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to ROSA

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to ROSA

Mensagem por Roses em Dom Nov 25, 2018 11:40 pm

Goodbye! - Part. I

Era o dia de dizer adeus.

Adeus para minha família, meu quarto e para a cidade em que morei e admirei por tanto tempo. Sentada numa cadeira rosa de frente para o espelho - do meu quarto, era pega encarando a mim mesma, observava meus olhos azulados pelo reflexo do espelho e me perdia por alguns segundos de puro devaneio, até me reencontrar olhando para janela aberta, que trazia sons característicos de morar perto do centro da cidade.

Toc, toc...

Meu coração palpitava de uma vez só e ia acelerando gradativamente depois de ouvir os toques na porta, estava tão distraída e presa aos meus pensamentos, que esquecia completamente desses detalhes – a falta de privacidade. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, a maçaneta da porta girava e seguidamente a porta se abria... Minha mãe – como sempre.  

Respirava fundo para acalmar-me.

- Olhe para você... Você está ótima, pronta para começar a sua história! Eu e seu pai estamos orgulhosos de você, filha... Já está na hora... – Pausou, engolindo a própria salina a seco. - De dizer adeus. Estarei lá embaixo com seu pai, se apresse. - As palavras dela me soavam tão emotivas que se virou antes que visse seu rosto pelo reflexo do espelho, fechou a porta em seguida.

- Já estou descendo. - disse para os quatro ventos ouvirem, afinal minha mãe já não estava mais no quarto.
Não tinha costume de pentear meus cabelos, mas de momento, pentearia, não queria assustar ninguém com aquilo daquela forma, precisava de um trato. Por fim, pegava minha tiara na cabeceira da cama e a colocava sobre meus cabelos, deixando a flor rosada na lateral esquerda e um lenço que gostava de carregar para todos os cantos.  

Ah sim, minha mochila e minhas pokébolas, que lesada, já ia me esquecendo.

Descia as escadas que iam de encontro com a porta da sala, a porta da liberdade, a porta da saída. E lá estavam meus pais, meu pai com um enorme sorriso no rosto e minha mãe, em prantos com o rosto todo vermelho e inchado.

- Não é pra tanto. - sorria desajeitadamente, tentando amenizar a angustia dela. - NÃO É PRA TANTO? VOCÊ PODE PERDER A VIDA, MINHA FILHA! – Era pega de surpresa novamente, meu corpo paralisava e tremia por completo, nunca havia visto minha mãe elevar o nível de voz dela e nem falar daquela maneira, meu sorriso desapareceu por inteiro, ficava boba, não queria que suas palavras negativas se pendurassem a mim, então abri a porta da sala me retirando do recinto, fechando a porta com tudo, com toda raiva em forma de força que havia tido, fazendo um som tão alto que eu mesma me assustava com tal atitude.
- TCHAU MINHA FILHA, SE CUIDE, NÓS TE AMAMOS MUITO! – Ao ouvir a voz do meu pai, parei de caminhar, ele gritava da calçada com um enorme sorriso, a felicidade tomava conta dele e o êxtase, claro.

Eu nem tinha me despedido dos meus pais decentemente. Hunph.

Prestes a me virar para frente da estrada, o andar de cima da casa era lançado aos ares e um enorme estrondo chamava a atenção de todas as pessoas presentes ali nas proximidades, levando algumas para o chão ou a caírem, como um mecanismo de defesa, meu corpo pulava para trás e as madeiras iam caindo na rua, não era só madeira, eram escombros e objetos diversos.
 - M-m-mãe? - as palavras simplesmente não saiam o que me fez forçar mesmo que resultasse numa série de gaguejadas. Com os olhos arregalados mal conseguia dizer “mãe”, sem crer no que havia acontecido segundos atrás, meu pai entrava para dentro de casa desesperadamente e segundos depois, podia ouvir gritos vindos da minha mãe e do meu pai, posteriormente um Pokémon enorme abriu suas asas destruindo ainda mais a casa e com suas presas carregava minha mãe, subindo o voo e desaparecendo entre as outras residências  e lojas da cidade.
- Mãe... - Semicerrava os olhos... As pessoas da rua, estavam tão perdidas quanto eu, não sabia o que tinha acontecido em casa. Outro grito me garantiu que ainda não tinha acabado, um grito vindo do meu pai. Meu coração batia descompassadamente, não podia sequer parar, já acontecia outra coisa e me preparava psicologicamente para reagir a cena logo a seguir.

Um Pokémon roxo de porte médio se encontrava no meio da sala com seus pelos arrepiados circulando meu pai e acompanhado dele um homem, nunca havia o visto, nenhum dos dois para ser sincera, nem o homem e o Pokémon. Saquei minha Pokédex para extrair informações sobre tal Pokémon e com o auxilio do aparelho tecnológico, pude saber seu nome e suas habilidades.

- Largue meu pai! - bradei agressivamente. - Filha, não... – sussurrou, negando com a cabeça e aos poucos sua feição ia mudando, se transformando num rosto fraco e emotivo.  
- Então essa é sua filha, Rosa, não é?  - encarava-me com um largo sorriso malicioso no canto da sua boca.  - Eu não o conheço, pai- o Pokémon do homem liberava uma fumaça cinza me fazendo perder a minha concentração e foco, interrompendo-me literalmente. - A fumaça é tóxica não respire! – alertava meu pai, que se encontrava bem atrás da mesa e via que o homem estava bem próximo a ele e o atingiria com um chute.
- Cala a matraca!  - dizia o homem chutando as costas dele, derrubando-o no chão.

Depois disso, a sala estava tomada pela fumaça tóxica, não sairia dali sem meu pai, com uma das mãos, cobria meu nariz enquanto andava pela sala enxergando absolutamente nada com o objetivo de achar meu pai. Tentava encontra-lo só apalpando as coisas que vinham em minha direção, mas tudo que tocava eram móveis, objetos decorativos, parede, mas nada dele. Andando mais apressada, com passos mais largos, enxergava uma silhueta pontuda e pequena no chão, essa silhueta se aproximava-se e me deparava com Stunky, que em segundos notava minha presença e da minha dificuldade em respirar, visto disso, o Pokémon venenoso ria do colapso que estava a casa.

”Snorlax, HYPER BEAM!”

Era a voz do meu pai? não era meu pai.

Um poderoso raio era disparado para cima pulverizando o restante do teto e das paredes que iam de encontro ao teto, fazendo um grande arrombo para que o gás tóxico fosse dispersado rapidamente e nem eu e nem meu pai fossemos mortos intoxicadas.
Conforme o gás ia sumindo levando-se para fora de casa, via a presença do único Pokémon dele, o Snorlax. As coisas estavam mais sérias que o normal, na verdade bem mais séria, e ainda assim, Stunky firmava-se a minha frente, não iria sair dali até que fosse derrotado.

- Uaahhh
Popplio era evocada a minha frente espontaneamente, trazendo consigo seu ar majestoso  e maldoso, a batalha seria de Pokémon bem parecidos em questão de personalidades, mas Popplio conseguia ser mais má que aquele gamba fedorento.
- Popplio, obrigada por vir. Temos que vencer esse combate. - seria a minha primeira batalha e a da Popplio, não estava cem porcento confiante, mas Popplio mesmo não tendo nenhuma experiência em lutas, estava sentindo-se soberana.
- Water G-Gun! - ordenei de imediato, esperando que Popplio obedecesse e realizasse o golpe perfeitamente bem.
Popplio encheu o peito de para que disparasse um jato de água com maior pressão e poder, sobretudo, Stunky era mais rápido que a Pokémon de água, numa corrida rápida até ela, desviava facilmente dos disparos de água de Popplio e ao chegar bem próximo saltava cerca de 2 metros, desferindo diversos cortes utilizando suas garras afiadas para danificar Popplio.
- Popplio... - não estava apta a batalhar – isso era tão notório, nesse instante vinham memórias  do passado, meras lembranças, o dia em que meu pai disponibilizou parte do seu tempo para me ensinar a batalhar, truques e vantagens e desvantagens, eu teria que lembrar de tudo que me ensinou, se não... Não iria impedir as pessoas que levaram minha mãe e falharia a salva-la, tudo iria depender de mim, apenas de mim.
- Não podemos perder essa, não essa. Water Gun! - ordenei impaciente.
O Pokémon aquático encheu seu peito novamente de ar e de sua boca disparou um jato de água como uma arma d’água, era em pouca quantidade mas a pressão estava tão forte que foi suficiente para desestabilizar Stunky ao chão, empurrando para trás, alguns centímetros para trás, deixando-o molhado.
Não contente com aquilo, o Gambá se concentrava  sua energia, ganhando uma aura avermelhada que durava por segundos e que logo depois ia sumindo aos poucos, Stunky por sua vez, se mostrava bem confiante e pronto para atacar, não deixaria que encostasse as garras em minha Popplio.

- N-não... não-não... – a ficha  caiu.

Uma distração.

Tudo o que estava fazendo era ser distraída para que algo acontecesse as minhas custas ou por de baixos dos panos, estava caindo feito uma tola.
O sorriso cínico de Stunky o entregava, mas não estava imaginando que era isso.

- Popplio, Water Gun, precisamos vencer! - ordenei revoltada.
Popplio saltava enchendo o peito de ar e inclinando  a cabeça para trás atirando um jato considerável de água, acertando em cheio Stunky, danificando-o ainda mais.
Stunky se recolocava em “pé”, e num piscar de olhos se movimentava para atacar novamente Popplio com o mesmo golpe usado anteriormente, mas desta vez estava potencializado, suas garras estavam maiores e danificaria Popplio ainda mais, eu não veria ela ser atacada daquela forma tão bruta sem nenhuma chance de defesa.
- Me desculpa, Popplio... - fintava, direcionando meus olhares para o chão... - Ela nunca irá me perdoar, tem seus motivos para agir da maneira que age comigo, eu mereço e admito. – ela – caso vencesse – ia sair só o pó.
- P-Pound! - era o que vinha em minha cabeça.
Já que a posição de Stunky era próxima de Popplio, a Pokémon começou a desferir tapas no Gambá e descontar toda dor que recebeu nos últimos golpes, seu corpo coberto por arranhões estava doendo e com toda certeza ardendo, e sua fúria era constante, seus tapas eram infinitos, só pararia quando Stunky estivesse desmaiado.
Pop...PLIOOOOO!!!!
Com o rosto ofegante, Popplio prosseguia suas sucessões de tapas mesmo com Stunky desmaiado, finalizando depois de alguns minutos o socando, despejando todo seu sofrimento. - Popplio? - ela estava pálida, esgotada e fraca, me preocupava, a Pokémon então despencou-se no chão duro e frio, estava desmaiada, a habilidade de Stunky havia levado Popplio junto com ele, me deixando solitária, eu tinha feito isso e se tudo fosse depender de mim, estaria tudo perdido.
- ROSA, CUIDAD-! - Era a voz dele, do meu pai, novamente...
Num saque rápido, algo me envolveu, me erguendo aos céus que movimentava pelo ar rapidamente, estava sendo raptada como minha mãe? deixava tudo para trás, meu pai e minha Pokémon.

- O oque? está ficando tudo preto... Tudo gira... – sentia um mal estar por estar sendo carregada em pleno ar e em alta velocidade, e aos poucos  meus olhos iam se fechando, e tudo o que meus olhos focavam era na preocupação do meu pai lá embaixo e de Popplio largada perto dos escombros, desmaiada.

Para onde iria? o que estava me raptando? quem levou minha mãe?

- Adeus a todos, me perdoem.


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Re: to ROSA

Mensagem por Gust F. em Seg Nov 26, 2018 12:29 am

Avaliação
História: Um plot bem construído e desenvolvido que, sinceramente, dá vontade de continuar acompanhando a jornada só para ver o desfecho de Rosa. Num geral, a história não conta com erros graves e nem com melhorias necessárias urgentemente. Apenas aguardo os próximos capítulos. (1.7/2.0)
Batalha: Foi uma batalha bem descrita, com os movimentos detalhados e interessante de se ler. Conseguiu lidar bem com a falta de movimentos que os pokémon têm no nível inicial sem muitos problemas e de modo que eu considero criativo. (2.0/2.0)
Ortografia O capítulo num todo está muito bem descrito, sem muitos erros de ortografia. No entanto, em certas partes eu realmente fiquei perdido com algumas palavras que não se encaixam no momento, na verdade que não possui sentido algum, ou as vezes a falta de um conectivo para dar sentido. Nada que uma simples e rápida revisão não ajude. (0.75/1.0)
Nota:
✮✮
Bônus:
Popplio ganhou 600 de Experiência e subiu para o nível 6! (300/350)
Popplio ganhou 1200 de Experiência e subiu para o nível 8! (150/450)
Popplio aprendeu Disarming Voice!



Popplio
Nvl: 6 (300/450)
Nvl: 8 (150/450)
Hp: 0/19
Hp: 0/23

O(a) player recebe 100 de Exp de classe e sobe para o nível 2! (0/200)
O(a) player recebe 200 de Exp de classe e sobe para o nível 2! (100/200)
Recebeu uma Repeat Ball.
Recebeu 400§.
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Re: to ROSA

Mensagem por Roses em Sab Dez 01, 2018 10:53 pm



Goodbye!Part. II (+18)


Bem que minha mãe falou: você pode perder a sua vida, filha.

Estava a despedir desta vez da minha casa e da minha cidade de uma maneira tão rápida que mal dava tempo de falar nada no momento, meu corpo doía, sentia minha perna latejar – a mesma perna que o Pokémon segurava para evitar a minha queda, tudo o que eu via estava de ponta cabeça, a cidade estava de ponta cabeça, ficando cada vez mais longe, para trás. Erguendo um pouco a cabeça notava o céu com um azul radiante e um Sol bonito com poucas nuvens.

Deixava me levar, estava cansada e mal havia digerido tudo o que tinha acontecido com a minha mãe, mas eu não ia deitar, lutaria com todas as minhas forças, até me esgotar por completo, até não poder mexer um músculo sequer do meu corpo. Não tinha muita flexibilidade por não praticar atividades físicas mas uma coisa eu conseguia fazer: levantar meu tronco e alcançar minha perna que se mantinha preso pelo Pokémon, no momento em que alcancei a cauda ou não – não sabia muito bem o que era – morderia com o objetivo que largasse minha perna. A mordida foi fatal e até mesmo inesperada pelo Pokémon que soltou um gruindo altíssimo, largando a minha perna.

Uma queda com "ar" de liberdade, livre por inteira.

Como podia me esquecer? não estava com nenhum Pokémon ou equipamento para chegar viva ao solo...

Caindo em constante movimento, meus cabelos agitavam bastante juntamente com meu lenço, enquanto caia via um filme passar pela minha cabeça, se o céu é infinito porque não morrer vendo o próprio infinito?

Me despeço do meu bem mais preciso, a minha vida.

Tudo estava a escurecer, talvez já estivesse morta ou era só minha pressão caindo mesmo.

O mesmo gruindo que ouvia anteriormente surgia numa velocidade feroz, agarrando-me rapidamente e levantando voo, tomava um imenso susto. Não, não era possível, era demais pra mim, sentia-me atordoada, prestes a apagar, minha pressão caia.

[...]

- Ei, acorde! – acordava espantada.

Após ouvir a voz, acordava traumatizada com leves surtos e com a falta de ar, sempre que puxava ar ele não vinha.  

- Que bom que acordou, está com fome? - a voz de um homem, sua voz serena... Me parecia tão familiar.

Tentava me virar para ver o rosto do homem mas não obteve sucesso, sentia dores nos pés e nas mãos, quando notei, estava amarrada, quase imobilizada, não iria sair dali, não tinha nada que pudesse me tirar das mãos daquele homem.

- Irei buscar algo para você, mocinha. - Disse saindo pelas minhas costas.

Seu Pokémon ainda estava por perto de prontidão, seu olhar dizia tudo: se eu tentasse fugir ou qualquer outra coisa, algo de ruim iria acontecer comigo.

Era jogar o seu jogo.

Minha barriga roncava tão alto que não dava para esconder a minha necessidade, mas onde estava o homem com a comida? já fazia uns dez minutos que havia saído e nada dele.

– Ele não iria me sequestrar para me deixar aqui pra morrer de fome. – Falei para mim mesma em um bom tom, até que a voz do homem se instalou no ambiente novamente, respondendo-me com suas palavras serenas e cuidadosas. – Faz tantos anos que não caço, mas para você eu abri uma exceção, espero que goste. – Trouxe um peixe, morto com os olhos arregalados e atirados pra fora. – Ai! – gritei ao ver o peixe estirado no chão, estando morto e fedendo muito.

- Frite esse peixe, não podemos comer nada cru. – Apontou o homem e logo em seguida seu Pokémon liberava um jato de chamas que atingia o peixe e o cozinhava, deixando “comível”, embora não quisesse comer aquilo, era minha única opção para continuar viva.

Eu ainda não tinha visto o rosto do homem, estava tão insegura que meu olhar não passava do chão.

O Pokémon entregava-me um pedaço de peixe, iria dar na minha boca – já que estava com as mãos amarradas – me alimentando como fosse um dos seus filhotes, não ia negar, ia comer até que estivesse satisfeita.

Após passar horas, mantinha-me encolhida, não notava a presença nem do homem e nem do Pokémon, via o céu escurecendo e consigo trazia a noite e os meus sonhos, ou os pesadelos, como aquele que estava vivendo. O homem pegou minhas costelas e puxou-me para trás, eu iria resistir, não sabia suas intenções. – PARA, NÃO, CHEGA! TIREM SUAS MÃOS DE MIM! ME LARGA! – gritava, visando chamar atenção de alguma pessoa... E nada.

Até que então, parou de me arrastar e colocou-me ao lado de uma árvore, me perguntava se estava sendo bondoso, mas pra que? conseguia encostar meu ombro no tronco da árvore para dormir e evitar acordar mais dolorida, não tinha o que reclamar, eu só não o agradecia por estar ainda sequestrada por ele.

Encostada de lado na árvore, sentia uma sonolência repentina, não tinha planos de dormir, iria ficar acordada até não aguentar, mas isso, era mais forte que eu, não sabia o que estava acontecendo, era tão inesperado e fora de questão, até porque não estava com sono, dormi a “viagem” toda até esse lugar.

Tinha algo de errado, meus olhos pesavam...

O homem surgia na minha frente, queria olhar para seu rosto, porém minhas forças estavam esgotadas, meu olhar mantinha-se voltado para o chão e a partir daí, via uma movimentação estranha vindo do homem, simplesmente abriu o zíper de sua calça, tirando seu órgão genital para fora...  A minha visão se tornava cada vez mais embaraçada, ia perdendo foco...

- Não, por favor, não... Não faça isso... – minhas palavras soavam tão fracas e inexistentes.

Mesmo pedindo e suplicando, o homem não parou, com suas mãos, segurou minha saia e a rasgou com tamanha brutalidade, não tinha como defender-me ou evitar, eu, eu...

- N-não.

A escuridão me fez companhia durante todo processo, todos os meus sentidos desapareceram, pela primeira vez, me sentia como um fantasma, não havia nada dentro de mim além da dor... Uma dor que nunca ia sumir. Nunca... Nunca.

[..]

O barulho do vento, a brisa gelada da manhã arrepiava todos os pelos do meu corpo, me fazendo ficar desconfortável, sentia o cheiro da grama e as sentia cutucarem meu rosto e minhas pernas. Ouvia um som estranho, será que... O pesadelo ainda não havia acabado, afinal ele é tão desumano para fazer aquilo?

Com bastante medo, abri os meus olhos.

- Fo-fo-mantisss! – um som baixo se aproximava das minhas mãos desferindo um golpe e consequentemente cortando a corda que amarrava minhas mãos, as do pé, já estavam cortadas.

Quando  me levantei do chão – sentei-me na grama – olhei para baixo me deparando com uma quantidade de sangue escorrendo entre as pernas.

- Não...  NÃO! – gritei de agonia ao ver que tinha um rastro de sangue na grama e possivelmente era o meu.

Me arrastava para trás usando a palma das mãos e o sangue continuava a escorrer...

Não era um pesadelo, era a realidade, a minha realidade.  

O Pokémon do homem - que ainda estava de prontidão acordava, ficando nada contente do que via, as coisas ficariam mais sérias que isso, eu sequer me levantava para correr, minhas pernas iam bambear e eu não ia conseguir fugir, era perca de tempo.

Mas porque? nunca fiz mal a ninguém, como pôde? ser um covarde deste jeito? para que? tentava juntar cada caco quebrado perdido na minha mente e tentar conectar todos para que se tornassem um só, mas nenhum deles se conectavam, não havia sentido o que fez.

Me encontrava perdida e para o Pokémon eu parecia uma louca e uma desconcertada. Eu ia enlouquecer, ia pirar.

Eu não entendo... Eu sou muito nova para entender?

Em casa não era comum assuntos tão delicados como este, ninguém jamais falava sobre, mas sentia que tinha algo de errado... Eu não queria ter feito nada. Eu não fiz nada.

O Pokémon do homem avançou contra mim numa velocidade incrível, rolei para o lado para que passasse por mim com o intuito de desviar, seria eu contra ele, seria capaz de mata-lo para sair viva dali.

Com certas dificuldades me levantei do chão, minhas pernas queriam desabar, minha única opção era ignorar essa dor e manter-me “intacta”. O Pokémon – virava e mostrava-se irritado, parecia que eu estava brincando com ele -, esperava por outro movimento, mas ele parecia orgulhoso demais para usar seus próprios golpes, eu teria que continuar viva? ou só aquele cara que podia fazer o que bem entender comigo? talvez fosse isso, seu Pokémon não estava ali para me machucar, sabendo disso, tiraria vantagem sobre isso.

- Vem seu monstro! Como pôde deixar esse MONSTRO... Fazer isso comigo? você é tão nojento quanto ele! – dizia confrontando o Pokémon com as minhas palavras que serviam como gasolina no meio do fogo.

O Pokémon se retorcia, parecia estar confuso, tinha dois caminhos a seguir: ouvir seu dono ou confiar em seu instinto.

O Pokémon chacoalhava a cabeça e se movia para cima de mim, esperando isso, me esquivei para o lado oposto e passava reto novamente, mas ele tinha sacado minha estratégia, mexia o longo rabo para a direção em que havia me esquivado, seu rabo ia de encontro a minhas pernas, derrubando-me facilmente, caindo de costas no chão, ficando sem tempo e sem esperanças.

Fechei os olhos, optar pela escuridão era melhor que enfrentar a realidade.

Um som vindo do Pokémon me espantava, abria os olhos rapidamente e notava o pequeno Pokémon rosado - que me soltou - usar seu golpe para machuca-lo. Ele era bem pequeno comparado ao Pokémon do homem, mas seu golpe parecia surtir efeito nele e o distraía, me dando tempo para me levantar e sair “correndo” quase que arrastada para um arbusto, olhava pelas falhas das folhagens para ver o que acontecia lá, em alguns segundos depois, o Pokémon maior irritou-se e com um golpe físico certeiro lançava o Pokémon rosado para longe – na minha direção – ele passava do arbusto em que estava para mais a frente, eu saia dali a procura do Pokémon, ele me ajudou a escapar e eu o ajudaria a se recuperar.

Ia me arrastando na direção em que eu o vi cair.

- Ei, ei... -  Sussurrava procurando por indícios dele, até que finalmente o encontrei caído no chão. – Acorde, temos que fugir daqui, se aquele monstro voltar novamente... Eu não sei o que vai acontecer, temos que fugir daqui logo, vamos, pule nas minhas costas. – disse apavorada de encontrar o homem naquela floresta.

Enquanto ia me arrastando na floresta podia ouvir o Pokémon a soltar barulhos altos e nada harmonioso, não sabia sua localização, seu grito era realmente muito alto ou ele estava próximo a mim¿ não queria pensar nisso, só em sair dali e voltar para a cidade, Popplio tinha ficado lá e eu precisava dela e do meu pai, ele me protegeria de todos...

- Mas ele nem sequer protegeu a mamãe... – soltava isso pra fora de mim, um tipo de desabafo, estava com isso entalado na minha garganta, e talvez tenha pensado alto demais.

Enfim, me parecia que estava na rota seguinte da cidade, não tinha ido tão longe, não queria estar enganada.

- Você está melhor? vamos sair dessa, eu prometo.

Eu prometendo alguma coisa? era raro prometer qualquer coisa, pois sabia que era difícil de cumprir, mas essa eu tentaria, daria o meu melhor. O Pokémon rosado notava a movimentação de folhas e arbustos mexerem sem a presença de uma forte brisa, o que me fazia parar e olhar para aqueles arbustos... O que faltava ser? o homem ou seu Pokémon? ou ambos?

Quando esperava o pior acontecer, um Pokémon saiu do meio dos arbustos bem irritado, parecia que tinha invadido seu território ou algo assim, os Pokémon de rotas tinham essas características bem proprietárias e dominantes, não queria brigar, mas se eu demorasse mais, seria pega pelo homem.

- Eu não posso lutar... – disse.

O Pokémon rosado tomou frente da situação e se preparou para batalhar com uma pose firme e elegante, com suas “mãofolhas” curvadas e apontando para o Pokémon que aparentemente era selvagem, mas ele não era tão encontrado assim nos arredores de Eloinh, pelo menos não que eu sabia, estava em duvida se era selvagem ou de algum treinador que o deixou escapar ou ele mesmo escapou.

- Use o mesmo movimento que usou anteriormente! – disse ordenando um Pokémon que mal havia conhecido.

As folhas do Pokémon ganhavam um verde cintilante e ficavam firmes e fortes, então se moveu na direção do Pokémon canino desferindo essas folhas nele, acertando-o. O Pokémon rosnou e numa investida grosseira atingiu o Pokémon de grama, jogando ele para trás, mas ele não caia, continuava firme no chão.

- Não desista, eu dependo de você, por favor... – Incentiva o pequeno a levantar, ele não podia perder, ele era minha única salvação.

O Pokémon se levantou e novamente sua pose elegante, parecia que estava se equilibrando sobre uma fita, seus movimentos eram fortes mas ao mesmo tempo agradáveis de ver.

- Você tem outro movimento? precisamos vencê-lo rápido... – disse, optando por usar outra estratégia.

Não tinha nada comigo, tudo que havia ganho – Pokédex, Pokébolas, Itens - tinham sido furtados pelo homem, o que me impedia de fazer tudo que me remetessem a uma treinadora, vivendo e sobrevivendo a cada minuto na rota.

O Pokémon tinha outro movimento e isso me aliviada, principalmente ao saber que era ofensivo. O Pokémon avançou contra o Pokémon quadrupede e desferiu novamente suas folhas nele, parecia um golpe normal, mais fraco que o anterior até, será que havia sido uma boa¿

Os golpes que o Pokémon de grama - na versão não sabia se era de grama, só presumi – que faziam no outro Pokémon pareciam estar surtindo efeito, este seria o golpe que usaria até que caísse, mas o Pokémon quadrupede não deixaria barato assim.

O Pokémon feroz – me parecia do tipo noturno, suas cores era uma mistura de preto e cinza, e suas íris vermelhas e escleras amareladas, seus dentes que saiam da boca me davam nervos. O Pokémon – noturno – começou a uivar e aumentando seu ataque corporal, se tornando mais forte, um sério problema.

- Continue com o mesmo movimento (Fury Cutter) – voltei a ordenar.

Era surpresa o golpe aumentar a sua potencia na segunda vez seguida, podia notar que as folhas do Pokémon estavam maiores e mais cortantes, danificava o canino muito mais que antes. Depois de ter aumentado seu ataque, o Pokémon se virou e com suas patas traseiras, jogava areia na direção dele.

- Desvie! – gritei, alertando ele.

O Pokémon era alertado antes mesmo da areia acerta-lo, sabendo disso, o Rosado entrou para dentro do arbusto para se proteger da areia e começava a se movimentar pelos arbustos, tirando vantagem disso, fazendo o Pokemon – Poochyena – ficar confuso, mesmo estendo um belo olfato, eram muitos fatores a serem analisados.

- Agora! – disse empolgada.

O Pokémon saia do arbusto saltando rapidamente desferindo um corte certeiro no canino num deslize só, como o banhar da espada de um samurai, passando direto do Pokémon, deixando-o desmaiado.

- Você foi demais, vamos antes que o pior aconteça, perdemos muito tempo aqui... – dizia voltando a caminhar quase me arrastando por ai com a companhia daquele Pokémon.

- Por que você fugiu de mim¿ não gostou¿ mas esta só foi a sua primeira vez... Venha comigo, mocinha. – A tal da voz serena, dono da voz que me estuprou, ele tinha me alcançado junto com seu Pokémon, aparecendo a minha frente, tampando a minha saída. Desgraçado.

Desta vez eu olharia para sua cara e enojaria, ele merecia mais do que isso com certeza, e desta vez eu lutaria com todas minhas forças, mesmo que estivesse com as pernas um pouco debilitadas me esforçaria o máximo até que minha energia se esgotasse por completo.

Olhei para seu rosto e...

O Reconheci.

- Tate?

Não... Não poderia ser ele... NÃO PODE SER... Lágrimas caiam do meu rosto, eram lagrimas alimentadas pela minha raiva e fúria, meus punhos se fechavam-se, a temperatura corporal ia subir e me deixar tão quente quanto o próprio magma do vulcão.

- Você não sairia daqui sem suas coisas não é, gracinha? meninas sempre são assim.

Adicionais:

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Re: to ROSA

Mensagem por Gust F. em Dom Dez 02, 2018 1:47 am

Avaliação
História: Isso vai ser complicado. Quando estávamos eu e Mary criando o fórum, eu coloquei em jogo uma regra para evitar polêmicas acerca de vários assuntos delicados, um deles o estupro (que inclusive está nas regras. O que você fez na jornada claramente vai contra as regras da jornada. Ao mesmo tempo, eu não conseguiria reprovar esse post por dois motivos: o primeiro foi ver o seu esforço para criar essa jornada que deu pra perceber que não foi fácil, até por você passar por alguns dramas como o caso da Fomantis na primavera. Mas o segundo deles eu considero sem sombra de dúvidas o mais importante, que é a questão da visão feminina diante disso tudo. Reprovar sua jornada seria ignorar tudo o que acontece com milhares de mulheres diariamente. Mas agora nos focando no RPG e na sua jornada de fato. Com o que você fez nessa jornada acredito que você vá conseguir elaborar um plot muito bom e, sinceramente, estou ansioso para ver as próximas cenas.
Batalha: Por tudo o que foi feito nessa jornada, a batalha acabou ficando um pouco mais "apagada", mas ainda assim foi bem escrita. Nada a reclamar.
Ortografia: Alguns momentos do texto me deixaram confusos por conta de alguns erros de ortografia, sobretudo no final, durante a batalha com o Poochyena. Foram alguns trechos que eu tive que reler para conseguir entender. No entanto, de um modo geral, a jornada não conta com muitos erros ortográficos.

Observação: Por mais que você não tenha capturado o(a) Fomantis oficialmente ainda, por ele ter tido a participação em um combate, eu vou contabilizar a EXP, iniciando-se do nível 5. Se por um acaso você desistir da captura, a EXP será jogada fora, uma pena, mas caso você resolva de fato capturá-lo, já está sendo contabilizado normalmente os níveis upados. Esse ganho de experiência não será ainda colocado no diário de bordo.
Nota:
✮✮✮✮
Bônus:
Fomantis ganhou 1200 de Experiência e subiu para o nível 10! (250/600)
+20 de Happiness

O(a) player recebe 200 de Exp de classe e sobe ao nível 3! (100/300)


Fomantis
Nvl: 10 (250/600)
Hp: 5/13

Recebeu o presente Rosa (3x)!
Recebeu uma Green Apricorn.
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Re: to ROSA

Mensagem por Roses em Seg Dez 03, 2018 3:17 pm


Goodbye! Part. III


Quando o vi, minhas lembranças passadas vieram átona...

6 anos atrás escreveu:
– Eu quero ser como você, Tate. Você é incrível! – dizia uma menina de cabelos curtos e enrolados, seus olhos brilhavam toda vez que presenciava algo espetacular vindo de Tate.

Era admirado por quaisquer coisas que fazia  – e não só por ela e sim por todos a volta dele, a garota tinha acabado de completar seus sete anos e estava bem animada, principalmente ao saber que seus país viriam para acompanha-la. De longe outra menininha, que também possuía cabelos curtos e se mostrava bastante tímida para chegar perto de Tate, mas o mesmo percebeu a presença da garotinha e não perdeu tempo, andou em sua direção com um sorriso estampado.

– Ei, ei... Não tenha medo menininha, eu estou aqui pra te alegrar. – disse Tate se aproximando da criança.

A menina que até então se mostrava tímida pulou e abraçou Tate, sua feição ia mudando aos poucos, por fim acabava cedendo, ficava segundos generosos abraçado com ele, a menina o soltou e olhou diretamente para seus olhos, muito mais feliz, Tate pegou a sua mão e ambos iam andando para um lugar reservado, saindo da vista de muitos, os dois adentravam um corredor que levava para os quartos.

– Cade o Tate? – a outra menina sentia a falta dele, seus olhos vasculhavam todo canto e nada, mas notou um vulto adentrar os corredores e achava estranho pois nenhum dos convidados  tinham permissão para passear por esse lado da casa.

Curiosa, a menina seguiu aquilo que estava lhe intrigando, o corredor da casa eram estreitos e compridos, que davam a uma escadaria e acima, alguns quartos. A menina viu o vulto mais detalhado no topo da escada, e o traje de Tate o denunciava, mas o que chamava atenção da garota era que, ele não estava sozinho. A menina subiu as escadas cuidadosamente para não fazer nenhum barulho. O silêncio do local tornava a casa mais fúnebre, e mais nervosa ela ficava...

A menina depois de subir as escadas ouviu o rangido da porta se fechando, mas ela não se fechou por completo, ficava um vão entre a porta e o batente, e desse vão saia uma luz branca, a menina andou até essa luz - que dava ao quarto de sua mãe - e observou tudo que estava acontecendo dentro daquele quarto, ficando de boca aberta, sem reação alguma. Espantada.

Presente Day.

– Poochyena! Cadê você, Poochyena?! – uma voz de fundo ia tirando meu foco e aos poucos voltava para a realidade...

Quando me virei, um garoto saia dos arbustos procurando por seu Poochyena, o mesmo Pokémon que Fomantis havia derrotado, ao ver seu Pokémon desmaiado, o garoto ficava bravo e ajoelhava-se para tentar ajuda-lo, mas não tinha o que fazer. Seus olhos transbordava fúria, seus punhos fechavam-se, seus olhos estavam fixados para Tate, o garoto se levantou e em instantes Tate aproveitou para comandar seu Pokémon: – Não era para você estar aqui, me desculpe. Queime ele – comandou.

As chamas surgiram repentinamente na boca do Pokémon e com o poder do seu golpe, sobraria só os ossos do garoto ou nem isso, eu não poderia ficar parada, me movi contra o Pokémon jogando meu corpo contra ele, tentava parar a execução do movimento mas falhava ao fazer isso, eu o empurrava, mas não foi suficiente para desistir de usar o golpe, lançando um jato de chamas na direção do menino. – Cuidado! – gritei ao ver as chamas irem para sua direção.

O menino pulou para o lado desviando das chamas, acertando um arbusto atrás, Tate me olhou negando a cabeça.  – O que você fez? – perguntou-me, e eu boba não sabia o que responder.  – Ninguém mais vai morrer! – bradei com um semblante sério.

Tate sorriu e assentiu para seu Pokémon.

O Pokémon avançou rapidamente para cima de mim, o que me fez tomar um susto e cair no chão, estávamos perdidos, eu e o garoto. O Pokémon me encarava enquanto mantinha-me caída. – N-não por favor... Você se lembra da nossa conversa, não lembra? – era a única opção a fazer... O Pokémon afirmou com a cabeça, me parecendo pensativo. – Então... Essa é a hora em que você... Luta por sua liberdade. – disse com um sorriso todo desconstruído.  

– Matar? eu nunca matei nin- – O Pokémon se virou e num lance rápido, se jogou contra Tate, derrubando no chão. – SALAAAMAN-CEEE! – aquele grito significava que Salamance lutaria para obter a liberdade, seria uma brecha para sair dali. – Vamos, temos que sair daqui agora! – Fomantis pulou em meu ombro e o garoto se levantou junto comigo, me ajudando a sair dali...

Olhava para trás e via o Pokémon brigar feio com Tate, via tudo em slow motion enquanto corria apoiada no garoto...

6 anos atrás - 1 mês antes do ocorrido escreveu:
– Tate? – a menina chamava sua atenção... – Eu to muito ocupado agora, você vai ficar muito feliz com as novidades que eu tenho pra lhe dar.  – falava Tate passando a mão pelos cabelos da menina. A menina respeitava seu espaço e se retirava da sala, indo direto para a cozinha.

– Mãe, o Tate está ocupado. – disse a criança. – Sua amiga está aqui, ela veio almoçar com a gente. – disse sua mãe. As duas meninas eram bem amigas, e sempre que dava, brincavam juntas, tinham gostos parecidos e suas aparências também eram bem parecidas, mas isso não importava no momento.

Tate trabalhava em projetos pessoais que lhe rendiam bastante reconhecimento, eram projetos secretos que tomavam quase todo tempo dele, quando não estava realizando seus projetos, estava...

Enquanto as duas almoçavam, Tate passou pela cozinha pegando certos alimentos frescos como frutas e bolinhos de arroz, nas costas dele um mochilão, estava todo apressado, a mãe da menina estranhou... – Tate, para onde está indo? – indagou a mulher. – Estou indo viajar, cuide bem delas, ok? – sorriu, olhando para uma das meninas mais a fundo.

– Adeus, Tate! – disse uma das meninas...

Present Day.

– Hihihi... – uma risada estranha me trazia de volta.

Não estava rindo, ninguém estava rindo, era estranho ouvir essa risada, tinha ouvido ela em um dos meus sonhos mais aterrorizantes de todos, um pesadelo horrível. -BOOM!- Fomantis tremia ao meu lado depois de ouvir a explosão, estava acontecendo alguma coisa, estava sentada encostada na árvore e ao meu lado,  Fomantis, mas e o garoto? eu olhava para os lados e escutava uns barulhos estranhos...

– Para onde você foi? – gritei... – Bem aqui. – - dizia Tate jogando o corpo do garoto a minha frente, estirado, já sem vida.  – Você não... Você não! – eu ia chorar, ele não me largava, não ia embora... Mas como ele se livrou do seu Pokémon? – Eu sim, mocinha. – sorriu e ao seu lado, seu Pokémon, que agora possuía uma coleira eletrônica e seus olhos estavam diferentes... – Vamos parar de brincar de pega-pega? – respirou fundo retomando o ar.

– Pega-pega? – me perguntava.

7 anos atrás escreveu:
– Tate... Vamos brincar de pega pega, Tate, por favor? - a menina insistia em fazer com que Tate fosse brincar com ela, até que em um certo dia, ele a surpreendeu: – sim, vamos, claro. – ambos foram para o quintal brincar, Tate fecharia os olhos iniciando uma contagem... – Um... Dois... Três... – assim ia, enquanto a menina corria para se esconder.

– 28... 29... e 30! Aqui vou eu. – terminou de contar até 30 segundos e daí procuraria a garota.

Ele entrou dentro da casa e seus olhos e ouvidos estavam ligados, prestando atenção em tudo, em qualquer barulho, crianças eram escandalosas, ele ia a encontrar.

– Estou perto... – ele mesmo dizia isto, ele pressentia que ela estava próximo.

No quarto da mãe, tinha um armário nele, mas Tate passou despercebido por ele e se deparou com as cortinas na janela, ele se aproximou lentamente delas enquanto ria, um sorriso silencioso, seus passos não faziam nenhum ruído, seus pés pareciam algodões de tão suaves.

– HÁ! Te encontrei!  –gritou abrindo a cortina.

Mas ele não tinha encontrado a menina que estava brincando, era a outra...

Os dois estavam sozinhos... Mas não sabiam que a outra menina estava dentro do armário vendo tudo.  
  
Agora, cabe a mim dizer qual das garotas... Era eu.

CONTINUA


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Re: to ROSA

Mensagem por Gust F. em Seg Dez 03, 2018 4:04 pm

Avaliação
História: Eu estou cada vez mais chocado com a forma como você vem trazendo sua história, mas não leve isso como algo negativo. Você vem criando um plot bem interessante para sua jornada. Algumas coisas eu meio que não entendi ainda, mas provavelmente é porque você está guardando para explicar nos próximos capítulos. Aguardo ansiosamente Goodbye Part. IV.
Batalha: N/A
Ortografia: Logo no começo eu vi aquele átona ao invés de à tona, mas conforme eu fui lendo o texto, não sei se é porque eu fiquei muito mais envolvido na história ou se é porque de fato não havia mais nenhum erro, mas eu não encontrei algo muito grave gravíssimo nessa jornada.

Nota:
✮✮✮✮✮
Pena que você não treinou nenhum pokémon dessa vez... :(
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Recebeu o presente Rosa (3x)!
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Re: to ROSA

Mensagem por Roses em Qui Dez 13, 2018 9:54 pm


Goodbye! Part. IV


7 anos ATRÁS escreveu:
– Vem Cecília! Vou explicar a brincadeira para você e para a Rosa.. – Tate chamava Cecília para que pudesse ensinar mais sobre essa brincadeira que o mesmo criou. – Já vai! Já vai! – gritou a menina de outro comodo da casa, enquanto  a menina não vinha, Rosa e Tate mantinha-se sentados no tapete vermelho da sala, a menina achava melhor encarar o chão, impedindo que seu olhar fosse de encontro com os olhos de Tate, ela não estava tão a vontade com a presença dele naquele momento, seus olhos iam para todos os cantos menos para sua direção.

O silêncio tomava conta daquele espaço de uma forma tão profunda que podia se ouvir o tic toc do relógio, era estranho, até mesmo a vizinhança estava quieta, quando de repente a voz de Cecília invadiu o ambiente acabando com a paz. – Ainda bem que me esperaram, estou ansiosa para aprender essa nova brincadeira, Tate. – disse Cecília aparecendo descalça com uma certa empolgação em suas palavras, ela então sentou-se ao lado de Rosa, apoiando seus braços nos joelhos, tinha esta boba mania.

– Pega-pega é assim... Uma pessoa deverá contar até trinta segundos enquanto as outras pessoas correm para não serem pegas, cabe a elas se esconderem ou não, quanto mais estiverem escondidas, menos chance de serem pegas e mais chance de vencer esta brincadeira, que tal brincarmos disso agora? vamos vai ser divertido. – disse Tate levando-se do chão enquanto batia suas mãos umas nas outras para tirar o pó delas, o tapete da casa era bastante empoeirado.

– Vamos!! – as duas garotas afirmavam ao mesmo tempo, ficando empolgadas...   

– Mas antes disso... Vocês sabem o que acontece quando uma pessoa é pega? – sorriu olhando para as duas garotas que sentiam preocupadas com a punição final da brincadeira...

Present Day

Tinha se passado os trinta segundos? não... Passou-se muito mais que míseros trinta segundos.

Eu corri, eu me escondi, e mesmo assim, fui pega. A regra era clara: quanto mais longe e escondida estivesse, mais chances de ganhar eu teria, era só uma maré de azar por ter me encontrado? ou ele sabia que esse argumento era falho e que um dia cairia por terra? quem realmente sabia se esconder era Cecília, na verdade, sempre era pega por Tate, até parecia que eu era um pedaço ferro e ele um imã, a qualquer momento estava por perto para grudar em mim, era a sua natureza. Qual seria a punição por ter sido pega?

Bem, não ia ficar ali pra ver.

– O que foi? Rosa? Está me ouvindo? eu estou realmente preocupado com você, por que está fugindo desesperada? – Tate me olhava aparentemente confuso e transtornado, ele me parecia preocupado comigo, seus olhos não podiam mentir, na minha cabeça tudo não passava de mentiras, uma verdadeira farsa para que voltasse pra lá. – Não cairei nesse teatro... De novo não. – dizia para mim mesma, eu não tinha ninguém, só a "companhia" de Fomantis que, as vezes esquecia que ela existia.

– Pois bem, caiu feito uma tola, hihihi... – tais palavras adentravam na minha cabeça para zombar-me, tais pensamentos não eram meus.

Minhas mãos estavam tão geladas que tremiam constantemente, olhei para elas e notava que meus dedos iam se contorcendo e ficando cada vez mais enrolados, se tornando uma figura bem bizarra, o que estava acontecendo comigo? fechei os olhos implorando para que tudo aquilo sumisse. Quando os abri, a primeira coisa a perceber que, minhas mãos permanecia normais e que a saia não havia sido rasgada em momento algum - não havia sinal de rasgo - e nem vestígios de sangue saindo entre as pernas. – Que? – toda a dor e cansaço tinha ido embora me deixando completamente renovada.

Olhei a minha volta e não sentia a presença de Fomantis, ela não ia me abandonar dessa maneira, ou iria? – Que estranho... – desconfiava de tudo que estava ao meu redor... Para onde que Tate foi? seria ele o responsável pelo sumiço de Fomantis? – Ela nunca existiu, esqueça ela. – não queria acreditar, mas... Minha saia... Estava rasgada e agora, não está. Fomantis havia sido um fruto da minha imaginação? nem ao menos uma companhia? olhei para o lado observando tudo ao meu redor e uma placa de madeira me informava em que rota eu me encontrava. – Rota 38... – inclusive, não era longe de casa, parecia que tinha sido carregada por horas...

Afinal, eu tinha realmente sido levada? ou eu mesma que andei até chegar aqui?

– Rsrs –

– Quem é você? – perguntei após ouvir as risadinhas...  – Eu sou você, olhe para trás – disse mantendo os risos em um tom baixo. Quando me virei, tomei um enorme susto ao ver uma pessoa idêntica a mim, seus traços eram tão realistas que embaralhava meus olhos e não era nenhum tipo de brincadeira ou o meu reflexo, era eu mesma ali. – Como é possível? – indaguei se aproximando do meu "clone".

– Pode parecer estranho mas, eu faço parte de você – pausou para gargalhar, retomando em poucos segundos. – e eu estou presa à você, pra sempre – concluiu.

O clone ia desaparecendo aos poucos, seu corpo perdia-se as cores, ficando opaco e por fim sumindo por completo.

– Finalmente te encontrei garotinha, sua mãe já se foi, agora só falta você! Haha  – era a mesma voz do cara que invadiu a minha casa, ou seja, não era o Tate, nunca foi. – Quem é você? – perplexa perguntei extravasando a raiva contida em mim.

– Ah me desculpe a falta de educação, sou Denver. E você, é a peça chave para a ALMA, e eu vim busca-la. – disse e aos poucos seu sorriso ia ficando mais largo, mostrando seus dentes amarelados.
Eu estava confusa,  o que eu tenho de tão especial para querer-me?  – Você está enganado, eu-eu não sou... – o pesadelo ia continuar e mais uma vez, não ia sequer me proteger ou fugir? – O Denver nunca se engana, venha pra cá.  – retorceu a cabeça disfarçando seu sorriso e trocando por uma cara séria.

Era o momento de correr, correr até não poder mais, como seria daqui pra frente essa tal vida de fugitiva? fugindo de pessoas que em nenhuma circunstância as vi na vida e porque só agora que vieram me "buscar"? Tudo o que eu queria no momento era o abraço caloroso do meu pai e o seu cuidado, mas o que ganhei de verdade foi tudo o que eu não precisava. Me ver presa naquela situação me fazia desacreditar ainda mais sobre mim mesma, afinal, todos os seres humanos tem seus limites e eu ainda não encontrei o meu.

Denver se aproximou de mim com a tentativa de me pegar pelo meu braço mas percebia seus movimentos e rapidamente recolhia meus braços para trás e logo em seguida agachava-me aplicando uma rasteira no homem, fazendo-o cair... Esses seriam os meus trinta segundos.

Enquanto corria sentia a sensação estranha... Não! Perder o foco agora não.

Mas esta sensação...

De nunca mas ver a minha família de novo me preocupava, quando me deparei, Denver já tinha me alcançado e jogava seu corpo contra o meu, fazendo com que me desequilibrasse e caísse de frente a umas raízes grosas no chão, sentindo uma pontada muito forte de dor na barriga...

9 meses DEPOIS escreveu:
– Tate, a bolsa estourou. – foram as minhas únicas palavras.

Depois do ocorrido na Rota 38 precisei ser forte e seguir com a minha jornada, mas nesses últimos meses eu percebi mudanças no meu corpo: eu tinha engordado, minha barriga estava maior, sentia enjoos na maioria do tempo... Estava grávida, não precisava ir em nenhum médico para confirmar isso, e eu havia conseguido fugir daquele pesadelo, não poderia sequer aparecer para eles, afinal eles precisavam de mim para o plano ALMA.

Seria mãe com 13 anos? hm... Se minha mãe soubesse... Ela me mataria. Ninguém tem planos para ter um filho aos 13 anos...

Por sorte, Tate estava me acompanhando e me ajudando com os capangas enviados por Denver, ele estava sendo um ótimo protetor e, também um ótimo... Pai? e eu... Mãe?

– Evite se mover, tudo ficará bem, a ajuda está a caminho... Fique repousando. – me colocava no chão com a cabeça apoiada em algo bem macio e aconchegante, sendo obrigada a olhar para as nuvens no céu. As nuvens iam do norte para o sul, o azul do céu me fazia lembrar do mar aonde pesquei Popplio pela primeira vez, incapacitada de fazer tudo, muito ferida e fazia quase dez meses que não a via, eu sentia saudades dela todos os dias e me perguntava antes de dormir: ela está bem? se ela estivesse feliz eu também estaria feliz, meu pai disse que quando vasculhou os escombros, ela já não estava mais lá.

Eu teria coragem de abandonar a minha filha assim como fiz ao abandonar a Popplio? como eu pude? e se ela estivesse me procurando e precisando de mim?

Eu podia lembrar de tudo que passamos juntas e cada de momento em que ela me fez sorrir, chorar, me fez ama-la e cuida-la... Meus olhos se enchiam de lágrimas frias, que escorriam por minha bochecha quente e por fim caia na grama do chão.

– Eles chegaram... Tenham cuidado, por favor! – ouvia Tate gritando com os médicos se mostrando bem preocupado...

 – Ela não era certa pra você, nós somos suficientes, isso já basta – nesses meses eu precisei de ajuda e foi ela que foi a única a me ajudar, ela suprimiu todas as dores que eu tinha dentro de mim, ela fez desaparecer por completo essa aflição, me fez acordar pra vida e seguir, foi assim que eu sai daquela situação após a rota 38...

Sentia um ar a passar por minhas costas, me erguiam para a maca, para que ficasse mais fácil de locomover-me.

Entrava num tipo de carro, não sabia se era especialmente para a minha ocasião mas me levando até o hospital, estava servindo. Tate ficava ao meu lado segurando a minha mão, que aparentemente se encontrava suada e a sua mão - como sempre - fria demais.

Minha barriga doía, eu reconhecia esta dor, a mesma dor do dia que briguei com Denver. Um dia que estará marcado para toda eternidade.

Eu olhava para os lados e via que já me encontrava em um tipo de sala cirúrgica, sentia o bisturi - frio - indo aos poucos cortando a minha peça de roupa no meio.

– O que é isso? – perguntava um dos médicos presentes na sala.

Era uma sala fechada e a temperatura do meu corpo ia aumentando até sentir como se meu corpo estivesse queimando em chamas, o suor nos meus braços escorriam mais do que tudo.  – Fique calma, respire. – aconselhava o mesmo médico...

Enchia meus pulmões de ar e jogava-o para fora usando a boca era o método mais apropriada no momento, segurava no braço de Tate para que logo em seguida fizesse força. – Não faça força... Anestesiem ela. – o outro médico virou-se com uma agulha em mãos, jorrando um líquido transparente, seguravam-me e aplicavam o líquido pelas veias do meu braço, e sentia surtir efeito rapidamente, ia apagando aos poucos, até que novamente a escuridão fazer-me companhia.

[...]

– Que bom que acordou... Temos uma notícia para dar a você... – o médico ria e lá trás estava Tate que parecia contente com o resultado... – A notícia é que...

CONTINUA

 

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Re: to ROSA

Mensagem por Gust F. em Sex Dez 14, 2018 5:10 pm

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História: Sinceramente, pra mim ficou tudo muito confuso, não entendi nada :bode:
Batalha: N/A
Ortografia: Nenhum erro que tenha de fato me incomodado aqui.
Nota:
✮✮✮
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Re: to ROSA

Mensagem por Roses em Sex Dez 14, 2018 5:14 pm


Goodbye! Part. V


Continuação escreveu:- Você não estava grávida, quer dizer, psicologicamente sim, a sua gravidez foi psicológica, quando a mulher acredita que ta grávida seu corpo muda, mas não chega a ser a mesma coisa, você sentiu essas mudanças? - perguntou o médico analisando meu diagrama e exames.   – Mudou sim... – o respondia confusa, olhei de relance pro meu corpo e vi que ele estava inchado, estava maior do que antes...

Toda gente é apto de dominar uma dor, menos quem a sente.

Um adeus perdido, um adeus nunca dado, criei na minha cabeça uma nova vida e que na primeira oportunidade eu a matei. - Mas, você teve alguma relação sexual com outra pessoa durante esses meses?- continuava a me questionar, só fazia sua função. – Com o Tate... Com ele. – olhava para ele no canto da sala, o médico olhou rapidamente para Tate e estranhou, ele tinha idade para ser meu pai, eu sei...

– Ele te enganou, te usou, agora é sua vez. – a voz da razão, e eu tinha que ouvi-la.

– Ele... Ele me estuprou, esse covarde! TIREM ELE, TIREM! – começava a gritar e a chorar descontroladamente, forçando o choro e tirando toda aquela culpa em cima dos meus ombros.

- Meu Deus,,, GUARDAS! TIREM ELE DAQUI, RÁPIDO! - gritou um dos médicos chamando os guardas que vigiavam a porta, dois guardas entravam com tudo na sala e imobilizando Tate e o jogando no chão, não perdiam tempo para sacar a algema e prender suas mãos para trás.

– R-Rosa? – me olhou desacreditado.

Seu olhar indiferente havia sido um perpétuo adeus.

O que eu tinha feito exatamente? eu tinha destruído tudo o que construí durante esses meses difíceis, algo me dizia que se eu fizesse isto, meus pesadelos acabariam, me deitei e virei para o lado da parede, eu precisava dormir e esquecer tudo e de todos, eu precisava pensar em mim.

O veria novamente?

 – Adeus, Tate, pra sempre.  – por fim, fechei os olhos...

Esquece-lo seria uma boa, sem ele, meu problema desaparecia e eu poderia ser feliz novamente... Com meu pai... Com a minha mãe... A Popplio...

Popplio...

Os meus sonhos me faziam me sentir viva, quem diria não? e era neles que eu me refugiava e vivia minha vida fajuta, pelo menos eu era feliz, feliz ao lado de pessoas que me amam de verdade...

Present Day.

A dor era agoniante, meus pulmões tinham dificuldades em drenar oxigênio, e Denver, não ia cansar até que fosse pega.

– Acabou pra você...  – proferiu Denver...

 – A-ain-da não...  – olhei no fundo dos seus olhos... - Snorlax, HYPER BEAM! - um som particular me surpreendia, e um raio poderoso era disparado contra Denver, causando uma explosão maciça, subindo uma poeira, me fazendo tossir ao inalar-la, dificultando a minha respiração.  Meu pai ainda estava comigo, e ele não iria me abandonar desta forma, iria atrás de mim nos quintos dos infernos para me ajudar.

– Pai? – sussurrei procurando por ele...

– Não não – sorriu Denver ao me encontrar na densa cortina de poeira...

Snorlax corria na direção de Denver desferindo sua pança grande contra ele, jogando metros para trás. - Você está bem, filha? - do fundo da fumaça saia meu pai, preocupado comigo. Eu queria me desabar, mas Denver ainda estava lá. Mas finalmente eu sentia seu abraço quente e cordial, como queria desde o inicio, seu cheiro me lembrava de casa, ou do que restou dela.

– Ah seu desgraçado! – bravou sério.

Eu não queria me meter nesse embate, seria um dos maiores que já vi, e meu pai, pela primeira vez o vi sério.

Denver pegava do seu cinturão uma pokébola escura com círculos vermelhos, e em seguida apertava o botão dela e rapidamente se abria liberando um feixe de luz vermelha que aos poucos ia tomando forma de um Pokémon, um enorme Pokémon.  O dispositivo eletrônico apitava no meu bolso e abria-se me deixando pasma por ver que a Pokédex e minhas pokébolas estavam comigo.

- GOLUUUUUUURK! - um berro fazia tudo ao meu redor estremecer.


Golurk...
Golurk é um autômato bípede Pokémon parecido com uma armadura. Dizem que o Golurk foi ordenado a proteger pessoas e Pokémon pelos antigos que os criaram.

Seria uma briga de titãs, e torceria para que meu pai acabasse com ele naquele momento...

 – Acabe com ele, pai.  – os meus olhos estavam dizendo tudo, não precisava de nada, e meu pai sabia disso.

– Você se lembra da nossa ultima batalha? você nunca foi páreo pra mim, Leonor. – com seu traje todo sujo e um pouco rasgado Denver sabia o nome do meu pai e eu continuava a não entender absolutamente nada.  – Vocês se conhecem?  – perguntei a mim, ingerindo toda aquela informação... – é uma velha história, filha. – meu pai estava focado com a batalha porque ele era a minha única salvação. Quem poderia impedir Denver de me levar, era ele.

– Golurk, Fire Punch! – ordenou o homem aos berros.

As enormes mãos de Golurk entravam em combustão surgindo um enorme foco de fogo nas extremidades dos seus membros superiores, num impulso ligeiro saltou desferindo um soco ardente em Snorlax... – Intercepte-o. – mandava o defender daquele soco, o corpo de Snorlax era resistente a golpes de fogo  e gelo graças a sua habilidade Thick Fat, os danos eram amenos, a mão de Golurk estava presa pelas duas mãos de Snorlax, o Pokémon fantasma estava sem como se mover ou contra atacar. –  Outro! – a outra mão de Golurk era rapidamente coberta por chamas, desferindo um soco certeiro na cara de Snorlax, que aceitava aquilo como um simples golpe, Golurk se surpreendia com a resistência dele.

– Voe! – proferiu Denver.

As pernas do Pokémon terrestre se encolhiam para dentro do seu grande corpo e dos orifícios saiam um fogo que impulsionaria Golurk para cima, levando Snorlax junto com ele, via que o Pokémon de Denver tinha dificuldades ao levar Snorlax consigo para o céu, Snorlax era mais pesado que ele...   – Pai, tome cuidado!! – gritei preocupada com a situação do Snorlax...

Os dois já se encontravam numa altura consideravelmente  distante, os comandos de ambos não podiam ser mais ouvidos, ficando Snorlax vs Golurk por conta própria.

Golurk tentava fazer com que Snorlax o largasse, mas a sua persistência era maior, ficando difícil para Golurk.

A Rota 38 já não era a mesma, várias árvores haviam sido derrubadas, pequenos focos de incêndios, e algumas criaturas corriam para se proteger daquele conflito, e eu ouvia barulhos num arbusto próximo, possivelmente um Pokémon, mas não queria tirar os olhos do Snorlax.  – Pai! o que você vai fazer? se o Snorlax cair nessas alturas...  – calei-me para evitar que o pior acontecesse.

10 anos DEPOIS escreveu:
 – Adeus à todos, e obrigada por confiarem em mim depois de tudo que fiz para cada um de vocês... As minhas sinceras desculpas... Obrigada. – saia dali com a cabeça erguida me despedindo do meu povo.

A maior batalha de toda minha vida estava prestes a começar...

Meu povo dependia de mim, eu traria a salvação para eles e os libertaria de todo o mal. A ALMA já tinha se instalado por todo meu corpo e eu não hesitaria em usa-la, não nesta circunstância, afinal era eu e meu povo contra todos...

– Lugia... adiante! – o Pokémon psíquico levantou voo com um simples balançar de braços, mostrando disciplinado e compenetrado... Outros Pokémon surgiam pelo caminho, seria uma legítima chacina...

A guerra estava prestes a começar.


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Re: to ROSA

Mensagem por Gust F. em Sex Dez 14, 2018 6:38 pm

Avaliação
História: Tal como no capítulo anterior, eu ainda estou bem confuso. Acredito que nesses últimos dois capítulos você mais jogou perguntas no ar do que as respondeu, o que, pra mim, acabou complicando um pouco o entendimento de que rumo você está tentando levar para sua jornada. Acho que é basicamente isso que eu tinha pra falar.
Batalha: N/A
Ortografia: Nenhum erro que tenha de fato me incomodado aqui. //2
Nota:
✮✮✮
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Re: to ROSA

Mensagem por Roses em Dom Dez 16, 2018 11:16 pm


Goodbye! Part. Final


Present Day

O inevitável acontecia...

Golurk balançava seus braços bruscamente fazendo com que Snorlax o largasse de vez, a reação de Snorlax era completamente inesperada, e Denver iniciou uma sucessão de risadas de estranhas ao ver Snorlax indo rapidamente contra o chão...  – Pai, faça alguma coisa!! – exclamei ao vê-lo sem reação... – O-o-que? – sem a resposta pra aquilo ele gaguejada...  – A pokébola dele!  – saia  instantaneamente de minha boca.

Leonor puxou a pokébola com uma certa rapidez e já bem próximo do solo, apertava o botão central do item atirando um raio vermelho e sugando ele para dentro daquela bola antes que espatifasse no chão.

 – ... – suspirei aliviada... 

– Eu já perdi muito tempo com você, está na hora de acabar com isso de uma vez por todas. – disse Denver ao ver que sua estrategia não tinha funcionado.

– Tem toda razão. – apertou novamente o botão da pokébola colocando Snorlax ao campo.

Denver mexia por de baixo de suas vestes e saia dela, um dispositivo eletrônico semelhante a aquele que Salamance tinha, fazia inúmeros coisas e uma delas, era ter domínio completo sobre o Pokémon. Não perdeu tempo e  atirou em Golurk, algo de ruim iria acontecer.  – Retire o selo. – sorriu Denver, com certeza não estava com um pingo de dúvidas que iria vencer o combate, e isso não era a única carta que guardava na manga.

Meu pai se preocupava mas ele treinou Snorlax o suficiente para qualquer tipo de situação...

– Belly Drum! – preferiu Leonor.

Snorlax açoitava-se com tremenda força e determinação que chegava a criar pequenas vibrações, elevando seu poder físico ao máximo em troca de metade de sua vitalidade, meu pai estava prestes a atacar com tudo que tinha.

Por outro lado, Golurk retirava o selo presente no seu "peito", esse selo prendia uma fissura presente na região e sua dor seria libertada juntamente com todo seu poder, como que a batalha ia acabar? e se meu pai perdesse esta batalha?  – Fuja, Rosa! – gritou me alertando que as coisas ficariam tão sérias que precisasse sair dali aos pulos...

– NÃO! Eu vou ficar!  –não ia sair até que visse meu pai o derrotando...

Com o aparelho, Denver manipulava e fazia com que Golurk não se descontrolasse mesmo usando seu poder máximo...

– Dynamic Punch! – o ordenou de forma ríspida.

O Pokémon fantasma impulsionava seu jato para cima e ganhando uma imensa velocidade, ia cortando toda corrente de ar e descia como um foguete, enquanto voava na direção de Snorlax, seus punhos ganhavam uma coloração vermelha que iam deixando rastro pelo ar, seria um golpe fatal caso acertasse o Pokémon normal.  – PROTECT! – exclamou meu pai.

Uma barreira verde surgia ao redor de Snorlax, o envolvendo por completo, e em segundos, o golpe de Golurk se colidia com a defesa de Snorlax, fazendo um estrondoso atrito, a cúpula esverdeada não parecia suficiente para lhe proteger, ela ia rachando assim como vidro, estava prestes a quebrar em mil pedaços. – Aguente!! – gritava Leonor inquieto.

Snorlax fazia uma força extra e de repente o golpe do Pokémon de Denver essa cessado...

– Pursuit! – voltou a ordenar dessa vez mais ofensivamente.

A pata direita de Snorlax ganhava faíscas negras e ao desfazer a barreira protetora, Golurk avançou, ficando próximo a Snorlax, dando tempo de acertar um golpe ligeiro no fantasma e o lançar para trás, arrancando bastante dano.

– Você deveria prestar mais atenção, papai. – quando notei, Denver estava atrás do meu pai com um objeto pontudo, semelhante a uma faca... Desferindo com toda destreza em seu peito e rasgando...

– PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI!!!!!!! – gritei rouca ao ver seu sangue escorrer no chão...

 – Não venha pra cá, fuja. – haviam sido as palavras mais sinceras e emotivas do meu pai, o que me fez fazer exatamente o que havia me dito, fugir.

Corria... Mesmo que aos choros eu corria, e a cada 3 passos eu olhava para trás, ficando cada vez mais longe do campo de batalha, vendo todo desmoronar, o chão tremer, Snorlax sendo arrastado para todos os cantos...

O que eu tinha dentro de mim seria capaz de fazer com que eu saísse de toda aquela destruição?

– Eu não sei como funciona... Mas... Eu preciso sair daqui, por favor, me tire daqui! – bradei e no mesmo instante um portal se abriu na minha frente adentrando sem ao menos ter pensado, pois eu estava em movimento e não tive a capacidade de parar, me fazendo ir a um lugar escuro e cheio de rochas...

Eu andava tentando entender para onde eu tinha ido...

– Fui eu? que abri esse portal?  – algo me dizia que o que tem dentro de mim era mais forte que eu e  não sabia controlar perfeitamente, mas e se não fui eu em que abriu isto?

Ia ficando mais longe do portal, evitava olhar para ele, porém ele era a minha única iluminação no local, tentava ver o máximo de coisas possíveis ali. Até que então o portal se fechou, me deixando no breu total. – Tem alguém ai? alguém pode me ajudar? – eu mal havia ingerido a morte do meu pai que, estava num local completamente estranho e no escuro.

– Por favor... Alguém? – dizia caindo no choro...

 "Pai... descanse em paz." meu pai estava em um lugar melhor e eu... Estava chorando sem parar e tudo ficava mais escuro...

[...]

– Cle-Fa-Cle-Fa – acordava no mesmo escuro só que ouvindo um som bastante estranho...

 – Cleffa? – perguntou-me ao ouvir um som característicos de Pokémon desta espécie.   – Você pode me ajudar? onde eu estou? – estava tão confusa e perdida que estava perguntando para um Pokémon e esperava ela me responder como fosse uma humana normal... – Cleffa? Cleffa! – repetia seu nome várias vezes.

– Isso foi um sim? afinal onde que você está? – estava escuro e só ouvia seus barulhos por todas direções...

Olhei para frente fixamente, uma coisa estava por perto, e de repente uma luz surgia bem no rosto de Cleffa deixando-a assustadora. – Ahhhhh! – berrei me assustando a aparição tão inusitada da Pokémon, ela segurava uma lanterna e obviamente não era dela, e com um sorriso meigo ela apontava a luz da lanterna para mim.

– Cleffa? –

– Eu não estou nada bem, meu pai... Ele morreu!!! – eu não aguentava mais chorar, eu não ia mais chorar, não tinha lágrimas pra isso.

A Cleffa me olhou boba e do nada o chão começou a tremer intensamente... – Os Pokémon daqui não gostam de luz, não é? – indagava com medo de algo grande surgir, a Cleffa abria a boca e me olhava com cara de: danou-se tudo, largando a lanterna e vazando.

– Me espere! – me levantei do chão pegando a lanterna e correndo ao seu lado.

– Você conhece a caverna pelo menos? – voltava a perguntar para a Pokémon.

Ela simplesmente parou de correr e me olhou balançando a cabeça e dizendo que não.  

– Não sabe onde fica a saída? –

Ela não sabia de nada?

– Não. – respondeu-me.

–  O QUE? VOCÊ FALA? – gritei com ela e o meu grito de espanto chamava a atenção dos Pokémon selvagens mais do que a lanterna acessa.

– Drilburr!!!

O Pokémon surgia rapidamente na nossa frente, vindo do solo.

– Cleffa você já batalhou? – a Pokémon voltava a balançar a cabeça dizendo que não. – Ah mas você vai batalhar agora, vai! – jogava ela mesmo no campo de batalha para batalhar com Drilbur, afinal ela era a única Pokémon que "estava" comigo. – Quais movimentos ela tem... – abri meu dispositivo eletrônico para saber seus golpes...

– Pound, Charm e Encore... – nunca ouvir falar desses movimentos...

– POUND!! – gritei ordenando.

Cleffa pulou pra cima de Drilbur lhe desferindo um tapão na cara deixando o Pokémon bem enfurecido e desacreditado que aquela Pokémon pequena tinha tamanha força, me surpreendendo bastante. – Uau! – disse.

– Charm! – disse empolgada.

A Pokémon mudou completamente seu jeito e olhou entristecida para Drilbur que cagava completamente e desferia suas garras afiadas pra cima da Pokémon rosa, deixando ela vermelha de raiva, mas pelo menos seu movimento havia sido afetado pelo Charm dela, diminuindo os danos de Rapid Spin.

Drilbur usava suas garras para espalhar a terra do chão para todos os lugares do campo, era uma terra fina e fazia uma leve nuvem de poeira pelo caminho, o Mud Sport servia para outras finalidades além dessa. – Use Encore! – comandei.

Cleffa emanava uma coloração branca surgindo uma esfera desta mesma cor a sua frente, que era lançava em Drilbur o fazendo esquecer de todos seus movimentos, deixando repetido no movimento anterior, o Mud Sport. Ele não parava de lançar terra para cima e fazia aquilo virar um Sandstorm manual. – Pound e mais Pound! – colocava o braço a frente do rosto para não me cegar.

Cleffa ia estapeando o Pokémon terrestre até desmaia-lo.

– Obrigada Cleffa. – agradecia pela gentileza de ter lutado ao meu lado...

E podia parecer clichê o momento, mas eu tentaria a captura-la, seria o momento ideal para convida-la a se juntar ao meu time sendo que eu nem tinha um.

– Você quer se juntar a mim? – a perguntei pegando uma Love Ball da minha Bag.

– Não.

E comia uma Rare Candy... Eu não sabia se era minha...

FIM.

OBS +1 Rare Candy e 1000 de exp pra Cleffa (Friend Guard), e me teletransportei pra Rota 35.


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Re: to ROSA

Mensagem por Gust F. Ontem à(s) 3:21 pm

Avaliação
História: AMÉM ACABOU GOODBYE NÉ AMORES? PELO AMOR. Bom, achei que a história dessa saga eterna acabou de uma forma emocionante e com algumas perguntas interessantes que provavelmente serão respondidas com o tempo (assim espero). Parte do que eu estava confuso sobre sua jornada e que eu havia mencionado não ter entendido (que era quanto aos pulos no tempos, indo pro passado e futuro), você me explicou no chat. O resto eu provavelmente vou entender com o tempo.
Batalha: Eu gostei da batalha, achei que ficou bem simples de entender, apesar de ter ficado simples. Não tenho muito o que reclamar aqui, até porque a simplicidade é facilmente explicada pela falta de moves que seu pokémon têm num nível prematuro, então é isto.
Ortografia: Nenhum erro que tenha de fato me incomodado aqui. //3
Nota:
✮✮✮✮
Bônus:

Cleffa recebeu 2200 de Experiência e subiu para o nível 10! (200/600)
Cleffa comeu uma Rare Candy e subiu ao nível 11! (0/700)

O(a) player recebe 200 de Exp de classe! (250/500)


Cleffa
Nvl: 11 (150/450)
+140 Happiness (x2)
Hp: 21/25

Recebeu os presentes Rosa, Vermelho e Azul!
Recebeu uma Fire Gem.
Gust F.
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Gust

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Re: to ROSA

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