem rastros de pessoas ou qualquer outro ser vivo que pudesse me ajudar. Eu parecia completamente sozinho. O único floco de luz apareceu depois de algum tempo que eu acordara. Uma pequena Vulpix de Gelo, tão maltratada e magra quanto eu naquele antro. A pequenina se aproximou de mim calmamente e, mesmo em situação tão deplorável, abanou o rabo sacudindo a negatividade e mostrando a felicidade em me ver bem. Com algumas lambidas ela mostrou que éramos mais do que apenas dois desencontrados em uma situação difícil - ela me conhecia, mesmo que eu não conhecesse nenhum de nós dois. Afaguei seu pelo encardido de sujeira e ela se aninhou em meu colo no chão. Carregava uma pequena coleira com um pingente entalhado com o nome Lady. Por bem ou por mal ela estava comigo agora.


Quando finalmente saí do chão, vi algumas cabeças de Magikarp presas à suas espinhas. Provavelmente fora comendo seu resto que Lady sobrevivera nesse período de apagão. Eu, infelizmente, não tinha estômago pra entrar na mesma. Peguei a pequena no colo e saí cambaleando na busca de uma saída.

Dia 1 - 11:29 - Seaport City

Após andar bastante e ser parado por uma oficial Jenny, finalmente tive alguma ideia de quem eu era. Meus documentos eram uma bagunça, mas ainda assim menos caóticos que minha cabeça. Aparentemente meu nome era Ezka Trinin, eu era um jovem de 20 anos e, nas palavras da Oficial Jenny, "um garoto muito excêntrico". Ela havia me parado em preocupação ao estado de minha Pokémon. Quando contei o que sabia, entretanto, ela se apavorou. Pra ela não era possível que eu não me lembrasse de nada. Simplesmente incabível. A boa notícia é que ela era uma alma generosa. Levou-nos para sua casa, onde pudemos nos banhar e nos alimentar. Finalmente tive a chance de dar uma espiada no meu rosto. Diferentemente da foto nos meus documentos, a minha expressão era cadavérica. Estava muito magro e com o rosto ralado. Eu também me pararia na rua se me visse segurando um Pokémon.

Os ralados nos meus joelhos eram mais profundos do que eu imaginava. Eles haviam infeccionado e lavá-los foi doloroso. No rosto havia sido mais superficial e só esfreguei o sabonete levemente. Foi difícil tirar o cheiro de peixe podre que me acompanhava. Na verdade não conseguia diferenciar o quanto aquele cheiro era dos cadáveres de Magikarp ou meus. Estava nos meus planos dar um banho em Lady assim que terminasse o meu, mas Jenny foi gentil e fez esse trabalho por mim. Estávamos todos prontos pra comer.

- Espero que você goste de ensopado de legumes. - Disse a policial, enquanto enchia nossas tigelas. - É uma receita especial da minha avó.

- Aposto que está uma delícia. - Respondi olhando atentamente para a fumaça que saía da funda panela. Podia sentir meu estômago se revirar de fome.

A sensação de colocar a comida na boca pela primeira vez em não sei quanto tempo foi incrível, mas confesso que as primeiras colheradas me causaram dor enquanto desciam pela minha garganta e expandiam meu estômago. Lady, por sua vez, não parecia encontrar nenhum problema. Devorava a ração e os poffins que Jenny a servira.

- Então, Ezka. - Jenny disse quebrando o ritmo. - Espero que você não se importe, mas eu dei uma olhada na sua carteira enquanto você estava no banho.

- Sem problemas, policial. - Respondi. - Eu acho.

- Não encontrei nenhum. - Falou em seguida entre risadas, buscando me acalmar. - Só descobri algumas coisas sobre você que podem te ajudar.

- E o que foi?

- Bem, aparentemente você vem de Nativity City. - Explicou. - Além disso, você tem um cartão de crédito. Talvez você devesse ir ao centro da cidade e checar se tem algum dinheiro.

- Uma boa ideia. - Concordei.

- Mas deixe isso pra amanhã. - A policial interrompeu. - Hoje você e Lady devem descansar. Podem ficar o tempo que precisarem.

Mesmo que eu tenha recusado várias vezes a Oficial insistiu e disse que, na pior das hipóteses, era melhor que ela mantivesse um olho em mim. Apesar de soar um pouco ameaçador, me senti confortável em permanecer ali. Lady com certeza se sentiu.

Dia 5 - 14:03 - Seaport City

Jenny era incrível e permitiu que eu ficasse ali até que me sentisse melhor. Além de se manter de olho em mim e Lady, a policial nos levou a um hospital e a um Centro Pokémon onde descobrimos que, além de subnutrição, nada de muito grave acometia a nenhum de nós dois. Nada que uma boa alimentação não resolvesse. Aliás, nestes poucos dias foi possível notar uma grande melhora. Além disso, como sugerido pela minha anfitriã, fui ao centro da cidade e conferi minha conta bancária. Não conseguia lembrar a senha, mas por sorte, havia um cadastro biométrico que permitiu que eu checasse um saldo positivo e generoso, de certa forma.

Depois de muita insistência, Jenny finalmente concordou em me levar para seu posto de trabalho. A delegacia de polícia era enorme. Maior do que eu poderia imaginar. A Oficial era a chefe ali e vários recrutas, soldados e sargentos se levantavam de suas cadeiras todas as vezes em que ela passava. A maioria estranhou o garoto magrelo e a Pokémon rara que andavam atrás dela a todo momento. Até mesmo seu parceiro, um lindo Luxray começava a estranhar nossa presença. Tudo ali era novo demais. Pelo menos pra um garoto cuja memória se resumia a apenas 5 dias.


Apesar de achar divertido me ter por ali, Jenny tinha muito o que fazer, afinal era a chefe. Sugeriu que eu e Lady treinássemos na pista de corrida da delegacia. Era uma pista com duas vias, uma para treinador e outra para o Pokémon. A pista não era muito longa, mas a ideia é que ambos conseguissem manter um ritmo próximo um do outro e ainda fossem rápidos o suficiente para perseguirem um alvo robótico que se movia automaticamente. Coisa de parceiros. Achei a ideia interessante e, como não tinha muito o que fazer, aceitei o desafio. O meu laço com Lady havia se estreitado nesses últimos dias, pelo menos pra mim, e fazer esse tipo de coisa poderia ser ainda melhor.

A pista era estreita então exigia uma certa atenção. Um pequeno semáforo marcava o momento de largada. Possuía três cores como o de habitual. O vermelho indicava que os corredores deveriam permanecer parados, o amarelo que deviam se preparar para a largada e o verde indicava o momento de iniciar. Assim que a terceira luz piscou corri o mais rápido que pude. O pequeno robô era extremamente ágil e não parecia fácil alcançá-lo. Em alguns instantes, entretanto, esse objetivo parecia mais fácil. Olhei para a pista ao lado, buscando a aprovação de Lady, mas logo me vi obrigado a desacelerar. Minha Pokémon estava há alguns metros de distância para trás.

Jenny presenciou a cena e começou a rir. Nos explicou que o objetivo do exercício era a obtenção de sincronia e não a captura do robô em si. Ele era programado para acelerar conforme os dois parceiros se distanciassem ou quando estivessem muito próximos de captura-lo. Ou seja, a chave era manter um ritmo constante. Jenny fez uma demonstração incrível com seu Luxray. Os dois pareciam experts naquele exercício. Depois desse pequeno guia, Lady e eu continuamos tentando. A cada vez mais nos aproximávamos da captura do robô e de um ritmo sincronizado. Ficamos um bom tempo treinando, mas as condições às quais fomos submetidos nos últimos dias fizeram com que não durássemos mais do que uma hora e meia na pista.

Apesar de o "dia no trabalho" ter sido incrível ele teve um fim. Quando Jenny acabou seu expediente, sugeriu que passássemos na feira da cidade pra comprar alguns alimentos frescos. Passamos por uma barraca de frutas e experimentamos tudo o que tínhamos direito. Compramos um bocado também.

- Sabe, Ezka - Jenny disse enquanto andávamos entre barracas. - Você pode ficar se quiser.

- O que você quer dizer com isso? - Indaguei.

- Eu não sei muito sobre o seu passado, mas percebi que você é um bom garoto. - Explicou. - Se você quiser, posso te colocar no cargo de recruta e você pode integrar a polícia de Seaport. Mas só se você quiser, é claro.

- É claro que eu quero, Jenny. - Exclamei, abraçando a policial. - Seria incrível.

O destino, entretanto, parecia não ser tão gentil comigo. Enquanto voltávamos, passamos por uma pequena casa cor-de-rosa. Dela emanava um dos cheiros mais deliciosos que já senti na minha vida: um bom prato de pasta com molho vermelho. Um como o que minha mãe costumava cozinhar em Nativity City. Eu não poderia ficar, mas ao menos de alguma coisa eu havia me lembrado.



(Canção de Encerramento)

Treino de Lady, a Vullpix.

Observações:
Editado pra fazer algumas correções de ortografia e colocar alguns negritos esquecidos


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Re: Dias Chuvosos, por Ezka

Mensagem por Gust F. em Qua Dez 12, 2018 5:00 am

Avaliação
História: Você conduziu o seu plot com excelência, não perdendo nem um por momento os fatos, muito pelo contrário, procurou reforçá-los sempre que possível: a amnésia, a condição física de seu personagem e pokémon e afins, tudo isso é excelente. Eu definitivamente não tenho do que reclamar da história em si, estou muito ansioso para os próximos capítulos, para ver como o plot se desenvolve daqui em diante. O único ponto "negativo" que eu vi na jornada foi a simplicidade do treino, talvez de alguma forma você conseguisse deixá-lo um pouco melhor, porém ficou bom de qualquer maneira.
OBS: Esse título e essa música, amor eterno <3.
OBS 2: Confesso que fiquei com invejinha de você ter feito um sumário para sua jornada, porque eu não tinha pensado nisso :c.
Batalha: N/A
Ortografia: Absolutamente nada a comentar, você escreve muito bem e eu não identifiquei um erro sequer na sua jornada. \o
Nota:
✮✮✮✮
Bônus:
Lady recebeu 1200 de Experiência e subiu para o nível 8! (150/450)

O player recebeu 200 de Experiência de classe e subiu para o nível 2! (100/200)


Vulpix
Nvl: 8 (150/450)
Hp: 13/13
+80 de Happiness (x2 Happiness)
Aprendeu Roar!

Recebeu uma Chesto Berry.
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Re: Dias Chuvosos, por Ezka

Mensagem por Ezka em Qua Dez 12, 2018 3:30 pm




Capítulo 2: De volta

Dia 6 - 07:25 - Rota 16

O cheiro de um delicioso macarrão me trouxe lembranças sobre um possível lar que me aguardava em Nativity. Apesar de ter recebido uma ótima proposta de emprego por parte de Jenny, não pude aceitar. Me partia o coração deixar a única pessoa que me parecia familiar para ir atrás de lembranças incertas. Ainda assim, mantê-las inexploradas era pior. Eu não poderia ser mais grato a Jenny. Graças à sua assistência e amizade, Lady - minha Vulpix - e eu nos recuperamos de um estado terrível. Ainda não estávamos completamente bem, mas quase lá. Quando contei a ela que precisaria ir embora, aceitou tranquilamente, mesmo que se mostrasse triste. Na intenção de animá-la sugeri que fizéssemos algum tipo de despedida e, por sorte, ela adorou a ideia. Acordamos bem cedo e fomos caminhando de Seaport City até a Rota 16, que segundo Jenny, ficava linda no verão e possuía nas margens de seu rio um lugar perfeito para um piquenique.

Não podíamos demorar muito, já que o turno da Oficial começava às 12 horas, neste dia. O caminho, contudo, não era dos mais fáceis. Apesar de possuir algumas trilhas já formadas, o chão rochoso e desnivelado fazia com que a caminhada arrancasse suor de mim e de Lady e, mesmo que fosse manhã, o Sol do verão não perdoava. Jenny e Bolt, seu Luxray, não pareciam se abalar ao contrário de nós dois e seguiam firmemente. Bolt, por acaso, não era só um Pokémon poderoso e rabugento. Durante essa caminhada pude conhecer uma face nova dele - a de um Pokémon alegre e brincalhão e que compartilha um laço incrível de amizade com sua parceira. Com certeza um laço a se invejar.

Quando chegamos às margens do rio, não foi difícil achar um lugar perfeito pra sentar. Haviam algumas árvores espalhadas em sua costa e o chão sob elas era plano e fofo em sua maioria. Podíamos ver vários Pokémon sobrevoando por ali, especialmente Pikpek e alguns Masquerain. Estendemos uma longa colcha em xadrez vermelho e branco sobre a terra e nos sentamos. Coloquei a cesta que trazia comigo no centro, mas resolvemos esperar um pouco pra comer, já que ainda era cedo e estávamos satisfeitos do café-da-manhã que tomamos antes de sair.

- Você sabia que aquela taiga atrás de nós fica coberta de gelo em outras estações? - Jenny disse enquanto uma brisa balançava seu cabelo.

- É sério? - Indaguei.

- Seríssimo. - Continuou. - Nessa época do ano ela fica cheia de Pokémon do Tipo Grama e Inseto, mas em outros períodos é dominada por Pokémon de Gelo.

- Como a Lady.

- Exatamente. - Concordou rindo. - Como a Lady.

A fala de Jenny me deixou extremamente curioso sobre a floresta. Seus enormes pinheiros pareciam esconder algum tipo de segredo. Sugeri que fossemos explorá-la por alguns instantes e a policial concordou. Deixamos a cesta sobre a colcha e nos infiltramos entre as longas árvores. Vimos vários Pokémon interessantes, como Snorunt, Aipom e até mesmo alguns Mothim. Enquanto caminhávamos, entretanto, algo nos surpreendeu. Um Pokémon enorme veio correndo na nossa direção. Ele era verde e possuía algumas folhas que o camuflavam entre as árvores. Não o conhecia, mas com meu Pokedex descobri que se tratava de um Tropius.


Por algum motivo, aquele enorme Pokémon parecia estar determinado a atacar Lady e começou a perseguir a minha pequena Pokémon, sendo parado apenas quando Bolt o desferiu um golpe elétrico.

- Ezka, saia da floresta. - Jenny comandou. - Leve a Lady daqui, eu cuido dele.

Corri o mais rápido que pude com a Vulpix envolta em meus braços. Porém, enquanto eu corria, algo estranho me aconteceu. A imagem dos pinheiros na minha frente desapareceram e foram substituídos pela de uma garota de longos cabelos loiros, pele clara e aparência meiga. Contudo, nenhuma informação adicional veio com essa imagem. Essa moça poderia ser uma conhecida ou só um fruta da minha imaginação. O grito do Tropius foi o suficiente para me tirar de transe. Voltei a correr e logo me vi pra fora da taiga. Decidi esperar por Jenny na toalha de piquenique, mas quando cheguei lá, fui surpreendido mais uma vez. Um pequeno Pokémon azul estava prestes a roubar nossa cesta. Tentava levá-la com uma de sua patas, enquanto se arrastava com as outras três. Quando o vi soltei um grito que assustou o Pokémon que logo se prontificou a uma posição de batalha. Eu não tinha interesse em colocar Lady para batalhar em tão pouco tempo, mas era necessário. Aquele Pokémon não iria simplesmente fugir.


- Lady, você está pronta pra batalhar? - Perguntei olhando para a Vulpix que imediatamente assentiu. - Então use o Tail Whip! - A pequenina saltou do meu colo e correu na direção do Surskit, deixando-o um pouco assustado e fazendo-o escorregar sobre a toalha xadrez. Entretanto, ao contrário do que ele esperava, a Vulpix apenas esfregou sua cauda felpuda em seu rosto, deixando-o um pouco confuso e com a guarda mais baixa, diminuindo sua defesa. Ele, entretanto, não permitiu que tal humilhação ficasse impune, e revidou com o Bubble. Após encheu seus pulmões de ar, lançou um pequeno feixe de bolhas que veio na direção de Lady e a, mesmo que ela tentasse escapar se escondendo atrás da árvore. Apesar de estarmos no meio de uma batalha, aquilo parecia uma brincadeira pra Lady.

- Ataque com o Powder Snow, parceira! - Comandei dando continuidade à batalha, mas antes que a pequena pudesse lançar seu movimento, o Surskit usou o Quick Attack. Seu corpo foi encoberto por uma aura brilhante e uma súbita velocidade foi adicionada ao seu corpo. A pequena aranha aquática praticamente se jogou contra a Vulpix que rolou até meus pés. Pensei que esse seria o fim, mas Lady era mais forte do que eu imaginava. Rapidamente se levantou e lançou uma rajada de ar congelante como pequenas bolas de neve contra o oponente, mas sem muito efeito. Aparentemente o Surskit era resistente a ataque do tipo Gelo, mas era o único que tínhamos disponível.

- Powder Snow mais uma vez, Lady! - A raposa estava pronta para dar mais um ataque, mas aparentemente o seu rival havia se acostumado em ser o primeiro. Novamente lançou um feixe de bolhas com o Bubble, mas dessa vez Lady conseguiu evitá-lo, pulando contra a árvore e pairando acima do seu oponente, lançando mais uma pequena nevasca e o congelando.

No meio tempo em que essa batalha ocorria, Jenny apareceu. Ela não só havia derrotado o Tropius, como também o capturado. Me entregou 5 pokébolas e sugeriu que eu fizesse o mesmo com o Surskit congelado. Joguei a esfera na direção da pequena aranha e aguardei. Ela apitou três vezes e se manteve fechada. Não era parte dos meus planos participar de uma luta e muito menos capturar um Pokémon, mas a sensação foi incrível. Eu e Jenny nos sentamos e comemos. O restante da manhã fora extremamente agradável, mas conforme o meio-dia se aproximava, nos arrumamos pra sair dali. Ela precisava trabalhar. Eu precisava ir pra casa.



(Canção de Encerramento)

Treino de Lady, a Vulpix e captura de um Surskit macho apelidado de Angel.

Observações:
Gostaria de receber os Presentes do Evento dos Presentes e também os prêmios da Missão de Inauguração. Se for possível dividir os 1000 xp entre a Lady e o Angel, eu adoraria. Caso não seja, pode colocar tudo na Lady.


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Re: Dias Chuvosos, por Ezka

Mensagem por Gust F. em Qua Dez 12, 2018 11:16 pm

Avaliação
História: Mais uma vez gostei da forma a qual você escreveu sua jornada, apesar de que desta vez ficou um pouco mais simples que o anterior, mas isso não é um defeito, muito pelo contrário, ficou bom também! Eu sinceramente não tenho muito o que comentar aqui, acho que o que eu tinha que dizer já falei no capítulo anterior.
Batalha: Eu gostei da batalha que você fez, apesar dela ter sido um pouco curta, o que não é exatamente culpa sua, uma batalha com dois ou três movimentos por lado, quando se alonga muito, acaba por ficar entendiante. De qualquer maneira, ficou divertido o combate.
Ortografia: Novamente não identifiquei erros em sua jornada, tudo certo!
Nota:
✮✮✮✮
Bônus:
Lady recebeu 1700 de Experiência e subiu para o nível 11! (300/700)
Angel recebeu 500 de Experiência e subiu para o nível 9! (50/500)

O player recebeu 200 de Experiência de classe e subiu para o nível 3! (100/300)


Vulpix
Nvl: 11 (300/700)
Hp: 16/16
+80 de Happiness (x2 Happiness)
Aprendeu Baby-Doll Eyes!
Aprendeu Ice Shard!


Surskit
Nvl: 9 (50/500)
Hp: 16/16
+20 de Happiness (x2 Happiness)
Aprendeu Sweet Scent!

Recebeu definitivamente a melhor Berry de todas (Leppa Berry).
Recebeu os presentes Rosa, rosa e verde.
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Re: Dias Chuvosos, por Ezka

Mensagem por Ezka em Qui Dez 13, 2018 7:08 pm




Capítulo 3: Lar

Dia 6 - 19:31 - Arredores de Nativity City
(Final da Rota 17)

O dia havia sido longo. Logo de manhã acordei para uma caminhada e um piquenique com a Oficial Jenny de Seaport City, que fora uma grande amiga nos meus primeiros dias de amnésia. Durante esse passeio, fomos confrontados por um Pokémon violento, um Tropius enorme que fora derrotado pela policial. Enquanto me afastava da batalha, acabei me vendo envolvido em outra, a qual me resultou um Surskit capturado. O pequeno não queria socializar comigo ou com Lady, mas bastou que eu oferecesse comida pra que ele mudasse de opinião. Eu o decidi o chamar de Angel quando o vi deslizando graciosamente sobre a água. O restante da manhã fora tranquila, mas conforme o sol se movia a hora de ir embora se aproximava. Quando chegamos em Seaport, me despedi de Jenny, agradecendo por todo suporte e amizade no meu momento de dificuldade.

Antes de sair da cidade, passei por uma loja e comprei um mapa de bolso para conseguir me guiar. Eu possuía alguma intuição de qual era o caminho a seguir, mas há 5 dias atrás eu não me lembrava nem do meu nome, então preferi me garantir. Além disso, comprei algumas coisas pra comer, que guardei em minha mochila. A caminhada pela Rota 17 fora tranquila, ainda que longa. No caminho uma imagem adorável de alguns Espurr e Spritzee brincando tornou tudo mais leve. Conforme me aproximava de Nativity, minha cabeça se via cheia de questões que eu não sabia responder. Talvez agora eu pudesse.

Dia 6 - 19:39 - Nativity City

Assim que entrei na cidade, tudo parecia familiar, mesmo que eu não conseguisse nomear uma rua ou um dos pequenos comércios dali. Lady com certeza parecia mais habituada do que eu. Cheirava todos os postes de luz que estavam na nossa frente. Angel por sua vez parecia mais deslocado. Provavelmente aquela era a primeira vez dele numa cidade, já que quando estávamos em Seaport eu o mantive na pokébola. As pequenas casas eram extremamente adoráveis. Com exceção de alguns casarões, a maioria era pequena e simples, mas muito coloridas. Subitamente senti vontade de fotografá-las.

Eu não tinha ideia de onde exatamente eu deveria ir, mas a sensação de deslocamento já não era mais a mesma que sentia em Seaport. Alguns rostos pareciam mais familiares do que outros, mas quase todos me olhavam como se eu fosse conhecido. A sensação era boa, mas ao mesmo tempo um pouco aterrorizante. Eu não saberia como interagir com eles.

Dentre os diversos cheiros que sentíamos, um parece ter chamado a atenção de Lady, que saiu correndo desenfreadamente. Eu eu Angel tentávamos seguí-la, mas a rua estava cheia de pessoas, as quais eu constantemente trombava. A cada esbarrão, um pedido de desculpa e a cada pedido de desculpas, Lady se afastava. Comecei a procurá-la desesperadamente, chamando por seu nome. Em um momento, olhei para o chão e a vi abanando suas seis caudas. Andei em sua direção, mas trombei em algo. Ou melhor, em alguém.


- Ezka - O belo e alto moço, o qual eu trombara chamou. - Que bom te ver!

- Desculpa - Respondi. - Mas eu não me lembro de você.

- Que história é essa, Ez? - Perguntou rindo e puxando meu braço. - Sou eu, o Troye. Seu namorado.

- Bem, Troye. - Concluí. - Você tem muito o que me contar, então.

Aparentemente, Lady havia sentido seu cheiro e corrido até Troye, meu esquecido namorado. Expliquei tudo o que sabia pro garoto. Contei como acordei machucado e desnutrido sem saber meu nome, gênero ou idade. Contei sobre como o encontro com uma policial provavelmente salvou a minha vida e até mesmo de quando treinei na delegacia de polícia. Contei também da nossa despedida e de como capturei Angel. Entretanto, pra Troye, ter seu namorado afogado em um mar de não-lembranças não parecia ser fácil.

- Então, como chegou à conclusão de que deveria vir pra cá? - Troye indagou.

- Eu senti o cheiro de pasta e me lembrei que alguém costumava cozinhar pra mim aqui em Nativity. - Respondi

- Sim. - O garoto concordou. - A sua mãe.

Troye me levou para a minha casa, onde o familiar cheiro de macarrão sendo preparado infestou o meu olfato com felicidade. A casa era uma das menores dentre as que eu havia visto pela cidade. Era pintada de vermelho cereja e possuía janelas arredondadas com cruzes no centro. Troye simplesmente entrou. Aparentemente, ele costumava ir muito ao local. Já era hora do jantar e minha mãe estava sentada comendo seu macarrão.

- Mãe! - Gritei ao perceber que havia me lembrado de alguém.

- Ah! - Respondeu assustada. - Garoto, você me mata assim.

- Desculpa. - Falei rindo. - Eu só tô muito feliz de te ver.

Troye nos deixou sozinho. Disse que tinha "umas coisas pra resolver". Ao contrário de todos os outros os quais contei sobre minha condição, minha mãe não questionou a veracidade do que eu dizia. O que inquietava sua cabeça era como isso poderia ter acontecido. Puxou uma cadeira e me colocou pra jantar com ela. Finalmente ia colocar aquele macarrão que me assombrava na boca. Estava tão delicioso que cada garfada enchia minha boca por completo.

- Você deve ter passado muita fome, filho. - Minha mãe disse, quebrando o silêncio. - Você nunca gostou de pasta.

- Do que você tá falando? - Perguntei indignado. - Como eu posso não ter gostado dessa maravilha?

- Bom, é o que é. - Ela disse rindo. - Você tem ouvido falar da Chloe?

- Quem é Chloe? - Indaguei.

- A parceira de Lady, a Vulpix que está com você. - Mamãe explicou. - Aquela mocinha loira e pálida.

Lady não era a minha Pokémon? Tudo aquilo não em cheirava bem. Seria Chloe a moça que vi enquanto corria na Taiga da Rota 16? Mamãe disse que eu, Troye e Chloe éramos melhores amigos inseparáveis. Me contou ainda que não havia se preocupado com meu sumiço, porque eu havia dito a ela que eu e Chloe faríamos uma viagem para Canterlot City. Muitas perguntas borbulhavam, mas uma se destacava: Por que Troye nem sequer mencionou Chloe? Terminei de comer e resolvi ir atrás dele. Já era bem tarde quando saí de casa, e os postes não iluminavam tão bem. Voltei para o local em que o vi pela primeira vez, mas não o encontrei ali. Havia desistido de encontrá-lo e deixado pra conversar em outro dia.

- Não! - Escutei um grito, enquanto passava perto de uma rua. - Me deixa em paz!

Era a voz de Troye. Corri na direção do som e vi Troye caído no chão sendo violentado por dois Pokémon, comandados por dois homens vestidos de branco e com um R vermelho em suas camisetas. Troye não estava com nenhum Pokémon, os homens estavam atacando diretamente.

- Ei! - Gritei, chamando a atenção dos homens. Um deles comandava um Trapinch e o outro um Spoink. - Deixem ele em paz.


- Vaza daqui, moleque! - Um deles gritou. - Ou a gente vai acabar com você também.

- Eu não pretendo fugir.
- Respondi. - Vamos lutar, Lady e Angel!

- Péssima escolha, garoto.
- O outro disse. - Spoink, use o Psywave

- Trapinch, ataque com Sand Attack.


- Lady, use o Baby-Doll Eyes. - Comandei, ingressando na batalha. - Angel ataque com o Bubble.

Angel resolveu manter sua tendência de atacar primeiro. A pequena aranha azul saltou na frente de Lady e lançou um pequeno jato de bolhas que atingiu o Spoink e fez com que ele derrubasse sua pérola e ficasse furioso e respondesse em seguida. Das pequenas patas do porquinho foi projetado um raio multicolorido e destorcido que lançou o Surskit contra Lady. Lady rapidamente se levantou, mas não o suficiente para escapar a rajada de areia lançada pelo Trapinch contra seus olhos, deixando-a um pouco dispersa. Entretanto, ela aproveitou a situação para ampliar os efeitos do seu movimento. Seus olhos começaram a brilhar em azul e iluminaram mais o beco do que os postes faziam no momento. Junto com esse movimento hipnótico, a Pokémon fez uma cara de pena, deixando seus oponentes contraído de tentarem a atacar e reduzindo a intensidade do combate.

- Não se enganem com essa bruxinha! - Um dos brutamontes gritou. - Spoink, dá uma cheirada nela! Use o Odor Sleuth.

- Trapinch, ataque com o Bite.

- Continuem, parceiros! - Retruquei. - Lady, use o Powder Snow e Angel use o Sweet Sent!

O Spoink pulou com sua cauda, buscando se aproximar de Lady e cheirá-la na intenção de aumentar a precisão de sua mira. Entretanto, Angel saltou na cara de seu oponente e liberou um delicioso cheiro doce que apesar de acalmá-lo, confundiu seu olfato. O Trapinch, aproveitando a distração da Vulpix que ria do emaranhado Surskit-Spoink, se moveu até ela e desferiu-lhe uma mordida na pata direita, arrancando-lhe um grito agudo. Buscando se libertar da mordida, a raposa liberou uma rajada de ar congelante com pequenas bolas de neve, congelando-o e se libertando.

- Aproveitem que um deles está congelado e mirem no outro. - Falei, alarmando os homens. - Angel, use o Bubble novamente e Lady ataque com o Ice Shard.

- Spoink, use o Psybeam neles!


Lady não aceitou ser a última mais uma vez. Colocou-se em frente ao seu oponente que se preparava para lançar seu raio psíquico e lançou nele uma rajada de fragmentos pontiagudos de gelo que o catapultaram contra uma lixeira. Aproveitando a vulnerabilidade do oponente, Angel lançou contra ele mais uma vez uma pequeno feixe de bolhas que foram o suficiente para debilitá-lo.

- Vamos acabar com isso! - Gritei. - Angel, use o Quick Attack!

O Surskit fora envolto numa aura branca e brilhante e seu corpo recebera uma velocidade nova. O pequeno Pokémon aranha se lançou contra o oponente congelado, libertando-o do gelo mas debilitando ao mesmo tempo. Podia ver o brilho nos olhos de meus Pokémon por terem vencido aquela batalha. Os homens recolheram os seus Pokémon e logo correram.

- Isso não vai ficar assim, Troye. - Um deles disse enquanto fugia. - O seu chefe tem que nos pagar.

- Você tem tanto o que explicar, mocinho. - Falei enquanto ajudava Troye a se levantar.

- Eu sei. - Ele disse num grunhindo. - Mas que bom que eu tenho meu namorado pra me salvar.

Eu definitivamente não me lembrava de Troye, mas eu lembrava da sensação de estar dentro do seu abraço. Era a sensação de estar em casa.


(Canção de Encerramento)

Treino de Lady, a Vulpix de Angel, o Surskit.

Observações:
Gostaria de receber os Presentes do Evento dos Presentes. Edições para colocar negritos esquecidos.




Última edição por Ezka em Sab Dez 15, 2018 2:19 pm, editado 3 vez(es)
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Re: Dias Chuvosos, por Ezka

Mensagem por Astrid em Qui Dez 13, 2018 8:21 pm

Avaliação
História: Sua história é bom, de verdade mesmo. Tem um "quê" de aventura fora da casinha que busca não só o padrão "fui lá, achei um pokemon, lutei, capturei". Como li suas outras jornadas para atualizar a ficha, vi que todas seguem uma lógica e um padrão próprio, tendem a mostrar muito do seu personagem e muito do seu passado, o que acaba sendo extremamente envolvente. E esses são os pontos bons, sim? Aconselho que se orgulhe disso... Mas precisamos falar sobre alguns pontos negativos.

Você entende que seu personagem também deve ser considerado um ser vivo, pensante e consciente? Porque, se considera, tente imaginar-se no lugar dele. A dica é sempre colocar-se sobre a personalidade que criou e buscar uma retrospectiva de ações caso assumisse o papel. Você de verdade seguiria um completo estranho que diz ser seu namorado até a casa da sua suposta mãe depois de vários dias sem memória? Você conseguiria confiar em alguém depois de não saber nem mesmo seu gênero ou nome, não saber o que aconteceu com você e como acabou tão judiado? Engoliria qualquer história que te contassem pelas ruas?

A história é maravilhosa, realmente, mas se parece bastante com uma espécie de fanfic pokemon em um mundo azul e rosa, sabe? Enquanto jornada, coloque-se desafios não só ligados à batalhas e treinos, mas desafios mentais, questões que aconteceriam se estivesse sofrendo aquilo tudo na pele. Use essa sua linda imaginação para preencher as lacunas que ainda restam e certamente tirará a tão almejada 5ª estrela.
Batalha: A batalha foi boa, apesar de bastante simples. Todos os pokemon poderiam ser cachorros, raposas ou ratos e na verdade não faria nenhuma diferença ao combate. Aproveite-se da características biológicas e estruturais de seus monstrinhos, explore suas forças e fraquezas e não só o quão brilhante sãos sob desafios. Desenvolva com os mesmos detalhes que coloca com maestria na parte da história.
Ortografia: Identifiquei um erro, provavelmente de digitação, e uma repetição bobinha logo no início do texto. Fora isso, suas sentenças são curtas e bem pontuadas, o que torna mais fluida a leitura.
Nota:
✮✮✮✮
Bônus:
Lady recebeu 1200 de Experiência e subiu para o nível 12! (600/800)
Angel recebeu 1200 de Experiência e subiu para o nível 11! (150/700)

O player recebeu 200 de Experiência de classe e subiu para o nível 4! (000/300)


Vulpix
Nvl: 13 (0/900)
Hp: 7/18
+30 de Happiness (x2) = +60 Happiness
Aprendeu Confuse Ray!


Surskit
Nvl: 11 (150/700)
Hp: 6/16
+30 de Happiness (x2) = +60 Happiness

Recebeu 800$
Recebeu uma Love Ball.
Recebeu os presentes vermelho, verde e azul.
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Re: Dias Chuvosos, por Ezka

Mensagem por Ezka em Sex Dez 14, 2018 11:40 pm




Capítulo 4: Hora do Show

Dia 7 - 00:19 - Nativity City

Após salvar meu suposto namorado de um ataque, o levei pra minha casa. Os dois brutamontes que o atacaram deixaram alguns machucados, mas nada muito sério. Olhar para Troye não me trazia nenhuma lembrança, mas estar dentro do seu abraço tinha sido o momento mais aconchegante desde que acordei num beco sujo há alguns dias atrás. Ainda assim, muita coisa me incomodava, especialmente o fato de ele não ter mencionado Chloe, uma garota com a qual tive alguns flashbacks e que, segundo a minha mãe, era nossa melhor amiga. Não é como se não houvesse motivo pra não citá-la. Além de nossa amiga, eu trazia sua Pokémon comigo. Aparentemente, eu não era o parceiro de Lady, era apenas um substituto. De qualquer maneira, trouxe Troye até a minha casa, onde as luzes já estavam apagadas e minha mãe já dormia. Apesar de querer bombardeá-lo com perguntas, naquele momento eu só pensava em cuidar dos ferimentos. Peguei um pouco de álcool e com uma gaze limpa, desinfeccionei os cortes e ralados. A maioria se concentrava na região do pescoço e no abdome e apesar de estar cuidando de um estranho pra mim, me sentia bem fazendo aquilo.

- Prontinho. - Falei abaixando sua camiseta. - Agora vamos dormir.

- O que seria de mim sem você?
- Perguntou me puxando e tentando me dar um beijo. Me afastei rapidamente, gerando uma expressão de surpresa em Troye.

- Eu peço que me desculpe. - Expliquei. - Mas, mesmo que você não entenda, eu não te conheço.

- Então eu vou embora.
- Disse se levantando.

- Você não precisa ir se não quiser. - Continuei. - Você só precisa entender que eu não sei nada sobre mim.

- Acho que eu preciso de um tempo.

- Tudo bem.
- Concordei. - Mas amanhã quero conversar com você.

- Tá.


No fim das contas, convenci o garoto a dormir no sofá da sala. Estava tarde, ele não tinha Pokémon consigo e os homens que o atacaram ainda podiam estar vagando pelas ruas mal iluminadas. Não saberia dizer quanto a ele, mas pegar no sono foi difícil pra mim. Namoro, Chloe e o que os homens falaram enquanto fugiam eram os três principais tópicos da minha inquietude. Diferente do cheiro do macarrão, do abraço de Troye e de minha mãe, eu não me lembrava de nada do meu quarto. A cama, os móveis e a decoração não pareciam como eu. Na me verdade não me lembrava de nada sobre a casa. A sensação era no mínimo de claustrofobia.

Dia 7 - 11:17 - Nativity City

Como um resultado de não conseguir dormir, demorei muito pra acordar. Quando me levantei só havia a mim e minha mãe na casa. Segundo ela, Troye havia ido bem cedo pra trabalhar. Apesar de querer ir atrás dele, estava morrendo de fome. Minha mãe já estava terminando de preparar o almoço, então resolvi esperar. Comemos uma deliciosa lasanha enquanto mamãe me ajudava a lembrar de várias coisas, especialmente relacionadas à minha infância.

- Mãe - Falei, me levantando da mesa. - Onde exatamente o Troye trabalha?

- No Slakoth Preguiçoso.
- Ela respondeu. - Você costumava trabalhar lá também.

O lugar não foi difícil de achar. Era um bar nos subúrbios da cidade, iluminado por uma placa de neon gigantesca e de onde saíam todos os piores tipos pela porta. A vida em Nativity devia ser mais difícil do que eu me imaginara, já que em algum momento aceitei trabalhar naquela espelunca. Assim que entrei todos me trataram como se fosse alguém próximo ou amigo. Preferi evitar a fadiga de ter que contar os últimos acontecimentos e ser olhado como mentiroso ou como alvo de pena. Simplesmente segui a onda e fingi que tudo estava bem. Perguntei sobre Troye e rapidamente fui informado de que ele estava reformando um balcão na cozinha dos fundos.

- Troye. - Chamei, enquanto entrava.

- Oi, Ez. - Ele respondeu, revelando sua localização.

- Tá melhor? - Perguntei me referindo a seus machucados.

- Acho que sim. - Respondeu friamente.

- Eu queria te perguntar algumas coisas.

- Fica a vontade.
- Troye disse, dando continuidade a suas respostas curtas e grossas.

- A minha mãe sabe sobre a gente? - Perguntei.

- Claro que sabe, Ez. - Respondeu rindo e passando a mão sobre meu rosto. - Todo mundo em Nativity sabe. Exceto você, aparentemente.

Continuamos tendo uma longa conversa enquanto eu ajudava Troye com o balcão. Quando perguntei sobre o motivo de ele não ter citado Chloe, mesmo quando viu Lady comigo ele pareceu estranhar mais do que eu. Sua resposta fora a de que como eu estava com Lady, eu e Chloe não havíamos nos separado. Apesar querer acreditar nele, aquela resposta parecia extremamente suspeita. Sobre os homens que o machucaram a resposta pareceu mais sincera. Me explicou que nosso chefe, além de possuir um bar, promovia alguns trabalhos sujos e que aqueles homens haviam sido contratados pra isso. Eu não sabia se essa sinceridade me aproximava ou me afastava de Troye. Ele trabalhava pra um criminoso. Aparentemente eu também.

Apesar de eu não querer me envolver, Troye insistiu que meu turno começava às 19:00 e, mesmo quando eu disse que não queria me envolver com as falcatruas daquele lugar, o garoto disse que eu não iria gostar de me envolver em mais problemas com Jack Preguiçoso, nosso chefe. Aparentemente ele já estava furioso que eu e Chloe (que também trabalhara ali) havíamos desaparecido por duas semanas. Além disso, era ele quem mantinha a casa em que eu e minha mãe morávamos. Num primeiro momento, eu refutei mentalmente tudo o que ele disse. Contudo, quando voltei para casa e conversei com minha mãe, ela confirmou a história de que nossa casa pertencia ao mafioso do bar e que eu e Troye éramos namorados até então, mas reforçou que eu não precisava me sentir obrigado a continuar devido a minha situação.

Dia 7 - 18:47 - Nativity City

Apesar de tudo parecer estranho, ter uma mãe sem-teto era um ótimo reforço para que eu fosse trabalhar. No meu guarda-roupas haviam, pelo menos, três uniformes do Slakoth Preguiçoso. Era um conjunto de uma camiseta cinza e um macacão alaranjado com o nome do bar escrito num círculo no meio da barriga. Resolvi sair mais cedo pra não me atrasar. No caminho, contudo, passei num Centro Pokémon, onde recuperei meus companheiros que estavam exaustos da última noite. Quando cheguei no bar, Troye estava me esperando. Apesar de eu não conseguir acreditar plenamente em nada que ele dizia, o garoto tinha seu charme. Ele pediu desculpas pelo comportamento infantil de mais cedo e disse que eu deveria levar o tempo necessário.

- Ei, vocês. - Um homem pançudo e com longos cabelos loiros disse, entrando na cozinha. - Chega de namoro, pombinhos. Vão trabalhar!

- Claro, Jack. - Troye respondeu.

- Você vai fazer o show hoje, Ezka. - Jack disse. - E já que você e a vagabunda da sua amiga sumiram por tantos dias, vou descontar das apresentações.

- Eu não posso só servir as pessoas? - Perguntei.

- Já temos garçons o suficiente essa noite. - Jack finalizou, saindo.

- Não se preocupa, Ez. - Troye disse se aproximando. - É só você inventar uns movimentos como se fosse um Coordenador. Não precisa se preocupar em fazer nada elaborado, só caipiras vem aqui.

Antes de subir no palco tive uma breve conversa com Lady e Angel. Expliquei a eles o que iríamos fazer, buscando tranquilizá-los, mesmo que eu não tivesse confiança nenhuma. Nossos nomes foram chamados, mas demoramos um pouco a atravessar as cortinas que separavam os bastidores do palco. Assim que atravessamos, entretanto, uma sensação de alívio me transpassou. O bar estava relativamente vazio e os poucos velhotes que estavam ali não pareciam prestar muita atenção no show.

- Vamos começar. - Sussurrei para meus Pokémon. - Angel, use o Bubble e aguarde o Powder Snow de Lady pra finalizar com um Quick Attack.

O pequeno aracnídeo saltou com suas finas quatro pernas, lançando do agudo topo de sua cabeça um pequeno feixe de bolhas que ficaram sobrevoando o estreito palco que nós três dividíamos. Logo em seguida, a Vulpix, levantando seu curto pescoço de raposa, lançou  para cima uma rajada de vento congelante como pequenas bolas de neve. A Pokémon fora tão delicada que o vento foi o suficiente para gerar algumas cristalizações nas bolhas, mas mantendo-as leves e flutuando. Finalizando a primeira rodada de movimentos, o Surskit, aproveitando-se de suas capacidades elásticas, pulou sobre as costas da Vulpix, buscando impulso e envolto numa aura branca, lançou-se contra as bolhas congeladas, fazendo com que uma luz iridescente se espalhasse por todo o bar e finalmente chamando alguma atenção.

- Agora, vamos mais uma vez. - Continuei. - Surskit, use o Sweet Scent e Lady use o Confuse Ray.

Girando como um pequeno bailarino esguio, o Surskit liberou uma fumaça cor-de-rosa que inundou todo o bar, abafando a iluminação e deixando-o com um cheiro extremamente agradável, mesmo que pudesse não ser o favorito de homens bêbados. A pequena quadrúpede, buscando acompanhar os movimentos de seu parceiro, pôs se a rodopiar integrando a valsa opaca que se desenvolvia no palco. Mirando em lugar nenhum, a pequena raposa de gelo lançou de seus olhos uma espécie de energia negativa, que se manifestou através da fumaça cheirosa de Angel, gerando um cenário parecido com uma nebulosa. Infelizmente um dos Raios Confusão atingiu um dos homens, mas ele estava tão bêbado que não percebeu a diferença.

- Vamos mais uma vez, antes de fazermos uma pausa. - Comandei. - Usem o Ice Shard e o Quick Attack

- Ei, cadê a loirinha gostosa que costuma se apresentar? - Disse um dos clientes apontando direto para o palco e interrompendo a apresentação. - Isso aí tá uma porcaria. - O homem estava acompanhado por ser Farfetch'd, um Pokémon pássaro, asqueroso e que carregava um pequeno bastão de alho poró consigo e que parecia tão bêbado quanto seu parceiro humano. Ele se aproximou rindo de meus Pokémon e tentou acertá-los com um Night Slash. As pontas de seus pés de pato começaram a brilhar em uma tonalidade vermelho escura e ele se aproximou tentando arranhar Lady e Angel.


- Ei, seu Pokémon imundo. - Gritei. - Se afasta dos meus Pokémon! Lady, use o Ice Shard. Angel ataque com o Bubble.

A pequena raposa reclinou-se para trás elevando seu traseiro e suas seis caudas, buscando apoio em suas quatro patas antes de lançar seu movimento. De seu foucinho, um série de fragmentos pontiagudos de gelo foram lançados. Alguns acertaram o lustre que iluminava o bar, enquanto outros atingiram canecas cheias de cerveja. A maioria, contudo, atingiu seu alvo, o Farfetch'd. As coisas, entretanto, começaram a mudar subitamente. Assim que fora atingido, o pato começou a mudar de forma, revelando sua forma real.


Aquele Pokémon parecia ser muito poderoso e apenas a sua presença foi o suficiente para assustar Lady e Angel que correram e se esconderam atrás de mim. O inimigo parecia estar pronto pra atacar e, mesmo que como Lady ele fosse uma raposa, parecia super ameaçador. Além de tudo era muito rápido e se moveu na nossa direção como um raio. Fomos salvos, contudo, por quem menos esperávamos: Jack Preguiçoso. O dono do bar lançou sua pokébola, liberando um Slaking enorme que ficou entre o nós e o oponente.


- Você não pode agredir os meus funcionários, senhor. - Disse Jack. - É melhor que se retire.

O homem não relutou. Recolheu seu Pokémon, pagou e foi embora. Jack, porém não ficou satisfeito. Deu uma bronca em mim, dizendo que aquele cliente poderia continuar gastando no bar, mas que agora, provavelmente nunca mais voltaria. Pra descontar o prejuízo, me deu a tarefa extra: limpar toda a bagunça de quando o bar fechasse. E pensar que eu deixei um emprego de Recruta em Seaport pra isso.

- Não se preocupa, Ez. - Troye disse, enquanto todos saíam. - Você me salvou ontem, eu te salvo hoje.

Troye poderia, supostamente, ser um mentiroso. Se realmente o fosse, seria o melhor de todos, porque a lábia era uma de suas características mais marcantes. Me explicou que a habilidade assinatura de Zoroark era a Ilusão, na qual ele podia se disfarçar de outros Pokémon, como o Farfetch'd que vimos no começo. De uma coisa eu não podia reclamar. Foi melhor passar a noite limpando a sujeira de homens imundos com Troye, do que sozinho.


(Canção de Encerramento)

Treino de Lady, a Vulpix e de Angel, o Surskit.

Observações:
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Última edição por Ezka em Sab Dez 15, 2018 2:20 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Dias Chuvosos, por Ezka

Mensagem por Gust F. em Sab Dez 15, 2018 5:48 am

Avaliação
História: Você a cada capítulo desenvolve sua história de modo a deixar ela ainda mais envolvente, eu realmente estou amando muito o caminho ao qual você está levando a história e estou cada vez mais ansioso para ver os rumos que ela vai tomar. Eu definitivamente não tenho muito o que comentar aqui, até porque o que eu já falei anteriormente cabe muito bem aqui novamente, então é isto.
Batalha: N/A
Ortografia: Nada a comentar, pra mim você escreve muito bem e isso dá um charme maior ao seu texto, mas eu, bem como Astrid, falamos isso anteriormente, então não é novidade.
Comentário Adicional: Eu amei a saída que você resolveu tomar para não fazer seus pokémon receberem EXP mesmo que eles desmaiassem para o Zoroark. Eu particularmente não sei se você já havia planejado isso antes (a sua apresentação no trabalho), mas se foi no improviso ficou muito bom. =D
Nota:
✮✮✮✮
Bônus:
Lady recebeu 1200 de Experiência e subiu para o nível 14! (300/1000)
Angel recebeu 1200 de Experiência e subiu para o nível 12! (650/800)

O player recebeu 200 de Experiência! (200/400)


Vulpix
Nvl: 14 (300/1000)
Hp: 19/19
+5 de Happiness


Surskit
Nvl: 12 (650/800)
Hp: 17/17
+20 de Happiness (x2 Happiness)

Item em aberto (escolher via MP ou chatbox um dos itens [desse post])
Recebeu os presentes Rosa, Verde e Azul.
Recebeu 960$!
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Re: Dias Chuvosos, por Ezka

Mensagem por Ezka em Ter Dez 18, 2018 7:54 pm




Capítulo 5: Rotina

Dia 12 - 12:11 - Nativity City

Trabalhar no Slakoth Preguiçoso não era ruim, mas era uma experiência quase esquizofrênica, já que nada era muito definido. Na maior parte das noites eu trabalhei no show, mas em alguns dias cuidei da cozinha e trabalhei como garçom e, apenas em um deles, fiquei de segurança. Por sorte não precisei lidar com nenhum encrenqueiro como o velho bêbado e seu Zoroark que apareceram no meu "primeiro" dia, desde que acordei em Seaport.  

Estar em casa era muito bom e cada vez mais eu me lembrava de pequenos detalhes sobre mim mesmo e já começava a retomar lembranças da minha infância, a maioria relacionada a bons momentos com minha mãe. Eu ainda não tinha nenhuma lembrança da ainda desaparecida Chloe. Ou mesmo de Troye, pra falar a verdade. Contudo, nossa amizade aumentava cada vez mais. Ele era doce e gentil e, apesar de sempre soltar alguma indireta sobre querer me beijar, era muito divertido o ter por perto. Estávamos indo almoçar num restaurante colorido e aconchegante. Diferente do que era comum em Nativity, esse lugar tinha uma decoração sofisticada, majoritariamente baseada em madeira, o que me assustava um pouco em relação aos preços, já que trabalhar num bar não era o emprego mais bem pago de todos.

Troye insistiu e disse que eu iria amar comer ali. Pedimos um prato especial, chamado Ratatouille, feito com diversos vegetais cortados em rodelas finas. Muito apetitoso, tanto para os olhos quanto pro paladar.

- Como você sabia que eu ia gostar disso? - Perguntei, enquanto limpava minha boca com um guardanapo.

- Porque eu já te trouxe aqui. - Respondeu com um sorriso no rosto. - E você ficou um mês falando desse prato.

- Assim não vale. - Falei rindo. - Você tem anos de vantagem.

- Para de ser bobo. - Troye finalizou, pedindo a conta.

O garoto queria pagar sozinho, mas eu insisti que iriamos dividir. O preço era realmente um pouco salgado, mas valeu completamente a pena. Enquanto caminhávamos de volta pra minha casa passamos numa pequena doceria, onde compramos um gelato. Quando chegamos, Troye me puxou pelo braço e, após um beijo na bochecha, disse que nos encontraríamos no trabalho. Minha mãe estava trabalhando, então eu estava sozinho em casa. Aproveitei para descansar um pouco. No meu quarto, uma fotografia de mim, Chloe e Troye me assombrava. O paradeiro de Chloe, especialmente. Só podia rezar pra que ela estivesse bem a essa altura.

Dia 12 - 18:51 - Nativity City

Enquanto eu me aprontava pro trabalho, Lady perseguia Angel pela casa, que a provocava, lançando bolhas em seu rosto e desmanchando seu fofo topete. Apesar de ambos possuírem uma velocidade bem parecida, Lady conseguiu pegar a aranha azul, prendendo-o contra o chão com suas patas dianteiras e fazendo com gritasse por socorro.

- Vocês dois parem. - Falei rindo. - Vamos trabalhar, hoje vamos ficar na segurança de novo.

Apesar de chegar alguns minutinhos atrasado, Jack Preguiçoso não notou. O bar não estava muito cheio, o que me tranquilizava. Apesar de Lady e Angel serem durões, não eram Pokémon tão poderosos. A aparição do Zoroark, por exemplo, mostrou que nem todos os desafios estavam a nossa altura. Troye ia nos acompanhar na segurança naquela noite, mesmo que parecesse desnecessário devido ao baixo número de clientes.

Os fregueses, por acaso, seguiam um padrão. Eram todos homens de velhos ou de meia idade e que bebiam tanto que nem se lembravam o caminho de casa. Todos com uma exceção. Com o passar da noite, uma moça alta e elegante entrara no bar. Apesar de ser bonita, sua aparência mais assustava do que atraía. Vestia um casaco branco e que ia no comprimento de seus tornozelos. Calçava sandálias de salto alto que anunciavam a sua posição, mas que não chamavam tanta atenção quanto seu cabelo azul amarrado em quatro tiras. Mesmo que Troye dissesse que eu não precisava me preocupar, mantive os olhos atentos naquela mulher. Não me parecia que alguém tão bem vestido e arrumado iria ao Slakoth Preguiçoso para relaxar.

Ela pediu várias cervejas, mas diferente dos velhotes que costumavam aparecer por ali, não perdeu sua compostura e se manteve plácida durante toda a noite. Conforme o movimento do bar diminuía e as horas passavam, eu começava a me tranquilizar. Contudo, um barulho nos fundos me assustou e eu e Troye fomos checar. Começamos a procurar por alguma coisa suspeita, mas não achamos nada. O barulho, entretanto, persistia. Eu tinha medo que algo ruim pudesse acontecer. Só depois de algum tempo, me toquei de que o som vinha de uma lata de lixo. Quando a abri, um Persian se espreitava lá dentro com restos de comida na boca.


Alimentamos com algumas coisas da cozinha e espantamos o bichano que não resistiu em ir embora e voltamos para a frente do estabelecimento. Já era quase hora de fechar e tudo parecia estar bem. Contudo, algo me alarmou: a mulher misteriosa não estava mais no bar. Avisei ao meu parceiro, que disse que ela provavelmente só havia ido embora. Entretanto, a ausência prolongada de Jack Preguiçoso fez com que eu largasse meu companheiro e fosse procurá-lo. Andei por todo o bar, desde o salão, até os bastidores do palco, mas não encontrei ninguém. A cozinha já havia fechado, já que era tarde e eu não possuía uma chave, mas sabia que Troye possuía. Depois de alguma insistência, consegui convencê-lo, mas o local estava vazio. Depois de olhar sob todos os armários, atrás de todos os móveis fui convencido.

- Sird, me tira daqui! - Ouvi um grito de Jack vindo do galpão-freezer.

- Eu sabia!

Abri a porta do freezer e vi Jack amarrado a uma cadeira em frente a mulher do bar e um Persian. Ela se manteve calma ao nos ver. Aparentemente não nos considerava uma ameaça.

- Eu só estou tendo uma conversinha com o chefe de vocês. - Sird disse. - É que ele esqueceu que deve algum dinheiro pra Equipe Rocket.

- Por que você não solta ele e para que possamos conversar direito.
- Troye disse tentando apaziguar a tensão.

- Mas é claro que vou soltá-lo. - Ela disse. - Quando ele nos pagar. Ou então quando devolver a Orb.

- Eu já disse que ainda não encontrei nenhuma das Orbs. - Jack gritou. - Agora me solta!

- Se você não conseguiu encontrar nenhuma das Orbs deve ter o dinheiro que te emprestamos pra que encontrasse.

- Aquela garota que trabalhava aqui roubou o dinheiro e fugiu.
- Jack continuou. - Eu também já te disse isso.

- Jack, você está dificultando as coisas. - A mulher falou, andando em círculos. - Não me dá escolha, se não tomar esse lugar.

- Isso não vai acontecer. - Troye disse pegando sua pokébola. - Nós lutaremos se for preciso. Saia Rogue!


- Vocês garotos, são mais idiotas do que eu imaginava. - Sird disse gargalhando. - Precious, mostre pra eles do que Equipe Rocket é capaz, use o Feint Attack.

- Angel, ataque com o Bubble. - Falei liberando meu Pokémon no meio da batalha já iniciada.

- Rogue, ataque com o Fury Swipes!

Era a primeira vez que eu via Rogue, a Purrloin de Troye, desde que perdi a memória. A Pokémon felina era extremamente rápida e, se mantendo de pé com duas patas, aproximou-se de Precious, nosso Persian rival e desferiu-lhe uma série de vários arranhões. O outro gato, contudo, mostrou-se bem mais forte, e, sem que a Purrloin percebesse, deu-lhe uma rasteira derrubando-a de cara no chão e a colocando de volta sobre quatro patas. O Surskit, por sua vez, aproveitou da leveza de seu corpo e se lançou contra o Persian, sendo carregado pelo ar até o seu rosto. O bichano começou a se debater tentando tirar o pequeno dali, mas só quando conseguiu fazer com que se jogasse contra uma parede é que Angel se afastou, lançando um jato de bolhas que quase congelavam até atingir o alvo, devido ao ambiente extremamente frio.

- Isso faz cócegas, não é mesmo Precious? - Sird zombava. - Continue com o Swift.

- Rogue, use o Pursuit! - Gritou Troye.

- Angel, ataque com o Quick Attack. - Comandei.

Aproveitando sua proximidade, a aranha azul saltou com leveza, envolta por uma aura branca e numa velocidade acima do seu comum, atingindo em cheio o oponente. O Persian, irritado com as traquinagens do Pokémon inseto, reclinou-se e balançando sua longa cauda lançou uma série de estrelas energéticas douradas que lançaram Angel contra uma geladeira, machucando-o seriamente, mas não o debilitando. Rogue, perseguiu o seu oponente que tentou diversas vezes evadir, se esgueirando entre os pilares do galpão-freezer, mas sem sucesso. A felina púrpura mordeu o rabo de seu oponente, fazendo com que soltasse um grito agudo que ecoou pelo galpão.

- Angel retorne, você lutou bem meu amigo. Descanse. - Falei jogando minha pokébola. - Lady, vamos lá! Use o Powder Snow.

- Precious, chega de brincadeira. Ataque com o Bite

- Rogue, use o Scratch!

Lady saiu de sua pokébola mais do que determinada. Nunca havia a visto parecer tão feroz e determinada até aquele momento. Sabia que aquele Persian havia machucado seu amigo e não parecia querer deixar barato. Lançou a partir de seu focinho comprido uma rajada de vento congelante com pequenas bolas de neve que atingiu Precious em cheio. Rogue mais uma vez desferiu um poderoso golpe. Suas unhas se alongaram e tomaram uma coloração púrpura antes de ela proferir diversos arranhões no oponente. O Persian, por sua vez, decidiu acabar com a insolência da Purrloin, atacando-a com uma poderosa mordida e deixando-a fora de combate.

- Lady, ele já está fraco! - Gritei. - Ataque com o Ice Shard.

- Mostre pra ele, Precious. - Sird disse, mostrando o primeiro sinal de preocupação. - Use o Play Rough

O Persian saltou sobre a minha Pokémon e liberou uma fumaça escura com elementos ilusórios, como estrelas e corações em seu entorno, impossibilitando que eu ou qualquer um visse o que acontecia lá dentro. A rusga durou mais tempo do que eu esperava. A julgar pela expressão de Sird, do que ela esperava também. Entretanto, no quadro geral fora ótimo para nós. Enquanto a mulher se distraía com a briga entre nossos Pokémon, Troye sorrateiramente desamarrou Jack Preguiçoso que pegou sua pokébola que havia sido tomada pela mulher, mas deixada em local acessível. Quando a fumaça se esvaiu, notamos que ambos os Pokémon foram desgastados no conflito. Contudo, Lady ainda não havia lançado seu movimento. Projetou uma série de fragmentos gelados contra o oponente o derrotando.


(Canção de Encerramento)

Treino de Lady, a Vulpix e de Angel, o Surskit.

Observações:
Gostaria de receber os Presentes do Evento dos Presentes. Queria fazer uma exploração na próxima pro área do Gelo. Edições para colocar negritos esquecidos.


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Re: Dias Chuvosos, por Ezka

Mensagem por Gust F. em Qui Dez 20, 2018 7:51 pm

Avaliação
História: Eu gostei bastante de como você introduziu a Sird na sua história, mesmo que eu não a tivesse conhecido ainda, então não sei dizer o quão fiel você está sendo à personalidade dela, mas mesmo assim, eu acho sempre muito importante a adição de vilões na jornada (principalmente os que aparecem com mais frequência e são mais "importantes" para o desenvolvimento da história) porque não deixa o desenvolvimento ficar muito simplório. Ao mesmo tempo, a adição de antagonistas deve ser feita com tal cautela que não caia no clichê que a gente sempre vê por aí. Não sei se você manterá ela na sua jornada, e se vai não sei por quanto tempo, mas fato é que eu gostei da forma como você a colocou.
OBS: Não esqueça de citar, antes de você ir para a exploração, que você falou com o NPC Aslan, que está localizado no ginásio.
Batalha: Eu achei que ficou um combate muito bem desenvolvido, diferente do que eu já havia dito antes que havia caído muito na simplicidade e no tamanho. A simplicidade nem era tanto um ponto negativo, pois eu sabia que, com o tempo e também novos movimentos, você iria conseguir ir melhorando nisso, pois é um grande problema que todos têm no início, o moveset pequeno é um fator muito limitante. Já o tamanho, aqui eu notei que você esquivou muito bem desse problema. Uma coisa porém acabou não me agradando tanto no combate, que é como os pokémon, aparentemente tão mais fracos que o Persian (em questão de níveis), conseguiram resistir tão bem aos danos do felino, principalmente se considerarmos que o nível mínimo pro Meowth evoluir é 28, ainda que, no fim das contas, tenham sido 3 contra 1. Enfim, por considerar que esse pode ser um motivo "tosco" e, acreditando que todo o seu combate foi bem narrado e com um dinamismo que eu gosto que se tenham nas jornadas, eu desconsiderei esse meu ponto de vista agora, porém ainda é bom ficar como alerta, pois eu realmente acho que Persian é mais forte que os três juntos.
Ortografia: Mais uma vez não tenho nada a comentar. Acredito que tudo o que eu poderia falar aqui eu já falei outras 3 vezes, então vamos ficar por isso mesmo.
Nota:
✮✮✮✮✮
Bônus:
Lady recebeu 1500 de Experiência e subiu para o nível 15! (800/1100)
Surskit recebeu 1500 de Experiência e subiu para o nível 14! (450/1000)

O player recebeu 250 de Experiência e subiu ao nível 5! (50/500)


Vulpix
Nvl: 15 (800/1100)
Hp: 6/20
Aprendeu Icy Wind!


Surskit
Nvl: 14 (450/1000)
Hp: 1/19
+20 de Happiness
Aprendeu Water Sport!

Recebeu uma Berry Juice
Recebeu os presentes Rosa, Rosa e Rosa.
Recebeu 1300$!
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