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[Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

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[Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Astrid em Sab Dez 08, 2018 3:35 am


⊱ Jornada ⊰

Eram ambos de cidades distintas e de cosmologias bastante diferentes. Klaus era um treinador de porte atlético com pinta de agitador da turma, o tipo de pessoa que gostava muito de batalhas. Astrid, por outro lado, era ainda muito jovem e bondosa demais, uma criadora nata, que evitava confrontos sempre que podia. Ainda assim, depois de se encontrarem no centro pokemon de Tartaros e conversarem por um longo período enquanto esperavam pela recuperação de seus monstrinhos, ambos pareceram considerar maravilhosa a ideia de seguirem juntos para conhecer a cidade e os arredores antes de terem sua despedida. Era para ser apenas mais um passeio... Mas, ainda assim, se transformou na primeira aventura enquanto quarteto - a dupla de humanos e a dupla pokemon -. A primeira de várias que ainda estavam por vir.

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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Astrid em Sab Dez 08, 2018 2:48 pm

Tartaros, a primeira cidade!
Quando saíram do centro pokemon, ambos acompanhados por seus monstrinhos, Astrid e Klaus pareciam bastante próximos. Tinham conversado por um longo tempo, indo desde o motivo de estarem ali até as condições e funcionamento de suas respectivas cidades natal... E, bom, depois de compartilharem tantas informações pessoais, não haviam muitos modos de se evitar o sentimento de cumplicidade que surgia. Jornadas pelo mundo de Equestria não raro se faziam extremamente solitárias: Ter contato firme e regular com outros humanos parecia ser quase um desafio àqueles que se dedicavam ao desbravamento da terra! Não era muito difícil entender o motivo do elo ter se criado tão rápido. Ambos viajando sozinhos, com a companhia unica de seus pokemon, aparentemente ainda muito inexperientes.

Quer dizer... Tinham chegado naquela mesma manhã a Tartaros City, com apenas uma pokébola ocupada. Na verdade, quando Klaus chegou, por volta das 9h, Astrid já estava lá esperando cerca de vinte minutos. Era um dia claro de verão, com o sol parcialmente encoberto pelas nuvens de um azul leitoso e enjoativo. Um dia bonito para quem gostava de um clima mais tropical... O que não era exatamente o caso da Monoke e de Kyu. O pokemon se tornava ligeiramente mais fraco e desanimado ao contato com os raios solares e, bastante influenciada pelos ânimos do parceiro, Trid se via preocupada e pouco feliz. Foi sorte ter com quem papear enquanto esperava a exaustiva recuperação de seu amigo... E, mesmo quando o pequeno pokemon fantasiado chegou, a menina preferiu esperar pelo rapaz com quem conversara por aqueles instantes, usando-se da desculpa que ali dentro não havia sol para ela e seu bichinho se preocuparem.

Ficaram tanto tempo ali... Ficaram até perder o fio da conversa, decidindo ambos que talvez pudessem seguir juntos pelas ruas da cidade, já que não pretendiam mesmo deixá-la naquele momento. Oras, se iriam conhecer o mesmo lugar e no mesmo dia, não tinham motivos para que não o fizessem simultaneamente, não? Era um plano minimamente razoável... Então logo a jovem puxou o Mimikyu para o colo, abraçando-o contra o peito para que ele não fosse diretamente atingido pela luz da estrela maior, e saiu pela porta do centro pokemon com um sorriso discreto. Tendo companhia era mais fácil enxotar as preocupações do pensamento e manter-se positiva.

— Então... O que quer ver primeiro? — Perguntou finalmente ao maior, não precisando fitá-lo para saber que este a acompanhava. — Quer dizer, eu não sei se têm realmente muitas coisas para fazermos por aqui... Mas deve ter pelo menos lugares interessantes, não? Ouvi falar de um monumento em algum lugar ao sul em homenagem ao salvador da cidade... E também tem as proximidades do vulcão. Talvez possamos encontrar alguns pokemons interessantes por lá! — Astrid, ainda que não sendo exatamente apegada à batalhas pokemon, parecia consideravelmente animada para topar com os monstrinhos do tipo fogo. Seus avós contavam com um bonito Slugma para aquecer a casa no inverno e também para ajudar a chocar os ovos pokemon. Parecia natural para si também ter um companheiro daquele tipo.

— O que acha? Monumento ou vulcão? — Disparou por fim, finalmente interrompendo a caminhada para fitar o rapaz de cabelos alaranjados, precisando inclinar a cabeça ligeiramente para trás para cobrir a distância de seus olhos aos dele - o outro era inegavelmente bastante maior do que si.
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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Klaus em Sab Dez 08, 2018 3:50 pm

A cidade era realmente quente nessa época do ano - em grande parte dada ao vulcão próximo dela - e muitas pessoas aproveitavam esse tipo de clima para passear pelas ruas. Klaus e Astrid eram mais um desses curiosos de primeira viagem que estavam de passagem. Após sair do Centro Pokémon, eles continuaram a conversar um pouco mais sobre si e foram se conhecendo melhor. O jovem loiro também relembrou a garota sobre o que a enfermeira havia dito — [...]Existem alguns presente perdidos pela cidade, se tiver tempo deveria dar uma procurada por eles.[...] —. Eventualmente o tópico chegou no tema em que ninguém sabia ao certo a resposta: Onde vamos agora? Astrid sugeriu diversos lugares para eles irem e Klaus acabou optando por irem na direção do vulcão, que continha uma maior densidade de pokemons ao redor do local. — Eu estou curioso pra saber os tipos de pokemons que existem por aqui, então acho que o vulcão é a melhor opção no momento.

O grupo logo partiu em direção ao destino escolhido, passando por diversas pessoas e pokemons já domesticados. Com o clima agradável e uma brisa que soprava vagarosamente contra o rosto, eles discutiam sobre seus planos para o futuro. Klaus queria formar uma equipe imbatível, enquanto Astrid queria seguir seu sonho de ser uma criadora. A conversa ia bem, até um som estridente de batalha surgir próximo de onde estavam. Como estavam perto, ambos decidiram ver a origem do barulho. A cena estava muito confusa a um primeiro olhar. O que parecia ser um treinador pokemon, estava utilizando de dois pokemons tipo fogo para lutar contra um Growlithe que defendia outro de mesma espécie. O que parecia ser o mais velho, estava deitado no chão, completamente arranhado e sujo, beirando a exaustão completa. Enquanto o que estava lutando, carregava algumas feridas espalhadas por todo o corpo. — Isso é o que vocês merecem por terem fugido de mim enquanto eu tentava os capturar! — esbravejou o homem que controlava os dois pokemons, ordenando que realizassem outro ataque em conjunto contra o Growlithe.

Klaus não pode conseguiu conter sua raiva ao ver tal cena. Um homem estava castigando os pokemons só por terem fugido dele. Partindo em direção ao encontro do treinador ele gritou para o mesmo. — Pare agora mesmo, você não vai continuar a maltratar eles! Riolu vá ajudar! — O Growlithe que ainda lutava ficou surpreso com a chegada de outro humano e não pode deixar de dar uma olhada em direção ao seu companheiro já caído. Mas quando percebeu que o que havia acabo de chegar tinha boas intenções, sua expressão relaxou um pouco antes de exibir sua ferocidade novamente para o treinador que os maltratava. — Astrid, eu e o Riolu vamos cuidar do Vulpix enquanto você cuida do outro! Os pokemons já estão um pouco cansados por conta da batalha e essa é a nossa melhor chance. — Klaus havia sinalizado para que Riolu se aproximasse rapidamente do Vulpix e tentasse utilizar — Quick Attack.  O treinador que estava dividido entre coordenar as ações dos dois pokemons, estava se complicando e por conta da fadiga estar dificultando as ações das criaturas. Vulpix contra golpeava com — Tail Whip — e ambos os pokemons se afastavam alguns centímetros antes de recobrarem na luta. Não se teve um combate longo, levando apenas uma dúzia de movimentos até que Klaus e Astrid conseguissem se sobressair. O homem já irritado fez o retorno de seus pokemons em direção a pokebola antes de partir em retirada do local.

Agora que um problema havia sido resolvido, eles tinham outra coisa para se preocupar. Klaus e Astrid se aproximaram dos Growlithe para verem como estavam. A primeira vista, o que ainda conseguia se mexer não estava em perigo real, apenas cansado e com algumas feridas pelo corpo. Já o que estava deitado tinha um ferimento muito feio em uma das patas, que impossibilitava-o de levantar, além das diversas feridas espalhadas em todo o resto. A respiração pesada podia ser sentida e um olhar indefeso e preocupado variava do Growlithe que ainda tinha condições de se mover. Seus olhos alternavam entre olhar para os humanos e para seu companheiro. Klaus não pode deixar de sentir-se desamparado e sem saber o que fazer, dando um olhar cuidadoso para Astrid antes de perguntar — O que nós fazemos? Ele está muito ferido e parece que não vai conseguir manter a consciência por muito tempo...



Evento de Natal:
Quero participar do evento :D



Última edição por Klaus Chamberlain em Dom Dez 09, 2018 12:32 am, editado 1 vez(es)
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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Astrid em Sab Dez 08, 2018 7:34 pm

Tartaros, a primeira cidade!
Assim que Klaus se decidiu sobre o destino de ambos, Astrid o seguiu em passos calmos. Os olhos azuis da menina iam de um lado ao outro, parecendo tentar absorver todo e qualquer detalhes de cada rua e construção. Tartaros City era muito diferente de Furycat City! Enquanto sua cidade natal tinha um contexto mais tradicional e regionalista, o novo local era povoado por casas de poucos andares e um número ínfimo de prédios. As ruas eram largas e repletas de pequenas ilhotas de vegetação, o calor fazendo com que os habitantes abusassem de roupas curtas e de panos muito finos. Não sabia se era pelo verão ou pela proximidade com um vulcão, mas Tartaros era decididamente a cidade de maior temperatura por qual Trid já passara em toda sua vida!

Ao longo do caminho, o rapaz contou sobre seus sonhos e suas vontades, citando algo sobre uma equipe imbatível. Era um sonho grande, sabe? Astrid nunca pensou que seria a melhor em nada.— Eu queria só... Ser uma boa criadora, sabe? Do tipo que entende os pokemon e que consegue saber do que precisam... — Segredou simplesmente, dando de ombros enquanto pensava no que aquilo significava. Será que era ela que queria de menos ou o outro que sonhava demais? A pergunta martelava em sua mente, bastante insistente, de modo que sequer pode aproveitar o restante do percurso. Com os pensamentos longe, caminhava ao lado do Chamberlain, ainda abraçada a Kyu, e deixava os pensamentos passearem pelas próprias aspirações enquanto aos poucos o terreno mudava.

De ruas bem asfaltadas e organizadas e do aglomerado de baixas construções, aos poucos o espaço urbano foi se dissipando. As casas passaram a ser mais espaçadas e, aqui ou lá, o asfalto era mais esburacado em comparação ao centro comercial e estrutural de Tartaros. Eram mudanças sutis... Mas que não tardaram a desembocar em um bairro muito menos movimentado... Mas bastante barulhento a se levar em conta seu contexto local. Talvez fora isso a chamar sua atenção e a chamá-la para fora de seus devaneios... Talvez fora a curiosidade do novo parceiro de cabelos alaranjados que logo os guiou para a origem da movimentação. Bom, não sabia dizer exatamente o motivo. O que sabia, porém, é que logo já observava um irritadiço e decidido Klaus colocar-se a frente, falando com um completo desconhecido com muita autoridade.

Astrid ainda precisou de algumas piscadelas fortes para processar todas as informações. Rapidamente identificou a dupla de Growlithe bastante feridos - um deles inerte no chão enquanto o outro o protegia -, cercados em um beco qualquer por dois pokemon do tipo fogo e um jovem treinador enfurecido. Na verdade, um jovem treinador "ex-enfurecido", que agora olhava com certo deboche e confusão para Klaus, como se não acreditasse que o menino ousasse interromper o que estava fazendo. "O que estava fazendo?" Na verdade, a Nakine naquele momento parecia ligeiramente confusa por ter estado tão presa à própria mente. Foi preciso exercitar um pouco o imaginário e a memória para finalmente encaixar um fato ao outro.

Sem que realmente quisesse, veio em sua cabeça uma imagem perturbadora de Ryu no lugar daqueles dois canídeos selvagens. O que faria se alguém o machucasse? Não que fosse melhor caso com outras criaturas... Mas era uma reflexão irracional e momentânea que nunca pretendeu criar. Apenas sentiu o corpo arrepiar-se dos pés à cabeça, o coração batendo forte pelo rancor das imagens que sequer eram reais. Quanta covardia! Quanta ignorância! Estremeceu ligeiramente na própria raiva, fitando o Mimikyu em seu colo e o colocando no chão com um semblante decidido. Ambos estavam. Estavam extremamente empenhados em mostrar ao treinador desconhecido que não era assim que se tratava um pokemon.

Enquanto Klaus e seu Riolu investiam contra o Vulpix, Trid decidiu ignorar todo o mundo ao redor. Avaliou rapidamente o outro pokemon que o oponente tinha em posse, uma Ponyta com olhar cruel e uma crina flamejante incrivelmente abundante. Era ela o adversário de Kyu, então seria nela e em seu treinador que a menina de cabelos rosas deixaria toda sua atenção. — Vamos, Kyu, Doublle Team para se aproximar!  — Pediu ao companheiro antes mesmo de o monstrinho avançar na direção do cavalo de fogo. Fazendo como instruído, Ponyta teria mais dificuldades em acertar Mimikyu no processo. — Agora use Astonish. — Completou rapidamente ainda no meio da trajetória.

Avançando com a cópia e grunhindo horrores, Kyu reduziria mais uma vez as chances de resposta do oponente... Que, infelizmente, não se limitou a se encolher e esperar pelo baque. De forma quase automática pelo susto, o cavalo também investiu, usando Tackle. Parecia ser do tipo de animal valentão, feito seu treinador -provavelmente tendo aprendido com ele -, cuja melhor defesa era o ataque. Ainda que o movimento em si não fosse eficiente, por ser o pokemon imune aos ataques normais, o pequeno se chocou contra o corpo grande da Ponyta e desequilibrou-se suavemente. O treinador ria de sua investida... E Astrid bufava de raiva com a respiração extremamente pesada e rápida. Oras, ia mesmo era enfiar a mão na cara do pastelão e ensina-lo a não fazer maldades!

— Está tudo bem, Kyu! Nós a acertamos, não foi? Ela está a mais tempo em batalha, já deve estar desgastada e nem sequer consegue te tocar. Continue! — Instruiu enquanto os pensamentos iam e vinham com bastante rapidez. Sentia raiva pela falta de empatia alheia e, ao mesmo tempo, se frustrava pela própria incapacidade de tentar ferir alguém com as próprias mãos, precisando contar com um pokemon para ensinar qualquer coisa ao maldito treinador adversário. — Vamos outra vez, tudo bem? Double Time, cerque-o! — Ordenou, dessa vez bastante autoritária e confiante. — Vamos de Scratch. — Dessa vez o golpe foi bastante melhor sucedido.

Cercando-a, Mimikyu havia corrido em círculos ao redor da Pokemon, confundindo-a antes de realmente partir para o ataque físico. Um golpe certeiro e que deixou a Ponyta consideravelmente perdida. Ela e o Vulpix deviam estar lutando já há algum tempo, a considerar a situação dos dois growlithe, então não estavam na melhor forma possível, como parecia ser bastante perceptível. — Não deixe que ela intimide você! Vamos, Scratch outra vez! —Sem se deixar afastar, o pequeno repetiu o movimento, bastante feroz em suas tentativas, e naquele momento Astrid permitiu-se uma rápida espiada na luta que ocorria ao lado.

Klaus também parecia seguir com uma boa confiança e movimentos bem pensados, o que pareceu dar-lhe uma motivação extra para continuar. Oras, seu parceiro pokemon também estava indo muito bem, não? Sorriu ligeiramente, um curvar discreto ao canto dos lábios ao ver que o oponente se dividia para conseguir acompanhar todos os movimentos e comandos. Não era muito mais velho que Astra ou o Chamberlain, provavelmente tão inexperiente quanto! Era só mais um valentão tentando impor o respeito por meio da violência. — Continue! Vamos, Mimikyu! — Era bastante óbvio o orgulho em seu tom de voz enquanto alternava entre os três movimentos supracitados. Sentia-se realmente capaz em alguma coisa. Mesmo quando a pequena criaturinha fantasiada foi atingida por várias chamas curtas, Astrid não se deixou abalar.

— Tube bem, amigo, vamos acabar com isso! Use copycat e oculte sua movimentação sob Ember, depois ataque a Ponyta com Scratch! — Era esse o último movimento. O ataque do adversário usado contra ele mesmo, a cortina de Ember ocultando ligeiramente o corpo de Mimikyu antes de este acertar a cabeça adversária bem em cheio! A oponente caiu exausta, o corpo marcado por diversos ralados e pequenas feridas. O treinador arrogante foi obrigado a chama-la de volta para a pokébola quase ao mesmo tempo em que o Vulpix caia do outro lado. Tinham ganhado. Ela e Klaus tinham mesmo conseguido.

Precisou de esforço para sustentar sua melhor cara malvada até o desconhecido finalmente sair correndo, temendo que a dupla o machucasse diretamente por suas atrocidades, para só então exibir um sorriso caloroso de vitória. Durou pouco, claro... Logo a imagem dos dois Growlithe arrasados encheram-lhe os olhos e o pensamento. Não tinha muito que pudesse fazer diretamente por eles... Então, ajoelhando-se ao lado das criaturinhas, tomou a única opção que considerou plausível. — Precisamos levá-los ao centro pokemon! — Disparou para a pergunta alheia. Correr com os animais no colo parecia inviável: tornaria o percurso mais difícil e também poderia machuca-los ainda mais pelo excesso de movimentação. Bom, só conhecia um outro processo de  transporte seguro para as criaturinhas.

Pegando a pokebola no bolso de trás, apertou o botão ao centro antes de olhar para Klaus, certificando-se de que o menino entenderia o recado. Nada disse antes de finalmente jogar a bola bicolor no canídeo caído e mais ferido, não encontrando dificuldade alguma para capturá-lo. O outro growlithe, porém, parecia desolado e confuso, novamente muito valente e cheio de rosnados, apesar de estar claramente muito cansado e ferido. A mensagem era clara: queria o amigo de volta. — Ele precisa vir também! — Anunciou para Klaus enquanto se levantava, ignorando os pequenos rosnados e ganidos. — Eu vou correndo com esse aqui! — Foi direta e bastante rápida, sabendo que não tinham tempo a perder e que realmente precisava levar o mais ferido imediatamente.

Sem esperar pelo rapaz, puxou Kyu para o colo e logo disparou em uma corrida desesperada ao centro pokemon. Klaus precisaria se virar com o outro valente growlithe. — Vai ficar tudo bem, ouviu? Você vai ficar bem! — Ofegou para o recém capturado amigo, esperando que ele pudesse ouvir mesmo lá de dentro. — Vai ficar tudo bem, Maui. — Foi o primeiro nome que lhe veio a mente, mas pareceu bastante adequado.

OBS:
1- Quero participar do evento de Natal o/
2- Coloquei a Ponyta como lv 9 pra ter algum ataque efetivo no Mimikyu.
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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Klaus em Sab Dez 08, 2018 9:09 pm


As ações da garota pegou Klaus um pouco despreparado. Eles haviam acabado de salvar as duas criaturas de uma pessoa que estava tentando capturá-los para logo em seguida fazer o que seria quase o mesmo. O jovem loiro sabia que essa atitude era a única que podia ser usada nesse tipo de situação, pois qualquer outra colocaria a vida do Growlithe ainda mais em risco do que só deixá-lo ali. O centro pokemon ficava a uma distância considerável e ele ainda tinha que convencer o pequeno canídeo a ir com ele para lá. Obviamente ele sabia que teria que utilizar uma pokebola para levá-lo, mas ele não parecia entender a situação em que estava.

Ao ver que Astrid estava correndo com seu amigo para longe, ele tratou de se levantar e avançar na direção da garota, porém Klaus entrou na frente impedindo que o pokemon avançasse ainda mais. Ele rosnava ferozmente como se dissesse para que o jovem saísse da frente, mas ele sabia que não poderia fazer isso. Vários sentimentos passavam pela cabeça do garoto e sua expressão ficava diferente a cada segundo sem saber o que dizer, quando enfim criou um pouco de coragem e falou com a criatura.

Calma, ela só está ajudando seu amigo, vai ficar tudo bem! O lugar onde minha amiga está levando ele é um lugar específico para cuidar de pokemons, lá eles vão dar o melhor de si para cuidar dele, mas você também tem que vir comigo, seus ferimentos podem ficar pior se não tratar deles agora. — Mesmo com toda a explicação o Growlithe parecia não aceitar que seu amigo fosse levado. Klaus voltava a falar com um tom calmo, tentando amenizar a raiva da criaturinha que estava a sua frente. Já havia passado alguns minutos nessa tentativa e ainda não tinha chegado a uma solução.

Mesmo estando ferido, Klaus sabia que não seria possível a captura se a criatura não concordasse, então a ideia de usar Riolu para acelerar o processo passou por sua cabeça, mas logo descartou a ideia pois isso era exatamente o que o outro homem havia feito. O Growlithe já impaciente se levantou mais uma vez e tentou desviar do jovem loiro para correr em direção ao seu amigo, mas após dar o primeiro passo sentiu uma pontada na sua pata esquerda dianteira e acabou caindo desajeitadamente sobre si mesmo. Um grunhido de dor foi ouvido baixinho e Klaus se aproximou para que pudesse ajudar o pequenino. — Eu disse que você precisava de ajuda...

Um olhar pesaroso estava estampado em seu rosto ao passar a mão sobre o pelo macio do pokemon, que nesse momento já estava sujo por conta das feridas e da terra levantada pela batalha. Ele apoiou a cabeça da criatura sobre seu colo enquanto se sentava ao chão e começou a afagar a cabeça do mesmo, que devido ao cansaço e a exaustão mental mal se aguentava acordado no momento. Alguns minutos se passaram e ele finalmente se rendeu ao cansaço e acabou relaxando suas últimas defesas.

O garoto sabia que ele tinha que fazer isso para garantir que a criatura ficasse bem. Ao passar a mão em um compartimento da bolsa em sua cintura, ele retirou uma esfera de duas cores e apontou no pokemon em seu colo. — Amiguinho, vai ficar tudo bem, só esperar um pouco e você logo vai ver seu amigo de novo. — Confiança brilhou nos olhos dourados do jovem e um raio vermelho saiu da esfera, levando a criatura para dentro dela. Não houve muita resistência, talvez pelo cansaço ou pela aceitação final do Growlithe.

Agora não era hora de perder mais tempo, o jovem olhou mais uma vez para a pokebola e enfim a guardou no compartimento mais uma vez, partindo em direção ao centro pokemon. A esse instante Astrid já devia estar lá, o que fez Klaus apertar seu passo ainda mais. Ele estava realmente preocupado com a situação da criatura que estava ferida mais gravemente. O caminho de volta foi o mesmo que haviam feito até ali, então após algumas curvas apressadas e alguns esbarrões nos transeuntes, ele finalmente havia chego ao Centro Pokemon.

Assim que entrou ele pode ver a figura de Astrid que estava sentada em uma das cadeiras e mantendo uma expressão ansiosa em seu rosto. Ao ver ele, a jovem de cabelos rosa se levantou e foi junto a ele para deixar os pokemons na enfermagem. Ele retirou as duas pokebolas e a entregou para a enfermeira que estava com a bandeja esperando o rapaz. — Não se preocupe, agora eles estão em boas mãos. — disse a enfermeira com um sorriso caloroso no rosto.

Ele finalmente podia soltar um suspiro de alívio, mas se recuperou ao lembrar da situação em que se encontrava o outro pokemon e tratou de perguntar para sua companheira como ele estava, que por sua vez respondeu com um aceno positivo, indicando que tudo já estava bem e agora ele só precisava se recuperar. Ambos voltaram as cadeiras e se sentaram, onde podiam finalmente relaxar um pouco enquanto esperavam os pokemons. Klaus que estava cansado nesse ponto, começou a pensar em como uma ida ao vulcão acabou dessa forma.

E se ele tivesse sozinho? Ele teria sido capaz de salvar as duas criaturinhas? Ele talvez nem tivesse ido naquela direção se não tivesse encontrado com Astrid nesse dia. Lançando um olhar agradecido em direção a jovem, ele sentia-se cada vez mais cansado e acabou recostando a cabeça na parede e ao pegar no solo, acabou caindo em direção ao ombro da garota. Um laço que eles haviam formado não havia muito tempo, foi fortificado pelas dificuldades do dia e isso acabou por aproximar ambos. Mesmo ambos sendo extremamente diferentes, eles tinham um carinho incomparável por seus companheiros pokemons e aqueles que os cercavam.

[JORNADA FINALIZADA]

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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Gust F. em Dom Dez 09, 2018 1:44 am

Avaliação
História: Eu devo admitir que fiquei bem surpreso com a forma que vocês se organizaram para montar a jornada em dupla, principalmente num fórum cujo sistema principal não é focado para esse tipo de aventura. Agora, quanto à história em si, achei que vocês montaram um bom plot e o desenvolveram de forma bem detalhada, estão de parabéns! Não tenho muito o que comentar quanto a isso, vocês trabalharam muito bem o desenvolvimento do capítulo e souberam ao mesmo tempo, dar a visão própria da personagem e aproveitar o que o parceiro já havia dito, de fato um ótimo trabalho em equipe! Sobre a Ponyta que foi citada pela Astrid no OFF dela: o níveis dos pokémon que não forem capturados podem ser escolhidos livremente.
Batalha: Temos um ponto importante aqui: por mais que vocês souberam trabalhar muito bem o plot em dupla — o que eu pessoalmente considero algo um pouco mais difícil do que fazer isso sozinho — eu senti, na batalha, a falta do ponto de vista do Klaus, limitando-se apenas ao primeiro movimento de Vulpix e Riolu, pulando direto para a vitória deles. Por mais que perceptível o fato de você se focar mais na história, ainda teria sido bom o seu lado da batalha, como a Astrid fez (inclusive com excelência, parabéns!)
Ortografia: Vocês conseguem desenvolver o texto de uma forma muito boa, gostei bastante do estilo de escrita de vocês! Nada a reclamar aqui.
Nota:
✮✮✮✮
Bônus (Klaus):
Riolu recebeu 1200 de Experiência e subiu para o nível 8! (150/450)

O player recebeu 200 de Experiência de classe e subiu para o nível 2! (100/200)


Riolu
Nvl: 8 (150/450)
Hp: 13/13
+60 Happiness (x2);
Aprendeu Counter!


Growlithe
Nvl: 5 (0/300)
Hp: 15/15

O(a) player recebe 400$!
Recebeu os presentes Rosa (2x) e Vermelho!
Recebeu uma Red Apricorn.
Bônus (Astrid):
Mimikyu recebeu 1200 de Experiência e subiu para o nível 8! (150/450)

O player recebeu 200 de Experiência de classe e subiu para o nível 2! (100/200)


Mimikyu
Nvl: 8 (150/450)
Hp: 12/21
+60 Happiness (x2);


Growlithe
Nvl: 5 (0/300)
Hp: 15/15

O(a) player recebe 400$!
Recebeu uma Red Apricorn.
Recebeu duas pérolas Fire!
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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Klaus em Dom Dez 09, 2018 9:17 pm

Depois de toda a agitação que haviam passado por conta das pequenas criaturinhas que agora haviam se juntado a eles nessa jornada, ambos sentiam a necessidade de um bom descanso e obviamente não seria nos sofás ou cadeiras do pequeno Centro Pokemon. Klaus e Astrid concordaram que eles tinham que descansar, então era hora de cada um ir para o quarto alugado ter uma boa noite de sono, não antes de combinarem de se encontrar no dia seguinte pela manhã para ver como os pokemons estavam.

Eles haviam se despedido e seguiram seus caminhos separados. As luzes da cidade já estavam acesas e iluminavam as ruas. Era incrivelmente bela a visão que a cidade proporcionava para os viajantes ali, principalmente quando combinada com o frescor que vinha dos ventos que sopravam da montanha próxima. Klaus parou de fronte a uma casa um pouco antiga, com uma varanda repleta de flores e alguns tipos de ervas que ele não sabia identificar. Também havia uma placa na grade que separava o imóvel da rua com algumas informações — "Alugamos quartos para viajantes. Todos são bem vindos!" — esse era o local onde ele passaria a noite de hoje.

O lugar era bem simples e pequena, porém aconchegante. Seu quarto tinha poucos móveis, dentre eles a cama, uma mesa e uma cadeira onde podia-se realizar estudos ou afazeres nela e um criado mudo com um abajur sobre ele. Deixando suas coisas de lado, ele sentou-se em frente a mesa e puxou um caderno junto a uma caneta de seu bolso. A caneta pressionada, antes pressionada contra o queixo do rapaz, finalmente demonstrou sinais de mover-se e algumas palavras foram rabiscadas no caderno. — "Avô, eu achei alguém bem legal hoje e acredito que você teria gostado de conhecer ela.". Satisfeito com o informe, deixou a folha sobre o criado mudo e finalmente se deitou. Logo o jovem descobriu que as horas realmente passavam rápido quando se estava dormindo.

Klaus mal sentiu seu corpo sobre o colchão e os primeiros raios solares já atravessavam a janela, iluminando parte de seu rosto. Levantando-se mesmo contra sua vontade, olhou em direção ao relógio de pulso e notou que já estava próximo ao horário que havia combinado com Astrid. — Droga, acho que eu acabei dormindo demais... Bom, não me arrependo nem um pouco. — depois de algum esforço de sua parte, ele enfim havia terminado de se arrumar e partia em direção ao ponto de encontro que havia combinado com sua amiga.

A cidade era agitada até pela manhã, diversas pessoas iam trabalhar, outras estavam apenas passeando e até alguns casais jovens estavam a vista. Klaus acabou ouvindo parte da conversa de um casal enquanto passava por eles. — Vamos passar pelo rio que é conectado ao vulcão, em uma certa distância a água é ótima e parece uma fonte termal, além de ter ótimas propriedades para pele e coisas assim.— Ao dar uma olhada para o casal, ele não pode deixar de se surpreender com o brilho no olhar da garota quando ouviu nos efeitos de pele que a água trazia, parecendo extremamente animada para ir pra lá.

Pouco tempo depois o jovem loiro finalmente chegou no local combinado e já podia ver Astrid o esperando, devido a seu pequeno atraso. — Desculpa a demora... — disse um pouco envergonhado e com a cabeça baixa, pois não queria que ela visse que sua expressão estava um pouco avermelhada — Vamos lá ver como eles estão? — Então partiram para dentro do Centro Pokemon, que por mais pequeno que fosse, ainda tinha seu charme que transpassava um sentimento calmo e relaxante para os que ali estavam.

Após se identificarem com a enfermeira, ela os encaminhou para um balcão ao lado, onde colocou sobre a mesa duas bandejas contendo duas pokebolas em cada. — Aqui estão seus pokemons, eles estão em ótimo estado agora! Voltem sempre que precisarem. — disse a funcionária com um sorriso no rosto antes de se virar e ir atender os demais pacientes. Agora que sabiam que tudo estava bem com os pokemons, era hora de decidir qual seria o próximo passo que tomariam e ele não pode deixar de lembrar da conversa que ouviu mais cedo.

Assim, eu ouvi que existe um rio que tem origem do vulcão e isso faz com que sua água seja mais aquecida que o normal. Mas após alguma distância a água fica em uma temperatura agradável semelhante a uma fonte termal, eu acho que seria uma boa a gente passar por lá, que tal? — ele havia apresentado a ideia para sua amiga e aguardou a resposta da mesma. Quando decidiram o caminho, porém, optaram por passar no local onde a jovem dormiu para pegar uma roupa de banho para ela. Klaus que estava de short não precisava de outra roupa, pois essa servia perfeitamente para a ocasião. Deste modo demorou apenas mais alguns minutos antes de partirem para a rota 50.
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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Astrid em Dom Dez 09, 2018 10:48 pm

Tartaros, a primeira cidade!
Depois de toda a confusão do dia com o treinador arrogante e os Growlithe feridos, o grupo como um todo parecia bastante exausto. Era um compilado de preocupações e frustrações do qual mesmo Mimikyu e Riolu pareciam compartilhar. Oras, os novos monstrinhos acolhidos ficariam mesmo bem? Maui, que Astrid veio a descobrir, através da enfermeira, que na verdade era uma Moana, era certamente o de maior sufoco, que passou várias horas com a vida em risco antes de finalmente estabilizar de verdade. Era uma menina lutadora! Bom, todos eram por ali, falando com sinceridade, mas mesmo os lutadores precisavam descansar.

Pela noite, Trid e Klaus deixaram os quatro companheiros sob os cuidados do Centro Pokemon e se afastaram com certo pesar do local, atravessando o batente da construção ainda sob grande apreensão. — Nos encontramos amanha aqui mesmo? — Perguntou por fim, não conseguindo esconder o desconforto na voz. O receio queimava no azul de seus olhos e, por algum motivo, a menina parecia infinitamente mais apagada do que quando tinham saído dali pela primeira vez... Mas o Chamberlain nada perguntou, apenas concordando antes de se separarem. Astrid anotou mentalmente que a qualquer hora deveria agradecê-lo pelo maravilhoso feito de não invadir seu espaço. Aquele, porém, não era o momento. Não, aquele era o momento de voltar para a estalagem que tinha conseguido sob um preço bastante acessível.

Sendo assim, seguiu para o centro enquanto Klaus virava em algum ponto para a direita. Levava as mãos nos bolsos com uma cara de poucos amigos, os órbes opacos e semi-encobertos pelas pálpebras como alguém que já não encontrava muita graça do lado de fora do próprio ser. A verdade é que ainda não gostava de estar só. Ainda não gostava de escuro quando longo de Kyu. Em silêncio por todo o caminho até a casa envelhecida, martelou mentalmente sobre como estaria Mimikyu naquele instante. Será que o companheiro se sentia bem na solidão? Será que ele se preocupava consigo? Provavelmente nunca encontraria uma resposta direta para as perguntas, sabia bem disso, mas o fato não a impediu de tentar.

Aliás, tentou quase a noite toda. Entrou no cômodo que faria de quarto, largou-se no colchão empoeirado sem se preocupar em colocar a roupa de cama, e passou todas as horas seguintes em um misto de pavor e ansiedade, assustando-se com cada barulho do lado de fora e com cada luz que passava por sua janela até finalmente os primeiros raios dourados entrarem feito ouro líquido e se espalharem pelo chão. Estava tão exausta quanto o momento que saíra do Centro Pokemon e agora muito mais inquieta. Levantou-se em sobressalto e correu em direção ao banheiro, um banho de gato apenas para poder trocar de roupa e não aparentar exatamente como no dia anterior. Não parou sequer para checar o horário.

Antes que percebesse, deixava-se levar de volta para Kyu, dependente de sua companhia e presença, avançando ruas e mais ruas antes de invadir a pequena construção e pedir desesperadamente por seu parceiro. A enfermeira foi educada apesar do espanto e logo o pokemon fantasiado já se encontrava fora da Poké Ball. A menina o pegou instantaneamente no colo, abraçando-o com força enquanto os pequenos bracinhos da criatura mal conseguiam chegar às laterais de seu tronco. Depois disso verificou o horário e sentou-se em um dos grandes sofás, contando sobre a noite conturbada para o amigo que nada dizia, mas que carregava um olhar carinhoso sob os dois buracos do pano esfarrapado. Estava tão bem outra vez, tão vazia de apreensões, que assustou-se um bocado ao ver pela vidraça a cabeça coberta por fios alaranjados passando distraída duas ruas ali perto.

Pediu que o pokemon retornasse e devolveu sua "casa" bicolor para a mulher do outro lado do balcão, correndo para fora e precisando controlar bastante a respiração para fingir que nada tinha acontecido. — Acabei de chegar! — Apressou-se a interrompê-lo, sentindo a culpa recair sobre a própria mentira. Novamente, se Klaus reparou em alguma coisa, outra vez não comentou, por sorte da menor. Entraram no centro e retomaram suas Poké Ball, para a estranheza da enfermeira que nada disse ao ver Astrid ali pela terceira vez em um intervalo curtíssimo de tempo. Tentando agir naturalmente, a menina voltou a deixar que Kyu viesse para fora, sorrindo-lhe com cumplicidade antes de partirem para fora.

— Parece uma ótima ideia! — Decidiu simplesmente, dando de ombros de maneira descontraída ao puxar Mimikyu outra vez para o colo. — Mas acho que precisamos arrumar as coisas se já vamos deixar Tartaros... E eu decididamente preciso da minha roupa de banho. — Completou em seguida ao franzir o cenho, parecendo finalmente parar para pensar na proposta do outro. Desta forma, passaram primeiro na estalagem em que ela própria estava abrigada e, depois, no imóvel onde Klaus havia dormindo, pegando os pertences antes de seguirem para o destino.

Dessa vez, considerando-se mais inexperiente nas viagens, Astrid limitou-se a acompanhar o maior. Iam lado a lado, passando pelo terreno quente e cheio de pedregulhos do bioma de Tartaros e seu vulcão e aos poucos transcendendo para uma paisagem mais calma e mais agradável ao olhar, muito mais verde, plana e que deixava ainda mais óbvio o clima tropical que os engolia: um sol que dominava completamente o céu sem nuvens, arbustos cheios e vistosos espalhados aqui e ali ao redor da estrada e uma boa variedade de sons pokemon. Um percurso bonito e limpo, que não tardou a desembocar na tão falada fonte termal. — É... Acho que chegamos! — Disse por fim, deixando um sorriso discreto escapar e aproximando-se um pouco mais da água.

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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Klaus em Dom Dez 09, 2018 10:50 pm

O caminho era repleto de árvores e arbustos, um verde predominante nessa região. O ar parecia ser mais leve nesse local e a viagem foi extremamente agradável. Em certo trecho, eles pediram informação de um senhorzinho que estava por ali e ele apenas apontou para sua esquerda dizendo que era só seguir reto e não tinha erro. A temperatura estava ficando mais pesada conforme andavam, isso indicava que estavam próximos do rio e logo poderiam usufruir da "água termal".

Eles ficaram em um local próximo de alguns arbustos e deixaram suas coisas ali próximas deles. Klaus retirou apenas a blusa e seu tênis antes de se aproximar do rio. Ao olhar para trás ele tinha a bela figura de Astrid que ainda arrumava suas coisa e não pode deixar de corar, instintivamente olhou para a frente para esconder seu rosto. Pondo um dos pés na água ele sentiu a quentura se elevar por seu corpo conforme ia entrando lentamente no rio. A temperatura estava realmente agradável e o sentimento era tão calmo quando o movimento da água.

Venha, a água está ótima! — disse para Astrid enquanto apoiava os braços na borda, deixando apenas a parte de seus ombros para cima fora d'água enquanto relaxava na calmaria do lugar. Um tempo se passou desde que estavam ali, tanto que os dedos começavam a enrugar um pouco parecendo com os "dedos de velhos". Klaus havia liberado seus pokemons para que aproveitassem também. Growlithe estava sentado na beira do rio enquanto Riolu aproveitava a água junto de si.

Nesse momento, um farfalhar foi ouvido do arbusto próximo das coisas onde eles estavam. Duas pequenas figuras canídeas apareceram de lá e andaram sorrateiramente até os pertences de Klaus. Um botou as patas dianteiras nos calçados do jovem loiro e começou a andar de um jeito engraçado em volta de si. Já o outro estava enfiando o focinho por entre a blusa conseguindo passar só uma parte de sua cabeça, enquanto seus olhos ficavam cobertos pela camisa.

Um olhar distraído pousou nos dois quando Klaus virou a cabeça pois tinha visto sombras se mexendo naquele local e quando viu a cena ficou surpreso, confuso e com um pouco de raiva por estarem mexendo nas suas coisas. — Ei, parem já com isso! — esbravejou enquanto saia da água, Riolu que viu a cena depois que o seu mestre gritou saiu junto indo em direção aos dois Poochyenas. Os pokemons se assustaram e sairam correndo de volta para o campo com as roupas de Klaus que suspirou tristemente enquanto partia seguindo atrás das duas criaturinhas junto com Riolu e Growlithe.

A criaturinha que estava com os sapatos de Klaus corria desajeitadamente, enquanto seu parceiro corria cegamente ao seu lado. Não foi muito tempo até ele tombar em uma árvore e choramingar alto por conta da batida e como se alguma coisa tivesse o enraivecido ele virou para o seu companheiro e rosnou algumas coisas, o que o fez também ficar nervoso e bateu as patas no chão. Klaus sabia que não teria como escapar dessa situação sem uma batalha agora que os pokemons estavam prontos para atacar e como um bom treinador, ele não recusaria nenhuma luta.

Riolu e Growlithe que estavam ao seu lado se posicionaram a sua frente nesse momento e apontando para frente, Klaus gritou a sequência de movimentos. — Growlithe ataque com Bite e Riolu complete com Quick Attack! — os pokemons mesmo inexperientes em combates em dupla tiveram uma boa sinergia nesse instante. O canídeo rajado tomando a frente era seguido pelo companheiro azul que utilizava de um movimento ziguezagueado para confundir um dos pokemons.

Assim que se aproximou, Growlithe mordeu em direção ao Poochyena que usava os tênis, que por sua vez tentou utilizar — Tackle — para contra golpear, mas sem sucesso, recebendo o dano total do movimento. Já seu companheiro se saiu melhor, pois conseguiu evadir com sucesso do ataque de Riolu, que passou direto pela criatura. Aproveitando essa chance, ele atacou as costas de Riolu e o jogou em direção a uma árvore próxima. A expressão do pokemon inicial de Klaus era sombria e sua pata ia a cabeça como se tentasse recuperar a noção de seus movimentos.

O jovem loiro que viu os acontecimentos ficou dividido entre uma mistura de felicidade e alegria. Logo uma série de comandos foi disparada de sua boca novamente. — Agora Growlithe use Bite novamente e em seguida finalize com Roar! Riolu repita o ataque do mesmo jeito que a última vez! — Logo os pokemons agiram e Growlithe que teve a vantagem desde o começo conseguiu encaixar seu golpe novamente e logo um rugido que tinha como foco o Poochyena em sua frente, desmoralizando-o totalmente, o que fez correr em direção ao campo. Durante sua fuga, os tênis de Klaus caíram no chão, mas já estava todo esburacado por conta das garras do canídeo. — Poxa, era meu Nike favorito... — mas ainda não era hora de se distrair da batalha.

Uma cena igual a primeira se repetira diante de seus olhos. O Poochyena desviava do golpe de Riolu e se preparava para golpear pelas costas, mas nesse instando Klaus falou com confiança e mudou mais uma vez a situação do combate. — Riolu, receba esse ataque de frente e use Counter! — a estratégia era simples, mas foi eficaz. Riolu aparou o golpe sofrendo algum dano e devolveu com seu punho direito na direção do Poochyena que foi lançado para um dos matos, dos quais aproveitou para partir em retirada, pois sabia que não iria conseguir vencer uma luta de um contra dois.

Ele ainda havia fugido com sua camisa que agora já tinha alguns furos por conta da luta, mas isso não importava muito. Klaus se aproximou de Riolu e verificou que seus ferimentos não eram sérios. — Vocês foram muito bem agora, estou orgulhoso de vocês dois. Você se saiu especialmente bem Growlithe — ele acariciou a cabeça dos dois pokemons antes de fazerem o caminho de volta para onde Astrid estava. O jovem tinha se esquecido no calor do momento que estava da companhia da garota e só podia se culpar por ser cabeça quente demais.

Quando retornou ele contou a situação para ela e explicou o que havia acontecido, mostrando seu par de tênis que no momento não eram mais reconhecíveis. Apesar de estar um pouco chateado por conta da perda de sua vestimenta, ele estava bastante feliz pelo resultado da batalha e podia se ver em seu olhar uma pitada de orgulho. Ele não sabia se continuavam nas "fontes termais" ou iriam para algum outro lugar, então perguntou para sua companheira o que deveriam fazer. — E então, o que você diz?
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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Astrid em Seg Dez 10, 2018 1:02 am

As fontes termais
Ainda olhava para a água quando Klaus passou por si, seguindo para a base de um arbusto próximo ao rio. Ali o clima era mais ameno e, apesar de o sol os tocar diretamente - o que às vezes conseguia-se evitar nas cidades -, a abundância de vegetação e umidade tornava o ambiente bastante confortável. Mesmo para Astrid e Kyu, que não gostavam calor, o dia trazia uma promessa silenciosa de que passariam um ótimo final de manhã e um bom início de tarde. Sorriram ambos, bastante animados, mas enquanto o Chamberlain se precipitava em tirar a parte de cima da roupa e o calçado, a menina dedicou alguns minutos para arrumar melhor suas coisas.

Como já estava em trajes de banho por baixo do vestido, bastou retira-lo para dobrar o pano cuidadosamente, enfiando-o no bolso grande da mochila que acabara de colocar no chão e enroscando as sandálias nas alças desta. Aproveitou também para tirar Moana da poké ball, deixando a jovem growlithe curtir o ar fresco e esticar um pouco as pernas ao lado de Mimikyu, que já se encontrava sentado ali perto. Depois disso finalmente respondeu o jovem louro, sorrindo-lhe com veracidade. — Acabei! — Anunciou bastante contente consigo e, inegavelmente, com o pequeno detalhe que teria um bom tempo para relaxar. Não parecia nem mesmo um espectro da menina preocupada e calada de boa parte do trajeto, agora não tentando se ocupar com a culpa de não ter dito a verdade para o parceiro de jornada. Oras, todos tinham seus segredos, não?

Afastou-se uns bons três passos e logo disparou em direção ao lago. A face era iluminada por uma diversão infantil e antes que percebesse já exibia seu melhor "pulo bomba", fazendo muita água voar para o alto e agitando a calma superfície. Ao submergir, riu sem preocupações, verdadeiramente empolgada. Kyu e Moana brincavam às margens, juntamente do canídeo de Klaus, enquanto Astrid, Riolu e o menino mais velho relaxavam naquela extrema calmaria. Cada qual aproveitava o tempo a sua forma... Mas, no geral, todos realmente aproveitavam. A Monoke na verdade já quase dormia, com apenas a cabeça recostada nas margens terrosas, vítima do cansaço de uma noite muito mal dormida. Tão sonolenta...

Já tinha o corpo ligeiramente entorpecido quando ouviu o Chamberlain esbravejar sobre algo que não entendia. Despertou em sobressalto, mas a cabeça ainda não parecia funcionar: piscava forte, perdida nos acontecimentos enquanto o rapaz saía correndo da água junto ao Riolu, seguido de perto pelo Growlithe. Oras... Que agitação toda e tão sem motivo aparente! Ainda tentou realmente ligar os pontos que conhecia, olhando ao redor em busca de algo que faltasse. Não encontrou nada, infelizmente, e coçou a cabeça em sinal de ligeira confusão, fazendo bico antes de finalmente começar a se mover para segui-los. A temperatura estava tão boa ali dentro...!

Suspirou baixo, apoiando os braços para fora d'água e impulsionando o corpo em um único movimento para cima. Pôde sentir o momento exato em que o peito do pé se chocou com algo macio, não parecendo se preocupar, já que a coisa não apresentara muita resistência. Considerou que seguiria normalmente até sua mala para vestir-se e procurar por Klaus... Até a coisa morder-lhe com força a panturrilha. — Mas que.... — O palavrão foi segurado com alguma dificuldade na metade do caminha entre a frase que saiu aos berros. Os olhos já estavam arregalados pela surpresa e sentia-se mais acordada do que nunca.

O pokemon fantasma/fada e o amigo de fogo também pareceram se espantar com o berro e voltaram sua atenção para a humana. Simultaneamente viram a bolota amarela voar com um bom tapa de Astrid, que pulava no mesmo lugar trocando o peso de uma perna para a outra. — Maldito! Maldito, maldito, maldito, maldito! — Resmungava alto, esfregando o local onde sentira o bicho a morder. Kyu e Moana pareciam estar em dúvida se aquilo era divertido ou grave, mas mantinham um semblante curioso. Do outro lado, a coisinha cor de gema de ovo finalmente se levantou, esfregando a cabeça que batera ao ser jogada. Parecia em choque. O fucking Psyduck parecia realmente não esperar ter um retorno depois de morder a pessoa que chutara-o debaixo d'água.

Quer dizer... No fundo, depois de pensar um pouquinho, a Nakine também foi capaz de concluir que era aquilo que tinha batido no peito do pé antes de sair das termas naturais... Mas isso não a impediu de ficar realmente brava por ter sido atacada de surpresa. Franzindo o cenho ao ver o pato se levantar, a garota mais parecia um touro diante do pano vermelho. Não planejou o que fazer: limitou-se a correr bastante irritada na direção do monstrinho, que também passara a correr instintivamente, na tentativa de pega-lo e dar-lhe outro bom tapa. Dessa vez Mimikyu e a Growlithe decidiram que aquilo era realmente engraçado. Era, no passado mesmo, pois logo a perseguição atraiu atenção indevida.

O Psyduck entrou em um dos grandes arbustos ali por perto e a menina se inclinou colocando ambas as mãos sobre os joelhos de modo a retomar o fôlego. Seus pés estavam imundos e cheios de lama. Por duas vezes ao longo do caminho tinha caído entre a corrida e parte do corpo estava com muitas folhas grudadas sobre a pele e a roupa de banho molhada, além dos pulmões que pareciam em chamas pelo esforço inesperado. Astrid não fora mesmo feita pra correr e considerou que a brincadeira e o rancor tinha acabado por ali... Até o maldito voltar acompanhado.

Parecendo ter ido chorar as mágoas para terceiros enquanto Trid descansava, o pato voltou repentinamente do arbusto acompanhado por um pokemon do corpo coberto quase todo por lã. A jovem não teve muito tempo, claro. Agora a brincadeira tinha invertido os lados e, apesar de ter se virado para correr, ao ser pega de surpresa o desempenho não foi dos melhores. Logo sentiu a cabeça maciça de Mareep empurrando suas costas e a jogando no chão enquanto ela e o Psyduck seguiam sobre si. Era sorte a ovelha ter os chifres laterais! Mas talvez a criaturinha também pensasse nisso na segunda investida.. Então não parou para testar.

Enquanto ambos os oponentes davam meia volta, tratou de rolar para o lado, vendo que Kyu e Moana também não tinham gostado da brincadeira e já avançavam com certa velocidade. — Growlithe, use bite contra Mareep! — Pediu rapidamente, não precisando pensar muito para entender que seria melhor que Kyu enfrentasse o pokemon d'água. — Mimikyu, scratch no Psyduck! — Emendou logo em seguida. Provável que o bichinho amarelo não tivesse contado nada sobre os outros alvos pois, assim que os dentes fortes do canídeo cravaram em suas ancas, a criaturinha perdeu realmente o rumo. Foi um momento dispersivo para a dupla selvagem.

Mareep desviou da investida que fazia contra Astrid e acabou esbarrando no pato que também se desestabilizou e foi pego de surpresa pelo arranhão. De forma automática para a própria defesa, a criaturinha elétrica usou thunder shock no grupo em geral, sem necessariamente direcioná-lo para o oponente direto, e acabou englobando todos os pokemon ali. Psyduck, que já tinha uma fraqueza com ataques do tipo, foi provavelmente o mais prejudicado, ainda que os outros também tivessem levado dano. — Kyu, use copycat para colocar o ataque de Mareep diretamente contra Psyduck! — Ordenou logo em seguida, vendo ali a chance que esperava. — Moana, Bite outra vez! Agarre-o com as unhas e não o deixe fugir!

O pato novamente acertado por um ataque elétrico, a ovelha presa feito cordeiro sob as unhas de um logo, com growlithe definitivamente atracado com presas e garras no emaranhado de pelos macios. A luta não passou nem perto de ser estilosa. A criaturinha amarelada foi a primeira a ser derrotada em uma sequência de thunder shock que Mareep soltava e direcionamentos de copycat, todos os três restantes absolutamente cansados por toda aquela correria e confusão... Até o outro oponente também tombar, ainda acordada, com a respiração rápida e o corpo imóvel. A growlithe também cedeu e deitou-se ao lado desta. Nem mesmo a Monoke entendia bem o que tinha acabado de acontecer por ali.

— Moana, volte! —Pediu ao se aproximar da companheira e afagar-lhe os pelos, chamando-a novamente para a poké ball após pega-la na mochila. Também muito exausta, sentou-se ao lado de Mareep e dedicou-se a afundar os dedos entre a emaranhada, tentando tranquiliza-la como fosse possível, ao passo que Kyu se aproximava e tomava-lhe o colo. — Foram todos muito bem, não foi? — Murmurou estática, extremamente confusa. — Desculpe por isso... Eu só... Não soube o que fazer. — Admitiu finalmente, sabendo que poderia ter solucionado os problemas de outra forma.

Ainda estava assim quando Klaus apareceu empolgado, contando das próprias aventuras em um folego único, não polpando palavras para elogiar tanto o Riolu quanto o novo parceiro de fogo, que dizia terem lutado muito bem. Foi só ao fim que ele pareceu finalmente notar que algo de estranho acontecera... E, naquele passo, Astrid lhe contou a própria versão dos longos minutos que passaram separados, explicando que não tinha ideia do que fazer naquele momento. O Chamberlain ainda a encarava quando se sentou e assim ficaram mais um pouco.

[Fim da Jornada (Continua)...]
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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Gust F. em Ter Dez 11, 2018 2:05 am

Avaliação
História: Por mais que eu quisesse, eu simplesmente não consigo encontrar pontos negativos nessa jornada. Foi tudo tão bem contado, com uma riqueza em detalhe, narrações extremamente imersivas que, quando alguém começa a ler, não quer mais parar, que eu sinceramente não consegui encontrar um ponto negativo sequer. Como eu já disse na avaliação anterior e volto a repetir, vocês conseguem trabalhar muito bem em dupla e isso é muito bem mostrado em como vocês narram a jornada vocês, parabéns!
Batalha: O único ponto negativo da rota anterior foi suprimido nessa jornada, que é a questão das batalhas. Nessa, se um ou o outro não quisesse narrar o combate, talvez não faria tanta diferença para a avaliação — apenas que um pokémon aí ficaria sem exp — mas, mesmo assim, por opção de vocês, ambos narraram um embate diferente que, com toda sinceridade, ficou muito bom, eu não consigo, assim como na história, achar um ponto negativo aqui.
Ortografia: Novamente não tenho nada o que dizer sobre a ortografia. Vocês escolhem muito bem as palavras que vão usar, como usar e quando usar, o que torna o texto elegante e ao mesmo tempo simples de ser lido. É muito merecido para vocês as 5 stars!
Nota:
✮✮✮✮✮
Bônus (Klaus):
Riolu recebeu 1500 de Experiência e subiu para o nível 11! (100/700)

Growlithe recebeu 1500 de Experiência e subiu para o nível 9! (0/500)

O player recebeu 250 de Experiência de classe e subiu para o nível 3! (150/300)


Riolu
Nvl: 11 (100/700)
Hp: 7/16
+60 Happiness (x2);
Aprendeu Feint!


Growlithe
Nvl: 9 (0/500)
Hp: 15/23
+80 Happiness (x2);
Aprendeu Ember!
Aprendeu Leer!

Recebeu uma Fire Gem.
Bônus (Astrid):
Riolu recebeu 1500 de Experiência e subiu para o nível 11! (100/700)

Growlithe recebeu 1500 de Experiência e subiu para o nível 9! (0/500)

O player recebeu 250 de Experiência de classe e subiu para o nível 3! (150/300)


Mimikyu
Nvl: 11 (100/700)
Hp: 18/27
+60 Happiness (x2);
Aprendeu Baby-Doll Eyes!


Growlithe
Nvl: 9 (0/500)
Hp: 14/23
+80 Happiness (x2);
Aprendeu Ember!
Aprendeu Leer!

Recebeu os presentes Rosa, Rosa e Verde;
Recebeu uma Shed Shell.
Recebeu duas pérolas Water!
Recebeu duas pérolas Electric!

Ember Fang Progress: 1/5 Pokémon; 0/6 Itens;
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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Astrid em Qui Dez 13, 2018 12:22 am

Uma amiga cabeluda
Depois de vários minutos fitando a ovelha elétrica e afagando seus pelos sem encontrar muitos motivos para todos aqueles problemas que causara mesmo sem querer, Astrid finalmente suspira com uma decisão na ponta da língua. Não podia deixar o pokemon ali naquele estado! Já derrotado, Mareep seria um alvo fácil para predadores ou outros encrenqueiros. Sabia bem que não tinha muitos potion de reserva... Mas aquele era certamente um caso de emergência. Não havia mesmo nenhum motivo para hesitar! Não podia se dar ao luxo da dúvida quando outra criatura sofria por sua causa.

— A mochila. — Foi a única coisa que pediu para Klaus, estendendo a mão na direção do objeto. Não queria afastar-se do corajoso pokemon que a enfrentara. Chamberlain parecia entender, claro, pois no segundo seguinte a Monoke já revirava roupas, objetos pessoais e pertences como um todo atrás do pequeno frasco. Tinha pressa, às vezes afobava-se e acabava derrubando coisas na grama... Mas, com todas as dificuldades, finalmente encontrou. — Não vai doera agora, prometo. Vai se sentir melhor muito em breve. — Murmurou distraidamente para o monstrinho, espirrando o conteúdo em abundância sobre os pontos mais machucados.

Enquanto Mareep se recuperava, Trid mantêm-se em silêncio a seu lado, sorrindo com cumplicidade para o outro treinador. Era um dos poucos momentos em que se sentia em paz: quando cuidava de outros monstrinhos ou de outras pessoas. Aquela sempre fora sua vocação. — Lembra quando me perguntou o que eu queria e eu disse que queria só conseguir ser criadora? — Perguntou depois de longos minutos ao som tranquilo das termas. — Acho que agora eu sei de verdade o que quero. — Prosseguiu com cautela, parecendo precisar pensar bem para formular a frase. Não era de seu feitio ser pretensiosa ou considerar-se mais do que outros... E definitivamente não pretendia começar agora. — O que eu quero de verdade é...

Antes que completasse a frase, a ovelha elétrica deu um pequeno espasmo com uma das patas ao sentir o corpo revigorar, interrompendo seu raciocínio que logo foi substituído por um imenso sorriso. — Vai ficar tudo bem, Mareep, só precisa descansar agora. — Acalmou o animal enquanto procurava por mais um dispositivo. A ovelha era forte, energética, e certamente seria muito bem-vinda em seu time. Quer dizer, isso se ela aceitasse, claro. Ainda estava bastante fraca pelo esforço anterior, mas com as energias que retomava talvez conseguisse resistir à captura. — Eu queria mesmo que viesse comigo agora... Mas não vou culpa-lo se não quiser vir. — Murmurou por fim, tomando a Poké Ball vazia na destra e apertando seu centro antes de leva-la ao contato com a bonita lã de Mareep. E então, o já conhecido ritual.

A esfera bicolor estremecendo ligeiramente entre seus dedos, a pressão de absorver e prender em si uma criatura daquele tamanho. Demorou alguns poucos instantes antes de tudo acabar com a mesma rapidez com que começou. Astrid estava mais animada do que nunca, os olhos se voltando para Klaus feito duas orbes azuis de pura intensidade, quase como se a menor pudesse repentinamente explodir. — Ela aceitou! — Exprimiu tudo naquela simples palavra, levantando-se e puxando Kyu para seu colo, girando-o no ar antes de se aproximar de Moana, afagando-lhe os pelos macios e lustrosos. — Vocês fizeram um bom trabalho, sabia? Foram simplesmente incríveis!

Enquanto os elogiava, voltou a abaixar-se para recolocar todos os pertences novamente na mochila, aproveitando aquele momento para vestir-se com o vestido outrora arrancado para um mergulho no rio. Sorriu radiante para Klaus ao ir outra vez para perto do arbusto onde tinham parado ao chegarem ali pela primeira vez, ocupando-se em calçar as sandálias. Parecia distraída em seu próprio mundo, pensando na sorte que tivera em chutar aquele Psyduck irritadinho. Parecia tão distraída quanto possível... Até ouvir sua Growlithe latir insistente e assustada para a beira da água. Virou-se tão repentinamente que, por alguns instantes, pareceu não acreditar realmente no que viu, como se a velocidade tivesse criado ao seu redor uma confusão nas imagens.

Kyu se encontrava caído na grama, aparentemente encharcado com um peixe alaranjado se debatendo sobre si. A Monoke arregalou bem os olhos, indecisa, tentando reconstruir os rápidos acontecimentos dos poucos minutos em que fora se calçar. Imaginava que Mimikyu tivesse tentado se aventurar a tocar na água e, ao ver algo pequeno e escuro sob a superfície, a Magikarp foi acidentalmente fisgada pelas mãos do outro pokemon, que, ao susto, puxara-a para o lado de fora. — Mas que... — Precisou travar o xingamento antes que esse lhe escapasse, franzindo o cenho bastante confusa. Aparentemente as criaturas daquele lago estavam mais mordentes do que o normal.

— Kyu! Não deixe que ela o trate assim, vamos! Use Antonish! — Ordenou ainda um pouco sem chão a despeito do que acontecera, mas assistindo enquanto o peixe inutilmente usava Takcle contra o oponente, que sequer parecia sentir os movimentos. Ambas as criaturas estavam completamente perdidas, parecendo terem tão pouca noção dos acontecimentos quanto a treinadora desavisada. Trid até mesmo pensou em mandar Moana ajudar o companheiro... Mas a ideia foi completamente descartada quando finalmente colocou a cabeça para funcionar, saindo do choque. Precisava mesmo de um pokemon aquático na equipe, não? Ali estava sua grande oportunidade.

— Kyu, vamos inverter a estratégia! Deixe que ela o atinja com os golpes inúteis, revide apenas o suficiente para não deixar que ela volte para água! — Pediu enquanto disparava na direção oposta, procurando outra vez entre seus pertences. A pequena pérola azul cor de mar seria perfeita para fazer com que aquele peixinho se transformasse em um peixão! Isso e... A a esfera vermelha e branca que se encontrava no menor bolso da bagagem. O processo não era difícil, lembrava-se de ter visto o avô o repetir dezenas de vezes. Era só unir as duas e...

Antes que pensasse bem no que estava fazendo e observasse o resultado, um homem de aproximadamente trinta anos perturbou a paz do grupo, ofegando alto e se aproximando em passadas pesadas de desespero. Tinha um olhar aparentemente preocupado e, ao alcançá-los, levou ambas as mãos aos joelhos e inclinou-se para frente de modo a retomar o ar. Todos o olharam. Pararam absolutamente tudo o que faziam para entender o que o desconhecido fazia ali. Quer dizer... Todos menos Kyu e Magikarp. O peixe distribuía elaborados movimentos sem resultado algum e, ainda que atacasse somente quando necessário, Mimikyu aos poucos feria o oponente, deixando-o cada vez mais perto da exaustão.

— Socorro! Eu preciso de ajuda! Meus pokemon estão em perigo!
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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Klaus em Qui Dez 13, 2018 2:28 am

A história que Astrid lhe contou foi tão estranha quanto a sua. Quem seria capaz de imaginar que tantas coisas teriam acontecido em tão curto espaço de tempo? Não sabia muito o que pensar daquele dia mas, enquanto divagava, a garota estava inteiramente preocupada com a ovelha desacordada em seu colo. Foi só quando a voz doce soou em seus ouvidos, pedindo lhe que passasse a mochila, que voltou ao mundo. — Aqui está. — Não precisavam de muitas palavras naquele momento, apenas agir de acordo com a situação.

Ele observou-a retirar um objeto de sua mochila, limitando-se a fita-la enquanto a menina de cabelos rosas começava a aplicar o potion sobre as feridas do pokemon em seu colo, lembrando de dizer palavras que iriam acalmá-la. Poderia ter passado muito tempo assim... Porém, assim que a situação da criatura se estabilizou, os brilhantes olhos de Astrid pousaram em seu campo de visão e ele sentiu como se sua alma fosse atraída por aquele azul. A pergunta da garota vagou em sua mente antes dele, outra vez, voltar a si. — Sim. — respondeu com a respiração pesada e um pouco descompassada.

A sensação de segurança que ela conseguia passar para os pokemon era uma coisa totalmente natural dela. Era incrível como acalmava as criaturas sem nem mesmo terem um elo forte. Klaus tinha uma grande admiração por esse lado de Astrid e era algo que ele não sabia quando surgiu - e que também não pensava em perguntar. A garota ainda estava prestes a terminar seu pensamento quando foi interrompida pelo movimento da criatura, que logo foi contido por ela. Algum tempo se passou e ainda que não entendesse exatamente o momento que aconteceu, a ideia de levar a ovelha consigo pareceu surgir pois, em poucos instantes, Trid já chamava o monstrinho para a Poké Ball.

Agora que tudo parecia em fim resolvido, ele podia respirar com mais calma e pegar as coisas que trouxera na mochila, o que incluía um par de calçados extra e uma blusa vermelha. Diante da situação em que estavam, ele mal teve tempo de pensar sobre o que fazer em seguida, quando um barulho veio próximo do lago. O pokemon de Astrid estava embaixo de uma carpa que se contorcia intensamente. Ele não sabia o que estava acontecendo, mas achou a cena bastante engraçada e mal conseguiu segurar a risada. A garota não teve o mesmo ponto de vista que ele e logo ordenou que revidasse contra a carpa.

Se distraía assistindo a luta quando, não muito tempo depois de seu início, uma voz quase rouca surgiu soprando em suas direções. Um homem que aparentava ter 30 anos apareceu como quem vinha do nada e sua expressão continha uma mistura de palidez com preocupação. — Meus pokemons foram raptados, eu preciso que alguém me ajude a recuperá-los, se formos rápido conseguiremos chegar a tempo! — ele mal se continha enquanto apontava na direção onde ele foi emboscado.

Klaus, que ainda estava atordoado com o desenrolar daquilo tudo, tentou acalmar o senhor, para que ele pudesse entender o que precisava ser feito. — Calma meu senhor, eu irei com você pra ajudar, okay? Astrid, você continua aqui e resolve a situação do seu pokemon, eu dou conta sozinho. — Quando as palavras saíram de sua boca, ele parecia bastante confiante que iria ser capaz de resolver tudo, mas o que não haviam reparado foi a mudança de expressão do homem quando ele disse que iria ajudar. Oras, ele e Astrid tinham o mesmo número de companheiros e, além disso, também compartilhavam da mesma espécie no caso dos Growlithe.

Ele pegou sua mochila, colocando-a nas costas em um movimento único, e foi junto com o homem em busca dos pokemon. Antes de sair, claro, ele se despediu de Astrid e combinaram de se encontrar depois. — Quando tiver acabado aqui, vamos nos encontrar no Centro Pokemon, okay? Riolu e Growlithe já estão um pouco abalados então, depois de ajudar esse cara, eu vou direto pra lá. — Murmurou baixo antes de seguir atrás do senhor. Ele começou a perguntar o que havia acontecido pra ter seus companheiros raptados, mas o homem parecia dar respostas evasivas na maioria das vezes. — É que eu tava lá só andando e um grupo apareceu e levou eles embora, eu nem tive a chance de fazer nada... — disse já suspirando sobre o ocorrido.

— Foi bem aqui onde eles pegaram meu pokemon e correram naquela direção. — Contou enquanto apontava para seu lado esquerdo. Klaus o seguia atendo, buscando sinais de luta, contudo conforme iam avançando, o caminho ia ficando mais deserto e silencioso. Somente seus passos ardiam sob os ouvidos quando o senhor fez uma pergunta inusitada — Você tem experiências em lutas entre pokemons? — O jovem loiro deu uma leve olhada para o outro e pensou que ele havia feito a questão para saber se iria conseguir lidar contra os bandidos. Estava, talvez, duvidando de si? — Sim... Eu sei que sou novo, mas já me sai bem diversas vezes.   — Segredou-lhe bastante confiante.

A essa hora, eles já tinham andado por mais de 20 minutos e nenhum sinal dos sequestradores. Klaus começava a se perguntar se estavam seguindo na direção certa... Quando repentinamente um forte impacto se sucedeu na região da sua nuca, que o levou diretamente ao chão, já sem consciência. O homem agora tinha um sorriso maldoso em sua face, largando o enorme pedaço de pau de qualquer jeito para que conseguisse puxar o jovem Chamberlain pelos braços, levando-o para próximo de uma árvore, onde mais dois homens chegariam mais tarde. — Então com esse temos o suficiente. Peguem seus pokemon e jogue-o em uma cela qualquer quando chegarmos lá, o público vai adorar uma carne fresca para o espetáculo...
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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Astrid em Qui Dez 13, 2018 12:56 pm

Uma amiga cabeluda
Enquanto Klaus cuidava dos problemas alheios, sugerindo que fosse sozinho com o homem, Astrid franziu ligeiramente o cenho. Geralmente pessoas mais velhas e emboscadas não procuravam ajuda de dois adolescentes inexperientes para salvar a pele de seus monstrinhos. Havia uma cidade ali não tão longe, sabia, e provavelmente uma oficial Jenny fosse a melhor solução para o caso... Mas não se atreveu a dizer absolutamente nada. Não queria, de nenhuma forma, que o Chamberlein pensasse que a menina não confiava na capacidade dele em ajudar. Dessa forma, limitou-se a manear a cabeça em sinal positivo para a proposta que este fizera.

Encontrariam-se no Centro Pokemon da próxima cidade, o que era realmente uma boa ideia a julgar pelo andamento da luta. Sorriu uma última vez enquanto o mais velo partia com o desconhecido, não conseguindo acenar por ter as mãos ocupadas com a esfera e a pérola, que agora pareciam se fundir, dando à Poké Ball um padrão de cores bastante diferenciado. Tinha conseguido! Sua primeira experiência em criar sozinha um dispositivo específico. Queria pular e agitar-se, ali sozinha com seus monstrinhos, mas se conteve para se focar melhor no combate. Aquele era um item consideravelmente raro e, caso comprado em Poke Marts, certamente seria por um preço abusivo. Não podia dar-se ao luxo de gastar a troco de nada... Então o plano passou a ser primeiro derrotar o pokemon inimigo.

— Muito bem, Kyu! Você foi ótimo! Vamos, está na hora de irmos com tudo! use Scratch seguido de Astonish! — Pediu ao companheiro, vendo-o primeiro atingir o peixe de modo a afasta-lo do próprio corpo, interrompendo a sequência de inúteis Takcle ao qual o adversário se empenhava, para então avançar sobre o corpo dourado sob uma sequência de grunhidos ao ataque. Era, além de bastante funcional em relação ao dano, uma forma bastante efetiva de atordoar e assustar o inimigo já cansado. — Isso mesmo! Continue com Scratch, dessa vez pra valer! — Ordenou, os olhos faiscando em uma energia que não raro aparecia ao travar um desafio.

Kyu e Astrid eram bastante parecidos. Ambos eram doces e muito carinhosos - especialmente um com o outro -, mas tinham uma vontade bastante singular de superarem outras pessoas e criaturas, provando que realmente mereciam seu lugar fora de casa, seu lugar em parceria com o mundo. — Vamos, amigo, sei que consegue melhor do que isso! — A insistência pelo esforço, mesmo quando não necessário, era uma marca característica de si. Oras, melhor do que superar outros era somente superar as próprias barreiras auto-impostas. — Vamos trazê-lo para o nosso lado, Kyu! Precisamos dele com a gente! — Contou ao pokemon como que para incentiva-lo ainda mais.

A carpa já perdia as forças fora do meio natural e, enquanto se debatia debilmente, a criatura mista de fantasma e fada, alongava as garras enegrecidas para fora da fantasia em trapos, insistindo em arranhar e atacar o outro sempre com o máximo que conseguia. Mimikyu e a Monoke eram completamente dependentes entre si, então talvez por isso sempre tentavam o agrado mutuo. Um, dois, três golpes... Observar o empenho de ambos era algo que fazia o coração da menor galopar em altos trancos. O sangue bombeava forte, as emoções aflorando de uma maneira indescritível. Quase ouvia o sangue bombeando forte, espalhando-se pelo corpo. E então...

E então o solavanco das batidas, que pareceram parar por um milésimo de segundo. O silêncio, a ausência de resistência e ataque. O corpo do magikarp estava imóvel, exausto, machucado e sem energias. Kyu, por sua vez, parara qualquer investida sob a consciência de que não era mais necessário. Lutavam por objetivos, não pelo prazer de machucar outras criaturas. Desta forma, ali ficaram por mais alguns instantes, apenas para terem a certeza da vitória antes do lançamento da esfera.
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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Klaus em Sex Dez 14, 2018 1:52 am

 Desacordado por sabe-se lá quanto tempo, o jovem loiro mostrava sinais de recobrar a consciência quando suas pálpebras tremeram levemente e com uma dor lancinante na nuca, levantou-se com grande esforço. O local escuro não ajudou-o a se situar, mas ele sabia que algo estava errado quando conseguiu se levantar e sentiu uma pulseira de metal que prendia seus dois pulsos rente a uma barra de metal que restringia seu movimento.

Levou alguns minutos para sua visão se adaptar a escuridão. Quando ele conseguiu reunir alguma força e ficar de pé, ele se aproximou do que parecia ser a porta e começou a gritar por socorro. — Alguem me ajude por favor! Eu estou preso nessa "cela"! — disse enquanto dava mais uma olhada ao redor para ter certeza que isso era uma cela. Ele não sabia como foi parar ali, a última coisa que ele lembrava era de ter ido ajudar um senhor que teve os pokemons raptados e agora estava aqui, num lugar desconhecido e pior ainda, algemado.

Klaus continuou gritando incansavelmente quando seu pedido se socorro foi interrompido por uma voz vinda da cela a frente. — Cala a boca garoto, não vê que ninguém vai te ajudar aqui? Você se tornou um dos brinquedinhos deles... — a voz era cansada e quase sem vida. — Agora você está no joguinho deles e não pode sair, até você não ter mais nenhuma utilidade, ai te descartam em um lugar qualquer. — um arrepio sem igual percorreu o corpo do jovem, que agora ficou cada vez mais preocupado e não pode deixar de perguntar novamente, engolindo em seco. — E que jogo é esse?

Que jogo é esse? Eles nos obrigaram a lutar com nossos pokemons e a matar os pokemons adversários só para seu divertimento. — o homem em fim se revelou. Um par de mãos sujas e surradas agarrou um dos ferros da grade e logo seu rosto apareceu por de trás. Ele tinha cabelos escuros e um rosto tão sujo quanto a mão. O cansaço era evidente e até sua expressão era vazia, mas no fundo de seus olhos podiam ser vistos os sentimentos de angustia e raiva. — Eles apostam sobre quem vai ganhar e se você perder, já era... Tudo já era, seus pokemons, sua vida, nada é importante para eles.

Foi nesse momento em que um homem vinha descendo as escadas, o que fez a conversa ser interrompida. O homem que estava falando voltou-se para o fim de sua cela, como se estivesse com medo de que a pessoa que descia o chamasse. Klaus por sua vez era extremamente curioso, ainda mais na situação que se encontrava e para sua surpresa, aquele que descia as escadas não era outro se não o senhor que pedia por ajuda anteriormente. Ele olhou para o jovem loiro e um sorriso traiçoeiro estampou sua face enquanto ele mexia em um molho de chaves. — É garoto, você caiu direitinho... Agora você é meu lutador. Se você ganha, eu ganho. Se você perde, eu perco... E você não vai gostar de me ver perder.

O homem continuou falando e destrancou a porta para que Klaus o seguisse. — Vamos, já é sua hora de aparecer diante dos holofotes. Ah, nada de gracinhas, se você tentar alguma coisa aqui, vai morrer. — as simples palavras do homem assustaram o garoto, que afinal de contas tinha apenas 16 anos. Seguindo obedientemente atrás da pessoa, eles passaram por diversas celas e logo subiram uma escada. A imagem que se seguiu foi espantosa para o jovem. Uma arena enorme envolta por uma gaiola, um público que passava as centenas e todos estavam tão animados. Mas o que mais surpreendeu-lhe foi o que estava acontecendo na arena em sua frente.

Um Hitmonchan estava socando ferozmente o já inconsciente Chimchar. Sangue escorria de todos os orifícios da cabeça da pobre criatura. Assim que o treinador ordenou que desse um último golpe, o pokemon lutador cravou o punho na face do símio já desmaiado, encerrando assim o seu ciclo. Essa cena ficou gravada na cabeça de Klaus e ele ficou estático durante muito tempo, voltando a si somente quando o homem o chamou para continuarem. Uma mulher apareceu com uma bandeja próximo deles e falou com o jovem que ainda tinha seus pensamentos um pouco vagos. — Aqui estão seus dois pokemons, eles já foram curados e estão em sua melhor forma.

Só agora ele tinha se dado conta que não estava na posse de seus pokemons. Com ambas as mãos levantadas ao mesmo tempo por conta da algema, ele pegou uma esfera com cada mão e as segurou firmemente. O homem virou-se e com outra chave, inseriu na tranca para soltar a algema. — Bom, agora é sua vez de lutar. O duelo só para quando apenas um pokemon sobreviver, como você só tem dois pokemons, arranjamos uma batalha dupla pra você. — sem nem dar tempo para que ele respondesse, o homem o empurrou através de uma porta na arena e a trancou.

A plateia explodiu em uma mistura de vaias e aplausos, não sabendo se era por conta do jovem que entrou ou pela outra pessoa que já estava a espera. Um homem de corpo musculoso já estava com seus dois pokemons a espera do oponente. Um Hitmonchan e um Hitmonlee. Eles tinham marcas pelo corpo e isso provava que eles já tinham passado por diversas batalhas nesse local. Klaus como uma pessoa inexperiente, ainda estava sem saber o que fazer ao certo quando seu adversário gritou para ele — Anda logo e chame seus pokemons! — a voz autoritária o levou a entender que ele tinha que lutar para poder sair dali e isso iria influenciar na vida ou morte de seus pokemons.

Mesmo que ele fosse uma pessoa corajosa, ainda teria medo de morrer. Relutante, ele chamou seus dois companheiros e podia apenas apostar nessa luta para sobreviver. — Vamos lá, a gente consegue! Vamos sair dessa juntos, nós 3. — essas palavras pareciam mais para confortar a si mesmo do que para encorajar as criaturinhas. Sem nem mesmo algum tipo de anuncio, o homem comandou seus dois pokemons a avançarem e golpearem o adversário.

Klaus reagindo instintivamente, ordenou que ambos os pokemons desviassem, um para cada lado. A arena era de terra batida e não tinha nenhum adorno ou local para se esconder. Todas as lutas teriam que ser travadas de frente e como o local não era tão grande, favorecia bastante os pokemons do tipo lutador. O jovem logo em seguida ordenou para que Riolu fosse para cima do Hitmonchan e desferisse uma sequência de golpes com o Quick Attack. Enquanto o Growlithe estava sendo suprimido pelo Hitmonlee em um canto. Ele só conseguia pensar em como acabar rapidamente a luta e mal tinha tempo de formular um plano descente.

Growlithe, esquive assim que ele se aproximar e de um contra golpe com Bite! Depois é só criar uma distância e usar Ember para aumentar a vantagem! — ordenou o garoto e obviamente, o homem teve seus planos também. — Agora Hitmonlee, use Chute Duplo! — Um golpe próximo de um pokemon do tipo lutador era realmente forte, mesmo tendo conseguido escapar do primeiro chute, o canídeo de fogo não se livrou do segundo, recebendo o dano de frente e sendo jogado para o canto da arena.

Já do outro lado, a situação de Riolu era um pouco melhor. Tendo passado mais tempo com ele, Klaus tinha um bom entendimento para com seu parceiro e assim que a oportunidade surgiu, ele refez a cena que havia acontecido contra os Poochyenas. O pokemon do adversário vinha para aplicar um Comet Punch, que foi recebido de frente e revidado pelo Counter, devolvendo um dano esmagador sobre o boxeador. Devido as lutas prévias que havia participado, isso causou um grande impacto, incapacitando-o de continuar a lutar de frente e ficando no chão durante um bom tempo.

Tendo essa chance, o jovem aproveitou para reforçar o lado do Growlithe usando Riolu como apoio. Agora que era um combate de dois contra um, tudo se desenvolveu fluidamente. A pressão que o canídeo de fogo estava sofrendo foi logo revertida em vantagem e não se demorou para o combate encerrar. Ambos os pokemons adversários estavam encurralados em um canto e a plateia expectante não pode deixar de gritar. — MATA! MATA! MATA! — Klaus se viu horrorizado com a cena, ele seria realmente capaz de matar um pokemon para sobreviver? A resposta era definitivamente não.

Com a recusa a matar as criaturas, o homem tinha uma expressão agradecida, mas ainda tinha um semblante de perda em sua face. Um locutor anunciou a vitória de Klaus, mas o que era pra ser recebido por aplausos, se tornaram vaias da torcida. O jovem recuperou seus pokemons em direção a pokebola e assim que se virou, foi surpreendido por dois homens agarrando cada um seus braços e o levando ao chão. O senhor que o havia "sequestrado", caminhou com uma expressão furiosa e um chicote em sua mão estalando-o no chão.

Isso, é pra você aprender que ninguém desafia as regras do jogo! — e balançando o chicote, estalou-o em direção as costas do garoto que rugiu de dor em contrapartida. — Essa é pra você saber que o que eu digo é o que acontece! — novamente chicoteando o garoto nas costas. Depois de uma sessão grandiosa de tortura, o menino já não podia mais aguentar e desmaiou de tamanha dor que sentia, sendo arrastado novamente para sua cela escura e vazia.

FIM DA JORNADA

CONTINUA






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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

Mensagem por Gust F. em Sab Dez 15, 2018 9:05 am

Avaliação
História: Eu tô chocado, tipo, real. O que foi tudo isso que aconteceu minha gente? A narrativa foi muito boa e envolvente, foi tudo tão bem descrito que fica até difícil opinar a respeito. Eu basicamente só consigo dizer que estou surpreso.
Batalha: A batalha dos dois ficaram boa, porém alguma coisa na anterior não teve nessa e eu sinceramente não consigo dizer o que. Achei que quando vocês enfrentaram Psyduck, Mareep e os Poochyenas tudo ficou mais envolvente do que nessa batalha, talvez eu diria que os combates não tenham ficado tão emocionantes quanto, mas ainda assim ficaram muito bons.
Ortografia: Continuo com minhas opiniões intactas a respeito!
Nota:
✮✮✮✮
Bônus (Klaus):
Riolu recebeu 1200 de Experiência e subiu para o nível 12! (600/800)

Growlithe recebeu 1200 de Experiência e subiu para o nível 11! (100/700)

O player recebeu 200 de Experiência de classe e subiu para o nível 4! (50/400)


Riolu
Nvl: 12 (600/800)
Hp: 4/17
+20 Happiness (x2);


Growlithe
Nvl: 11 (100/700)
Hp: 6/27
+40 Happiness (x2);
Aprendeu Odor Sleuth!

Recebeu uma Fire Gem.
Recebeu os presentes Vermelho, Vermelho e Verde!

Recebe 800$!
Bônus (Astrid):
Kyu recebeu 1500 de Experiência e subiu para o nível 12! (600/800)

Growlithe recebeu 1200 de Experiência e subiu para o nível 11! (100/700)

O player recebeu 200 de Experiência de classe e subiu para o nível 4! (50/400)


Mimikyu
Nvl: 12 (600/800)
Hp: 19/29
+20 Happiness (x2);


Growlithe
Nvl: 11 (100/700)
Hp: 17/27
+40 Happiness (x2);
Aprendeu Odor Sleuth!


Mareep
Nvl: 10 (0/600)
Hp: 21/27

Item em aberto (escolher via MP ou chatbox um dos itens [desse post])
Recebeu duas pérolas Water!
+1 Water Ball;
-1 Water Pearl;
-2 Poké Ball;
-1 Potion;

Ember Fang Progress: 1/5 Pokémon; 0/6 Itens;
Static Fang Progress: 1/5 Pokémon; 0/6 Itens;
Sea Fang Progress: 0/6 Pokémon; 1/6 Itens;
Gust F.
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Gust

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Re: [Jornada] Astrid Monoke e Klaus Chamberlain

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